Amália Rodrigues
"Prece"
Talvez que eu morra na praia
Cercada em pérfido banho
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho.
Talvez que eu morra na rua
E dê por mim de repente
Em noite fria e sem luar
Irmã das pedras da rua
Pisadas por toda a gente.
Talvez que eu morra entre grades
No meio de uma prisão
Porque o mundo além das grades
Venha esquecer as saudades
Que roem meu coração.
Talvez que eu morra no leito
Onde a morte é natural
As mãos em cruz sobre o peito
Das mãos de Deus tudo aceito
Mas que eu morra em Portugal.
Já agora, e porque não? - um cheirinho deste filme - numa coprodução luso-francesa - que tão bem retrata o drama, as alegrias e as cumplicidades entre os emigrantes portugueses em todo o Mundo, especialmente em França.
Comum a todos eles, um só desejo: O regresso à sua terra natal... com algumas excepções, claro!
Escolhi o making of, por nos dar uma maior aproximação com os actores.
Vi este filme, seguramente, umas duas ou três vezes. Não me importava nada de o rever nos nossos canais televisivos.
Quem também viu o filme, recorda-o agora, quem não viu, ficará com curiosidade de o ver. O que aconselho vivamente!


