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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

MÃE NATUREZA.

 


A Natureza é:
Tudo o que vemos: O mar, os rios, as montanhas, as florestas, os relâmpagos, os animais, as aves, os peixes, os insectos e as plantas.


A Natureza é:
Tudo o que ouvimos: O rumor das ondas, o som dos trovões, o cantar das cigarras, o trinar dos pássaros, a fúria dos ventos silvando por entre a ramagem das árvores....



A Natureza, somos nós:
Tu, eu, eles... os que choram, os que riem, os que nos beijam e abraçam, os que se deixam beijar e abraçar, os que sofrem connosco... e os outros!

Obrigada por estarem comigo em todas as horas  e por permitirem que eu esteja convosco!

Um Bem-Haja, a Todos !


❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤





segunda-feira, 22 de agosto de 2022

DIVAGANDO.

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FONTE da Fotografia


DESAMOR


Naquele tempo distante de uma juventude florida

sonhou que um Cavaleiro Andante, montado no seu corcel branco viria buscá-la e ser o seu amor para toda a vida.

Sonhou demais e não devia porque a vida nada dá.

Quem dela quiser colher algo mais, para além da dor, sabe que a sorte se faz com muita  persistência e labor.

Mais lhe valiam outros sonhos sem que o amor interferisse. Para que serve tal sentimento se só nos traz sofrimento...?

Já tarde descobriu isso e lhe surgiu quem o confirmou e disse...!

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[ Peço desculpa ao autor da fotografia. Acontece que cavalos brancos não conheço mais nenhuns por aqui.]

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quinta-feira, 2 de junho de 2022

PENAS AO VENTO.

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No fundo, no fundo

Aqui, e em todo o lado

Enquanto uns pensam e criam

Outros, com mais ou menos dissimulação.

Espiam, plagiam, copiam.


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Deixo-vos com uma pequena Parábola, que tanto pode significar muito, como pouco ou mesmo nada. Depende da consciência de cada um.

 

Imagem da Net.

Conta-se que, num tempo e lugar distantes, um jovem levantou falso testemunho, inventando uma história repleta de meias verdades sobre uma pessoa inocente. O boato espalhou-se rapidamente e começou a prejudicar a vítima.

Ocorre que ao ver os danos causados, o jovem se arrependeu e procurou um velho sábio para conversar e pedir orientação.

O sábio atendeu-o calmamente, ouvindo cada uma das suas palavras. No final perguntou:

 - Mas, estás realmente arrependido desse acto?

O jovem rapidamente respondeu que sim e que inclusive já havia pedido perdão à pessoa que injustamente havia difamado.

Então o velho sábio respondeu:

 - Já que é assim, peço que faças o seguinte: Pega num travesseiro de penas, sobe ao cume de uma montanha e solta as penas ao vento.

 - Só isso?- perguntou o jovem, admirado.

O sábio disse que sim, mas pediu para que o jovem voltasse a vê-lo novamente. No dia seguinte o jovem voltou muito satisfeito. Então o sacerdote disse:

 - Agora, estás preparado para cumprir a outra parte: Volta à planície e recolhe todas as penas novamente do travesseiro e vem aqui mostrar.

O jovem olhou sem entender e disse:  Mas isso é impossível!

Então, o velho sábio explicou-lhe:

 - Justamente. Da mesma forma é impossível reparar o boato, a mentira, o falso testemunho. Apenas porque a misericórdia de Deus é infinita, poderás receber o perdão. Mas o mal que  provocaste ficará pairando sempre, como penas ao vento. Pensa bem antes de falares novamente ou fazer algo contra alguém.

[Autor desconhecido]


Nota: A foto é de Robert Doisneau, famoso fotógrafo francês. 
1912 - 1994
Doisneau foi um apaixonado por fotografias de rua, registando a vida social  das pessoas que viviam em Paris e arredores.
Esta fotografia é de 1956.


💙💛


segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

HÁ SEMPRE UM AMANHÃ

 Li este livro há muitos anos.
  A cada passo me deparo com frases ou poemas, escritos por pessoas que vivem fases de desânimo, sem esperança no futuro. 
Eu própria me sinto muitas vezes assim...


...É nessas alturas que me lembro deste romance maravilhoso, escrito por uma romancista brilhante, que me acompanhou nas diversas fases da minha vida.

*  *  *  *

Recomeçar permanentemente o itinerário da Vida, é um dever e um direito de todo o ser humano.
Só assim valerá a pena vir ao mundo, ter nascido...







segunda-feira, 3 de maio de 2021

OUTRAS FORMAS DE VOAR.

