===================================
Que onda de violência é esta
Que se passeia com ironia
Na minha gente, no meu povo
Que outrora tinha alegria.
Que onda de violência é esta
Que na placidez da noite
À luz da demagogia
Muda e indiferente,
Age com acordes
De malvadez e cobardia.
E onde está a mão da Justiça
Que cozinhada em lume brando,
Dorme na sombra e com preguiça
Promove a violência,
Mas por engano!
E como errar é humano
Continuamos assim errados,
Quem sabe amanhã talvez
Os honestos sejam culpados!!!
----------------------------------------------------------------------------
Porque os anos passam, e o mundo continua cada vez mais confuso e conturbado, achei pertinente dar-vos a conhecer este poema da autoria da Poetisa e autora do blog Ave Sem Asas, Ana Martins, transcrito do seu primeiro livro com o mesmo título do blog. Leiam, por favor, e vejam como o clamor por Justiça se mantem, uma década depois, mas...será que todos os julgados aceitam a sentença? Esse é, e será, o eterno cerne da questão!
[ Os figos da figueira-da-Índia ou piteira, são dulcíssimos.
O pior são os picos que se têm de enfrentar, antes de os conseguir colher e saborear.
Assim, é a vida. ]
=====================================
===================