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sexta-feira, 25 de abril de 2025

LIBERDADE.

 





Flor da Liberdade

Sombra dos mortos, maldição dos vivos.
Também nós... Também nós... E o sol recua.
Apenas o teu rosto continua
A sorrir como dantes,
Liberdade!
Liberdade do homem sobre a terra,
Ou debaixo da terra.
Liberdade!
O não inconformado que se diz
A Deus, à tirania, à eternidade.

Sepultos, insepultos,
Vivos amortalhados,
Passados e presentes cidadãos:
Temos nas nossas mãos
O terrível poder de recusar!
E é essa flor que nunca desespera
No jardim da perpétua primavera.


Poema de Miguel Torga




Adenda:  Simbolicamente é a camélia que representa, a nível universal, a Flor da Liberdade. Em Portugal, após a Revolução de 25 de Abril de 1974, passou a ser o cravo vermelho.
Eis a explicação, que todos conhecemos, mas me apeteceu recordar:

Um soldado pediu-lhe um cigarro, mas Celeste Caeiro só tinha flores e decidiu então iniciar a distribuição dos cravos aos soldados, que logo os colocaram nos canos das suas armas. Mais tarde as floristas da Baixa continuaram a replicar o gesto. Por esta razão este dia também ficou conhecido como "Revolução dos Cravos".

VIVA  A  LIBERDADE
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quinta-feira, 25 de abril de 2024

___________A FLOR DA LIBERDADE___________

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 SALGUEIRO MAIA


Ficaste na pureza inicial
do gesto que liberta e se desprende.
Havia em ti o símbolo e o sinal
havia em ti o herói que não se rende.

Outros jogaram o jogo viciado
para ti nem poder nem sua regra.
Conquistador do sonho inconquistado
havia em ti o herói que não se integra.

Por isso ficarás como quem vem
dar outro rosto ao rosto da cidade.
Diz-se o teu nome e sais de Santarém
trazendo a espada e a flor da liberdade.


Manuel Alegre
in "País de Abril"


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