 "Pouco no mundo teremos visto se não tivermos olhado os pássaros"


Fotografia da Luísa. Abusivamente tomada de empréstimo AQUI


      Escreveu a frase que encabeça o postal, um escritor moçambicano  por cuja escrita me apaixonei há largos anos.
       Dito assim, nesta forma algo poética, até parece poesia isto que escrevo. Mas não é. 
       Penso, repenso e medito longamente, cada vez mais, no voo que me aguarda. Pensamento que dantes me apavorava e hoje encaro com uma paz interior que me apazigua e me faz bem.
       Este meu voo interior, feito de momentos fugazes, é quase sempre interrompido quando sinto esta dor física atroz que me prende, não uma asa, não as duas, mas ambas as pernas. Ora uma, ora outra, mais a esquerda.
   Pergunto-me e pergunto-vos: Será que os pássaros conseguem voar  sem pernas? É que receio, na hora do meu voo derradeiro, perder o sentido de direcção, me enganar no destino e ficar pairando no ar, ou voando em círculos, qual alma penada. (Ou nem sequer conseguir levantar voo, o que seria bem pior.)


          Pavão e pavoa, vieram do Alentejo.




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domingo, 14 de março de 2021

PALAVRAS DE CRISTAL.

 



Encontrei esta cadeira numa rua da cidade de Aveiro. Nessa tarde de Agosto o calor era intenso e eu sentia as pernas cansadas. Só eu sei a vontade que tive de me sentar. E a coragem para tapar tão bela descrição de um poema de Eugénio de Andrade? Quem nela escreveu conhecia a sua poesia. Eu também! 

Hoje, a propósito de algo que li, lembrei-me do poder que as palavras têm. Palavras que tanto podem ferir como um punhal, como ser um bálsamo quais gotas de orvalho. Ainda das palavras que...

(...)

Secretas vêm, cheias de memória.

Inseguras navegam:

barcos ou beijos,

as águas estremecem.

(...)


...ou, ainda, de quão diferentes são estes dias, negros, de uma pandemia indesejada, que nos vai roubando as alegrias simples do convívio, olhos nos olhos uns nos outros e, nas belezas de outras paragens.





Campos de Aveiro,

Manchas verdes de arroz,

E a vela dum barco moliceiro,

Que um pirata ali pôs.

A servir de moldura

O velho mar cansado;

E o céu alto a descer e a ter fundura

Na quilha dum arado.


Miguel Torga, Palavras de Cristal


A minha magnólia

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Metáforas... Essa Faca de Dois Gumes!

 

Os lugares mais recônditos da alma humana, quando expressos em palavras escritas, deverão ser sempre claros e límpidos, para que todos quantos as lerem as possam interpretar à luz do sentimento de quem as escreveu. 

Quem o não conseguir fazer, sem o uso de metáforas vulgarmente usadas no sentido prático e pouco atractivo do seu uso corrente, não pode nem deve insurgir-se contra quem as não souber interpretar.




Fotografia da autora do texto.


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domingo, 1 de novembro de 2020

DEVAGARINHO...

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Fotografia e palavras minhas.


Sei que um dia partirei,

Não tenho pressa em chegar

A esse lugar onde sei,

Que os meus irei encontrar.


Que missão me destinaste?

Qual foi a Tua intenção?

Não foi para o mundo salvar

Não, não me deste essa missão.


Devagar... sim, devagar

Ainda não terminei

Minha missão por aqui.


Deixa que  a possa entender

Depois poderei partir

Devagar... unir-me a ti.



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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

O CÉU DA MINHA RUA.

 






Fotos captadas ontem às 17:37

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Nesta tarde,

sem frio que me faça

tiritar,

nem calor que me

sufoque,

saía do meu labor

levando o rosto

amordaçado, - triste mordaça esta, -

algo que sempre repudiei.

Embrenhada em pensamentos

sobre coisas 

que eu cá sei, ou talvez,

nem mesma eu saberei,

não sei para onde olhava

pra dentro de mim, talvez.


O percurso é curto e sempre igual

nesta rua que é a minha

lá seguia eu

sozinha

para o mesmo destino de sempre,

minha casa, ainda quente.

Não sei se foi uma voz

que  ouvi, longe, muito

longe, 

parecia chamar por mim

ergui os olhos ao céu -

meu Deus - o que é isto;

Lhe perguntei eu...


...e o Céu da minha rua

na tarde solitária e nua,

sem palavras, 

responde-me  assim...



...aqui é o Lugar, onde, um dia,

quando menos se esperar...

                                   ...nos iremos encontrar!


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terça-feira, 20 de agosto de 2019

A Vida É Como O Cantar Dos Pássaros.

