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terça-feira, 11 de abril de 2023

FLORESTA MÁGICA.

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Foto que captei de um programa
 que passa aos domingos na TV.




Se o Paraíso existisse
e nele eu pudesse viver.
De bom grado  morreria 
e de novo nasceria
Nesta floresta encantada.

Soubesse eu lá encontrar 
Alguém
Com um EU 
igual 
ao Meu.


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segunda-feira, 4 de julho de 2022

LAGUNAS.

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Veneza II


Pelas lagunas, frio e vento.

Gôndolas – mudas tumbas.

Esta noite, jovem e doente,

Sob a coluna do leão sucumbes.


Na torre, com uma canção de chumbo,

Os gigantes dão a hora nocturna.

Na laguna lunar Marcos mergulha

Sua iconóstase soturna.


Nas sombras das galerias dos palácios,

À palidez da lua  –  passos.

Salomé, esgueirando-se, passeia

Minha cabeça em sangue nos seus braços.


Tudo dorme – palácios, canais, gente.

Só o passo deslizante da princesa

Só – sobre o peito negro – uma cabeça

Contempla a treva em torno com tristeza.



 

Poema de Aleksandr Blok - Poeta russo [1880-1921]

Fotografias de família


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segunda-feira, 4 de outubro de 2021

DE ONDE VEM O FOGO E A LUZ?

 


Há uma luz, 

uma ténue luz

que não sei dizer se é do Sol

se é fogo, se é luz da Lua ou se é  chama. 

Há uma luz, 

uma ténue luz

Que quer expandir-se, alastrar-se para além 

do espaço em que vive amordaçada. 

Falando muito sem dizer nada.  

Há uma luz, 

uma ténue luz. 

Que tanto vê sem nada ver

não distinguindo já

a verdade da ficção, os factos da ilusão.

E todas as palavras insanas

todas as coisas que não sabe

e nunca irá saber.

São palavras que o vento leva

 porque são leves, sem lógica,

sem cabimento nem razão, 

palavras silenciadas

porque depois de proferidas, 

já se não podem recolher.


🍀 🍀 🍀 


Nota da administração: 

Naturalmente as palavras são da autora do blog, mas a enigmática  fotografia é da autoria de Luís Rodrigues. Um amigo nestas lides blogosféricas.




quarta-feira, 24 de junho de 2020

Eu E Os Outros. # 3


Panorâmica do rio Douro, a partir do Jardim das Virtudes - Porto


A minha versão de "Separadas à Nascença".































A primeira fotografia é de minha autoria, captada em Maio de 2017 e a segunda é da autoria do Remus, ambas do mesmo local, com três anos a separá-las, para além das diferenças óbvias, como podem constatar, e, confirmar,   AQUI.

A minha, é uma foto de uma pessoa curiosa sem qualquer conhecimento técnico, a outra, de um entendido na Arte fotográfica.



😌    😃


Nota: A autoria da segunda fotografia está devidamente salvaguardada pois a sua proveniência bem como o seu nome e espaço na blogosfera constam nas palavras a negrito. Agradeço que cliquem. Todavia, se me for comunicado o desagrado do autor, retira-la-ei de imediato.

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segunda-feira, 8 de junho de 2020

FLORES.


As fotos das orquídeas são oferta da Sandra Martins - a amiga do Algarve -

As  palavras e  fotos seguintes, são de minha lavra.























Orquídeas, cravos e rosas
Jasmins, hortênsias, margaridas
Camélias, quais damas formosas
Enfeitam jardins
 sempre airosas.
Tal como elas, enfeitam a vida
todas as Marias, Jacintas, Dolores
Joanas, Carmens, Marias das Dores…



Quem faz a vida ser mais bela
  São as mulheres, as crianças e as flores.



Mas quis Deus que fossem os homens,
 os seus leais e fiéis jardineiros!!


:)

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sábado, 8 de fevereiro de 2020

Tico -Tico...do Fubá.

Será que anda por aqui alguém que se lembra da célebre interpretação da Carmem Miranda, com o famoso chapéu tipo cesto de frutas à cabeça,enquanto rebolava as ancas ao ritmo do Tico-Tico? Pois esta moderna versão é ainda bem mais bonita. Ora, apreciem lá,  se fazem favor.



E agora,sim...todos para a pista de dança!


Minha


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quinta-feira, 18 de julho de 2019

"A VIELA"



Fui de viela em viela
Numa delas dei com ela
E quedei-me enfeitiçado
Sob a luz dum candeeiro
Estava ali o Fado inteiro
Pois toda ela era fado

Arvorei um ar gingão
Um certo ar fadistão
Que qualquer homem assume
Pois confesso que aguardei,
Quando por ela passei,
O convite do costume

Em vez disso, no entanto,
No seu rosto só vi pranto
Só vi desgosto e descrença
Fui-me embora amargurado
Era fado, mas o fado
Não é sempre o que se pensa

Ainda recordo agora
A visão que ao ir-me embora
Guardei da mulher perdida
A pena que me desgarra
Só me lembra uma guitarra 
A chorar penas da vida




[O poema é da autoria do Dr. Guilherme Pereira da Rosa e a música de Alfredo Marceneiro. ]

Já a soberba fotografia, que encabeça e deu o mote ao postal,

fui roubá-la




Nota importante:
Esta publicação só interessa a quem gosta de Fado e aprecia Fotografia! 

