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domingo, 23 de agosto de 2020

Palavra de Ordem!

     R E S I S T I R!




Assim, resistindo às adversidades, aos contratempos que a vida me impuser, à incompreensão e intolerância dos demais, a todas as maleitas que assolem o mundo, à solidão e tristeza...

...e até, contra aquilo que sei estar errado em mim...

 também eu...


RESISTIREI! 



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sábado, 9 de julho de 2016

Do Tempo Em Que Os Pedidos De Casamento Eram Irrecusáveis...


...salvo circunstâncias especiais.

Quais? :)

Tela de Borsos József

O procedimento de Augusta era objecto da curiosidade de todos.

-- Por que motivo esta moça recusa todos os pretendentes? -  diziam as mães de família; parece que não quer casar. Quererá ficar para tia?

O argumento era singular; devia ocorrer a todos que Augusta recusava os pretendentes justamente porque não gostava de nenhum.

Mas a reflexão das mães de família era que um casamento nunca se recusa, salvo circunstâncias especiais.




[  A partir de um conto de Machado de Assis - 1872 -]







domingo, 10 de fevereiro de 2013

É CARNAVAL?...SEI LÁ!...




"Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!"

Como no Carnaval nada se leva a mal, vou pela primeira vez
 lançar-lhes um repto. Quem terá dito o que está escrito acima?
 Não é difícil...:)

 

É Carnaval, e Estão as Ruas Cheias

 
É Carnaval, e estão as ruas cheias
De gente que conserva a sensação,
Tenho intenções, pensamento, ideias,
Mas não posso ter máscara nem pão.
 
Esta gente é igual, eu sou diverso
Mesmo entre os poetas não me aceitariam.
Às vezes nem sequer ponho isto em verso
E o que digo, eles nunca assim diriam.
 

Que pouca gente a muita gente aqui!
Estou cansado, com cérebro e cansaço.
Vejo isto, e fico, extremamente aqui
Sozinho com o tempo e com o espaço.
 

Detrás de máscaras nosso ser espreita,
Detrás de bocas um mistério acode
Que meus versos anódinos enjeita.
 

Sou maior ou menor? Com mãos e pés
E boca falo e mexo-me no mundo.
Hoje, que todos são máscaras, és
Um ser máscara-gestos, em tão fundo...
 
 
 
Álvaro de Campos

Para quem quiser sentir um cheirinho mais do Carnaval 2013, veja AQUI

 Para tudo se acabar na quarta-feira.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

TENHO MEDO...PORQUE, SIM!

Penso que poucas serão as pessoas que têm a coragem de reconhecer os seus medos. Também eu, até há bem pouco tempo, me considerava mais corajosa do que aquilo que na realidade sou.
Bem que eu gostaria de conseguir tomar uma atitude que me deixaria em paz com a minha consciência e me tiraria de uma incerteza que muito me apoquenta.
No entanto, decidi não a tomar. Não é o medo do que possa vir a seguir; o NÃO  ou o  SIM .  Sou mulher suficiente para enfrentar essas respostas, ou outras, e aceitar o que viesse. O que me inibe é o medo do silêncio, essa terrível e impiedosa arma, que pode causar  danos piores do que as palavras mais cruéis.
Perante a auto aceitação do medo, dessa terrível forma de rejeição, tirei a máscara da minha pseudo valentia.  
E não é que agora me sinto melhor comigo mesma?  Sou medrosa, sim senhores!

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“POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO”

O medo vai ter tudo
pernas, ambulâncias
e o luxo blindado de alguns automóveis.

Vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão, no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos
O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres, cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este.
Projectos altamente porcos
heróis, (o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais.
operários…(assim- assim)
escriturários (muitos)
intelectuais (o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com toda a certeza a deles…
Vai ter capitais, países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos, namorados, amantes silenciosos
ardentes e angustiados.
Ah o medo vai ter tudo…tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo,
que é justamente
o que o medo quer)
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar, quase todos
a ratos…

Poema de Alexandre O´Neill 

( Há medos...e medos! O do O´Neill é diferente do meu. )

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