
Nunca perdeu o brio. Arrastava-se com dificuldade para a fisioterapia, depois para o cabeleireiro e agora, já com autonomia, retomara as rotinas de bairro. Cabeleireiro às quintas — mãos e brushing. Sempre impecável.
“Há
mais de 40 anos que não saía de casa sem batom. O batom rosa-escuro tornara-se
parte do seu rosto, tão importante como o nariz adunco, os olhos pequenos e
amendoados e as rugas cada vez mais fundas e cavadas na pele manchada por
sardas largas e irregulares. Ir sem batom até ao pequeno café da esquina, onde
bebia a bica sem princípio há mais de três décadas, era idêntico a ir sem o
rosto, sem a imagem de si para si e para os outros.”
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Descobri Cláudia Lucas Chéu,
autora deste conto e de muitos outros,
ao navegar por
Blog de Joana Lopes,
que leio com muito agrado.
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