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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Do Amor E (Quiçá) Outros Demónios.

Havia pouco tempo que se iniciara aquela relação. Os dois apaixonados, esquecidos e alheados de tudo o que se passava ao seu redor, mais murmuravam juras de amor eterno do que dialogavam. Eram íntimos desconhecidos. Amavam-se, diziam: felizes. Amor repentino, inesperado, ainda que não tenha sido à primeira vista, sequer à segunda. Pareciam loucos de tanta felicidade e arrebatamento com tudo o que isso traz incluído: ciúme, obsessão, desvario, ilusão…

O tempo, esse eterno revelador do bem e do mal um dia revelaria o desfecho. União definitiva ou desenlace? União duradoura, para sempre, era o que eles e todos quantos os conheciam, gostariam que acontecesse, mas…o futuro é sempre incerto, imprevisível, diabólico até.
Um dia…
…numa hora de má sorte, um deles descobriu algo terrível sobre o outro, que lhe deveria ter sido contado pelo próprio. E assim, aquele suposto grande amor, que poderia ter sido eterno, ficou ferido de morte.








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