Com a facilidade de acesso que temos hoje em dia à visualização de filmes, apesar dos clubes de vídeo já serem coisas do passado, raramente - pensava eu - se vai ao cinema. Mas ontem fui. E as filas nas bilheteiras eram enormes.

Fui ver o filme que me trazia suspensa pelo interesse acerca do tema em questão.

Como todos sabeis é sobre um professor de meia idade que é diagnosticado com um tumor pulmonar em estado avançado. Com tratamento teria cerca de um ano de vida, sem tratamento não teria mais de seis meses. Ele, escolheu a segunda opção. Eu faria o mesmo.



Na verdade, não é bem sobre o filme nem sobre a interpretação genial de Johnny Depp que quero falar. É sobre uma frase que ouvi durante o filme, creio que numa dissertação do Professor durante uma aula, após ter conhecimento da doença e o seu comportamento se ter alterado drasticamente : "A  Vida é Como o Cantar dos Pássaros".

A frase apanhou-me, na escuridão da sala, como algo que eu já tivesse lido ou ouvido, aliada à imagem de um pássaro apanhado em flagrante cantar. Mas onde? Durante uns instantes, alheei-me das imagens que me passavam pela frente dos olhos, e só via o esboço do dito cujo pássaro canoro, de bico aberto. 

O que mais me intriga é que, mais tarde, enquanto saboreávamos um gelado de frutos silvestres e iogurte e comentávamos o disparatado insólito de certas cenas, eu trazer a frase à conversa e ninguém, ninguém mesmo, se lembrar de a ter ouvido.

Sonhar, sei que não sonhei, tampouco a inventei...então, o que aconteceu? Não sei! Saberá alguém que tenha visto o filme? Alguém sabe em que contexto foi dita e...se foi mesmo dita?  É que ando francamente intrigada e apreensiva.

Só quero acrescentar que, não fora o soberbo desempenho de Johnny Depp no papel do professor Richard, o filme seria um fiasco. Não correspondeu à minha expectativa.

Nota:-  Aos eventuais interessados, informo, se clicarem no título do filme, terão acesso ao trailer, traduzido.


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

NATAL...NATALIDADE...NASCIMENTO..



                                                            Imagem DAQUI




Não é só na chaminé

Com o Pai Natal ao pé

Nem pinheiro, nem estrelinhas

Natal é uma adivinha

 

Sabem o que é?

Sabem o que é?

 
É Natal nasceu um bebé!

Ontem, hoje e amanhã

E tu nem sequer sabias

Que não é só em Dezembro

Natal é todos os dias…
 

( Autor Desconhecido)




domingo, 25 de dezembro de 2011

OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO...


Imagem recolhida na Net.


“Olhai os lírios do campo que não fiam nem tecem. E em verdade vos digo que nem Salomão em toda sua magnificência, se vestiu com tamanho esplendor”.


Este ensinamento foi-nos deixado há cerca de dois mil anos e, no entanto, continuamos a inquietar-nos pelo dia de amanhã...!






Entre as dores e alegrias das memórias do passado e a ansiedade e angústia quanto ao futuro, deixamos de viver em pleno o momento presente.
Todos sabemos disso e no entanto não conseguimos evitar que o nosso pensamento nos roube a felicidade que só pode ser encontrada no agora.
Não sendo este o Natal do meu descontentamento, não posso dizer que seja o mais feliz.
Hoje levantei-me com as galinhas - ou galos ! Eram seis da manhã, estava  na cozinha a tomar uma boa chávena de café.
Um sentimento de nostalgia levou-me até ao Alentejo, à minha infância e ao dia de Natal.
Neste dia, de manhã cedinho, passada a Consoada, ainda com o aroma delicioso das filhós estaladiças e do chocolate quente a impregnar toda a casa, era chegada a hora de receber os presentes deixados pelo Menino Jesus durante a noite. 
Eu disse presentes… ?? Eram sim! Mas não brinquedos…invariavelmente, uma cestinha com dulcíssimos figos do Algarve e um atadinho de tabletes de chocolate, embrulhado em prata colorida.
E como nós – eu e a minha irmã – ficávamos felizes!
Todos estes pensamentos me ocorreram em virtude de um certo descontentamento…e dos jogos electrónicos para a playstacion do meu neto…

Vou continuar a alimentar a minha saudade e deixar, não um vídeo de cânticos de Natal, mas uma bela voz, num magnífico hino à terra que me viu nascer, crescer e aonde fui tão feliz.


"É tão bom ser pequenino
Ter pai, ter mãe, ter avós
Ter esperança no   destino                                               
E ter quem goste de nós."

Não sei quem esta quadra inventou.
Mas foi a minha Mãe que me ensinou.

A todos desejo a continuação de 

      BOAS FESTAS.