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quarta-feira, 17 de abril de 2013

MARGEM SUL.

 
No início do vídeo podem ver-se imagens muito bonitas da minha terra,
entre elas, uma Praça já vossa conhecida.
 
 
 

ALENTEJO

 
Folheia-se o caderno e eis o sul
E o sul é a palavra. E a palavra
Desdobra-se
No espaço com suas letras de
Solstício e de solfejo
Além de ti
Além do Tejo

 

Verás o rio e talvez o azul
Não o de Mallarmé: soma de branco e de vazio
Mas aquela grande linha onde o abstracto
Começa lentamente a ser o
Sul

 

Outro é o tempo
Outra a medida

 

Tão grande a página
Tão curta a escrita

                        Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe
                                      situada no Alto de S. Gens.
       
Entre o achigã e a perdiz
Entre o chaparro e o choupo
                                                      

Tanto país
E tão pouco

 

Solidão é companheira
E de senhor são seus modos
Rei do céu de todos
E de chão nenhum

 
À sombra de uma azinheira
Há sempre sombra para mais um                          

                                        É de pequenino, que escolhemos o nosso caminho.
 

Na brancura da cal o traço azul
Alentejo é a última utopia
 
 

Todas as aves partem para o sul
Todas as aves: como a poesia

Manuel Alegre
 (Alentejo e Ninguém)

 
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segunda-feira, 12 de abril de 2010