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domingo, 29 de setembro de 2019

SAUDADE.





Amigo Rui, 

serás sempre e para todo o sempre, o Amigo ausente que nunca se esquece. Há dois meses que nos deixaste,  no entanto,  sente-se a tua presença em todos os blogues por onde passavas e eu passo.

Obrigada pelo carinho com que sempre me trataste.

Até um dia, meu Amigo.




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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Da Vida...



Quando tudo termina é onde tudo começa.

Assim, são as águas de um rio…

…assim é a Vida:

 um eterno pôr-do-sol.








Ainda faltam uns dias para que o Verão nos abandone, oficialmente.

Mas, hoje, talvez já cansada de tanto calor,

apeteceu-me fazer a despedida

e dar as boas-vindas à próxima

 estação do Ano, como fez a nossa saudosa e querida 


Adeus, Verão.
[ A despedida é minha.]


BEM-VINDO, OUTONO!





terça-feira, 4 de outubro de 2016

Quem Não Pode Ir...Manda Recado !




                                                               
Recado a Lisboa.

Lisboa, querida mãezinha
Com o teu xaile traçado
Recebe esta carta minha
Que te leva o meu recado

Que Deus te ajude Lisboa
A cumprir esta mensagem
De um português que está longe
E que anda sempre em viagem

Vai dizer adeus à Graça
Que é tão bela, que é tão boa
Vai por mim beijar a Estrela
E abraçar a Madragoa

E mesmo que esteja frio
E os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar

Se for noite de São João
Lá pelas ruas de Alfama
Acende o meu coração
No fogo da tua chama

Depois leva-o p'la cidade
Num vaso de manjericos
Para matar a saudade
Desta saudade em que fico

Vai dizer adeus à Graça
Que é tão bela, que é tão boa
Vai por mim beijar a Estrela
E abraçar a Madragoa

E mesmo que esteja frio
E os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar.




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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Hoje, Sou Pequenina...


...Como um tostão
trago a Mamã no coração
e o Papá na algibeira.
Dois beijinhos
de manhã e ao deitar
nunca podem faltar...

...Poderia ter sido assim. Mas não foi!
                                    
Foi mais como este
 
Pequeno Poema de Sebastião da Gama
 
 


Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.
 Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...


Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
 
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
 
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
 
Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe..
 

 
 
Rosas, para nós...Mãe!
 
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Adenda:
Oferta da Amiga Fê Blue Bird.
Obrigada, querida, pela bela Rosa, cor -de -rosa!

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Camélias cor-de-rosa, não estas, mas outras ainda mais belas, foram-me oferecidas por um querido amigo, que muito estimo!
Obrigada!:)

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Amor de Marinheiro...

                                                                           


Não quero mais voltar
Ao agreste abandono do areal
Sinto saudades do mar
 
Longe das rochas impávidas, frias
Onde  com violência impiedosa
A tua ausência me despedaçou.
 
 
AMIGOS, BOM  FIM - DE – SEMANA! :)
 





sábado, 15 de outubro de 2011

PALAVRAS COM ALMA.

Não é novidade para os meus amigos de sempre, o quanto lhes quero bem e a importância que têm na minha vida. Não me recordo se alguma vez o disse publicamente, mas sei  já o ter dito em particular a alguns de vós, que não entrei para a blogosfera com o intuito de evidenciar seja o que for. Entrei por acaso, mas não tem sido por acaso que fui ficando. Foi por ter aqui encontrado pessoas maravilhosas às quais me fui ligando por laços de amizade e de partilha. Escritores, poetas, pintores, humoristas, fotógrafos, jornalistas, livres pensadores e idealistas que connosco vão partilhando os sonhos que lhes vão na alma, gente que gosta e entende de música, de política...e outros, tal como eu, sem um estilo definido. Todos nos comunicamos partilhando opiniões, concordando ou discordando. 
Claro que neste mundo nem tudo são rosas  nem a harmonia é total. Um amigo tem amigos e outro amigo, amigos tem. Nesta rede de amizades nem sempre agradamos a todos nem todos nos agradam a nós. Há amigos dos meus amigos que podem não gostar de mim e vice-versa. Até aí tudo bem. O que não é bonito nem fica bem é quando manifestamos, através de um comentário, a nossa opinião no blog de um amigo e vemos um amigo desse amigo, ao invés de comentar o que foi publicado, divertir-se com indirectas tentando atingir quem comentou. Esclareço que quando digo amigo, incluo os dois géneros. Se isso me atinge? Claro que não! Sempre ouvi dizer que os cães ladram e a caravana passa. E mesquinhez existe em todo o lado.

