Havia pouco tempo que se iniciara
aquela relação. Os dois apaixonados, esquecidos e alheados de tudo o que se
passava ao seu redor, mais murmuravam juras de amor eterno do que dialogavam.
Eram íntimos desconhecidos. Amavam-se, diziam: felizes. Amor repentino,
inesperado, ainda que não tenha sido à primeira vista, sequer à segunda. Pareciam
loucos de tanta felicidade e arrebatamento com tudo o que isso traz incluído:
ciúme, obsessão, desvario, ilusão…
O tempo, esse eterno revelador do bem
e do mal um dia revelaria o desfecho. União definitiva ou desenlace? União
duradoura, para sempre, era o que eles e todos quantos os conheciam, gostariam
que acontecesse, mas…o futuro é sempre incerto, imprevisível, diabólico até.
Um dia…
Um dia…
…numa hora de má sorte, um deles descobriu
algo terrível sobre o outro, que lhe deveria ter sido contado pelo próprio. E assim, aquele suposto grande amor, que poderia
ter sido eterno, ficou ferido de morte.
-------------------------------------------------