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Se há algo de que me orgulho é saber que neste mundo virtual tenho feito muito boas e sãs amizades. Por isso fico muito triste quando vejo um desses amigos ausentar-se e deixar o seu blog sem continuação. Razões pessoais, profissionais ou outras têm afastado alguns amigos, dos quais sinto muitas saudades.
Um deles, o meu grande Amigo e Poeta,  Juan Francisco Bravo Real, de quem vos deixo este belo poema.


  
 "Las Lágrimas del Poeta"


Quieres saber la razón
para que escriba poesías
com la mayor ilusión?
Porque tiene el corazón
Embargado de alegrías.

Y entonces él, generoso,
Aunque a veces retraído
Le susurra generoso
Ese sentir melodioso
Que brota de su latido.

Su corazón es la palma.
Su anhelo gozos humanos.
Y en la inquietud o en la calma
Nacen dentro de su alma
Y se escapan por sus manos.

Este poema foi transcrito do seu livro de poesia

"ENTRE RENGLONES"

Felicidades JUAN FRANCISCO, para ti e tua família.

Janita.

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quarta-feira, 9 de março de 2011

FIZ AS PAZES COM A SAUDADE...!


Este fim-de-semana prolongado, proporcionou-me a resolução de um sentimento, que há décadas dividia o meu bem-querer entre duas Cidades. Porto e Lisboa.

A Lisboa dos meus sonhos de adolescente e grande parte da juventude, onde vivi dos doze anos até perto dos dezanove, continuará sendo a doce ilusão.
Mas, já sem mágoa!
A recordação do meu primeiro amor e desencanto.
Mas, já sem mágoa!



O Porto será para sempre, o meu chão.
A minha realidade. O meu mundo.
A minha casa.

Foi a contemplar o Tejo e Lisboa, lá do alto daquela varanda, que eu fiz as pazes com a saudade.

Agora, nem ela me magoa nem eu a quero afastar...

Convivemos bem e em paz!
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"DAQUI, DESTA LISBOA..."



Daqui, desta Lisboa compassiva,

Nápoles por suíços habitada,

onde a tristeza vil e apagada

se disfarça de gente mais activa;



Daqui, deste pregão de voz antiga,

Deste traquejo feroz de motoreta

Ou do outro de gente mais selecta

Que roda a quatro a nalga e a barriga

Daqui, deste azulejo incandescente,

Da soleira de vida e piaçaba

Da sacada suspensa no poente,

Do ramudo tristôlho que se apaga;






Daqui, só paciência, amigos meus!


Peguem lá o soneto e vão com Deus...


Soneto de Alexandre O'Neil

Escrito na vidraça da varanda da
Pousada da Juventude em Almada.

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sábado, 23 de outubro de 2010

O MELHOR DE MIM...

Esta foto tem mais de meio século e, para a digitalizar, tive que a pedir, hoje, à minha filha, já
que ela a guarda com muito carinho, juntamente com outras suas, de quando tinha mais ou menos a mesma idade.
A semelhança é de facto bastante notória.
Esta criança de ar interrogativo e um pouco assustada, sou eu com seis meses de idade.
É o que está escrito por detrás da foto, com a caligrafia, inconfundível, da minha saudosa Mãe.
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Esta ideia de falar das minhas memórias de infância, começou a germinar na minha mente
quando um amigo virtual, que muito estimo, publicou as suas belas e bem recheadas
recordações de menino e moço.
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Como a minha meninice decorreu sem grandes incidentes, não teria muito interesse, se as não ilustrasse com algumas imagens.
Assim, fui ao meu velho baú e lá encontrei estas.
Para mim são verdadeiras relíquias, ainda que um pouco amarrotadas.
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Aqui fui uma espécie de pagadora de promessas.
A minha tia Gertrudes, sofreu um acidente grave e prometeu à Nossa Senhora de Guadalupe
padroeira de Serpa, que se recuperasse a saúde e a genica, entre outras dádivas, alguém iria

na procissão, por altura da Páscoa, vestida de Nossa Senhora das Dores.
Ora, como eu era o membro feminino mais novo de toda a família, a escolha recaiu sobre mim.
Creio que teria uns sete anos.
Lembro-me que, tal como hoje, não gostava de acatar ordens. Por isso tudo me foi pedido com muito jeitinho. A minha tia, mulher enérgica e toda despachada, que adorava dar ordens, andou uns tempos comigo nas palmas das mãos.
Até prometeu e cumpriu, comprar-me uns sapatos novos para calçar nesse dia.
O pior é que os ditos eram tão rijos, que no final da procissão eu tinha os pés cheios de bolhas.
Mas valeu a pena!
A foto foi tirada antes, senão o meu ar não seria tão risonho, no estúdio fotográfico do "vizinho" Francisco Favinha, o único fotógrafo da terra e com um talento especial para a arte.
Foi a filha mais nova e minha melhor amiga, que lhe seguiu as pisadas e ainda hoje é ela que dirige a "Foto Favinha".

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Aqui começaram os casamentos das minhas primas.
Esta foi a primeira a casar, tinha eu onze anos.
A minha prima Maria do Carmo. Reparem no ar embevecido do noivo.
Esta é a Igreja de S. Salvador, situada no centro da Cidade, então Vila, e é daqui que parte a
procissão, que eu tinha acompanhado uns anos atrás, até ao Alto de S Gêns, onde fica a Capela da Santa Padroeira.
A jovem que está a meu lado, com um sorriso de orelha a orelha, é a minha irmã
também, chamada Maria do Carmo, seis anos mais velha do que eu.

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Esta foto só aqui está para marcar a transição da infância para a idade adulta.
Embora aqui eu tivesse, apenas, quinze anos.

Nesta altura já não vivia em Serpa e sim em Moscavide.

Isto é era o Bairro dos Olivais. Hoje, existe Olivais Sul e Norte e dos

olivais nem a sombra resta!
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Aqui estou eu, uma jovem e orgulhosa mamã, com a minha filha Ana Manuela

quando ela tinha sete meses.

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Eu, já avó, com o meu primeiro neto o João Pedro
que vai fazer onze anos no dia 8 de Dezembro
dia de Nossa Senhora da Conceição.
Este menino foi uma dádiva que Deus enviou, não só para a minha filha
mas, também, para mim. Sei isso, porque ele veio ao mundo numa altura em que
eu mais precisava dele.
Senti isso no dia em que ele nasceu.
Voltar a ter um bebé nos meus braços, amá-lo e cuidar dele, foi
para mim uma Graça Divina.

O resto da minha família já conhecem, através das minhas férias em La Manga.
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Serpa dos meus encantos


Torre do Relógio e Igreja de Santa Maria



Não há em Portugal, terra mais antiga e com mais História do que esta.
Serpa é conhecida como Vila Branca em termos turísticos embora, tenha sido elevada a Cidade há já alguns anos. Conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques em 1166, só no Ano de 1295 ficou a pertencer definitivamente a Portugal. No recinto do velhinho Castelo, ergue-se, imponente, a Igreja de Sta. Maria, de estilo gótico. Tem em frente a Torre do Relógio que remonta ao tempo dos Romanos.
Dentro da antiga Muralha foi construído, há muitos anos, o Solar dos Condes de Ficalho, ilustres filhos da terra. Nos arredores, fica o Convento de São Francisco, actualmente, transformado em Lar de
idosos, cuja Capela é considerada Monumento Nacional.
No alto do Monte de S. Gêns, fica a ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira de Serpa e está, também, localizada a moderna Pousada com o mesmo nome do Monte.
Pode, também, visitar o Museu Arqueológico e o lindíssimo Jardim Público, com várias espécies de plantas e aves raras, onde tanto brinquei na minha meninice.
Existe uma Piscina Municipal, de medidas olímpicas, rodeada por belos roseirais. No Verão faz as delícias de quem lá mora e de quem a visita.
Mas vá andando, de rua em rua, desde as Portas de Beja até às Portas de Moura e verá que não lhe faltarão motivos de encantamento, que de certeza o farão lá voltar.