:)

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Adenda:  E porque a beleza disto dos blogues, se manifesta das mais diversas maneiras, DAQUI, me chegou por mão  Amiga, este fabuloso desenho dando mais uma achega à Foto e ao Fado. 


Obrigada, querida Noname! :-)

Como bem sabes, esta porta está sempre aberta a quem vem por bem!

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sábado, 25 de maio de 2019

Da Vida E Da Pureza Das Flores.






Qual pássaro ferido, no frio do chão
Há gente que vive em completa solidão

Porque alguns têm flores, belas e coloridas?
E outros vivem sós, lambendo as suas feridas?

Fosse eu que mandasse, tivesse poder no mundo
Todos viveriam felizes… e as flores amarelas…

…Seriam amadas, quais puras donzelas!!



:)


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segunda-feira, 13 de maio de 2019

A GUARDIÃ DO BOLHÃO.



Qual guardiã do bom funcionamento do trânsito, naquele cruzamento de ruas da Invicta, a gaivota controlava o vaivém dos veículos e dos peões.




Olhar atento, ora para cá, ora para lá, virava a cabeça com a intermitência precisa e necessária ao controlo perfeito. 




Posso garantir-vos, eu, que a observei longamente, que nunca a Cidade vira polícia-sinaleiro tão interessado e competente.



                                                             



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sábado, 4 de maio de 2019

ESTRELÍCIA NÃO É UMA ESTRELA...


...por isso não brilha no céu
  nem cresceu no meu jardim...

...floresce num outro, perto do meu
e vive perto de mim. 







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Quem nasceu mesmo moreno, 
moreno de vocação
gosta de mar e sereno, 
de estrela e de violão.

Pode até gostar de alguém
Mas nunca deixa a solidão.

[Cecília Meireles]








FELIZ  FIM-DE-SEMANA

:)

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sábado, 27 de abril de 2019

DO TEMPO E DA VIDA.


A laranjeira, em Abril deste ano.


O tempo tudo leva e pouco traz. Chegando a certa altura da nossa vida, leva-nos pessoas que estimávamos e de quem sentimos a falta do seu convívio, leva-nos entes que amamos, para outros países, leva-nos até, memórias recentes de coisas que sendo de somenos importância, nos deixam  perplexos por se terem desvanecido da nossa mente. Mas, como tudo tem o seu reverso, também o tempo nos vai trazendo algumas coisas boas. A foto superior tem mais brilho, porque neste meio tempo aprendi como isso se faz... :)

Bem, vem isto a propósito de ter constatado que, o poema que tinha pensado publicar, já o havia publicado há dois anos atrás, justamente com uma fotografia desta mesma laranjeira.
Esta, precisamente:


A mesma laranjeira em Abril de 2017


No tempo que mediou entre uma e outra, vi a minha vizinha e amiga de longa data, dona da laranjeira e do quintal ao lado, partir para sempre no espaço de pouco tempo.  Agora, vejo com tristeza, que a laranjeira não é mais a mesma, perdeu a vontade de florir e os frutos são poucos e sem o sabor doce que tinham antes. Até o pequeno jardim não é mais o mesmo   O meu vizinho faz o que pode e lá vai dando conta da sua vida,  mas com 84 anos já pode pouco, ainda assim, vai encontrando força, energia e a vontade para continuar a viver. Nunca perdeu o sorriso e parece estar de bem consigo e com a vida. 


                                                   
Como republicar o bonito poema em louvor à flor de laranjeira, simultâneamente numa bela ode à Mulher, não faria qualquer sentido, podem relembrá-lo clicando neste parágrafo.


* * * 
Os vídeos ficam aqui para compensar a ausência do poema. A magia da mãe-natureza, aliada às novas tecnologias, proporcionam-nos este espectáculo magnífico, do desabrochar das flores. 
Espero e desejo que gostem. 


                                                      ******

sábado, 20 de abril de 2019

HOJE.


Fotografia e Flores (bocas-de-leão) Minhas.



Hoje, 
só quero ser feliz.
Contigo ou sem ti,
ser feliz, apenas por estar aqui.
Porque respiro ainda
o mesmo ar que tu respiras.
Porque, contra todas as adversidades,
 não parti ainda para outros
caminhos sem retorno.
Deixa… deixa-me que diga :
Sou Feliz…





A TODOS  DESEJO

BOA PÁSCOA .

Sejam  Felizes.

:)

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sábado, 16 de março de 2019

DA LUZ.



Claro mistério
Do azul etéreo
Sonho sidéreo
Luz!



Da terra dorida
Alento e guarida
Fermento da vida
Luz!

Eucaristia santa
Vinho e pão que alevanta
Homem, rochedo e planta…
Luz!



Virgem ígnea das sete cores
Toda abrasada d’esplendores
Mãe dos heróis e mãe das flores
Luz!


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As palavras são uma ínfima parte do poema de Guerra Junqueiro:
 ORAÇÃO À LUZ, no livro aqui publicado.

As fotografias, como bem deduzem, são do meu quintal/jardim.

TENHAM UM
 BOM
 FIM-DE-SEMANA.

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

LUA SEM LUAR.


A Fotografia é Minha...e as Palavras, também!!  :)





Leves, os novelos de nuvens
Zelam ciosas a luz da Lua

Antes que o Sol usurpador surja
E empalideça o seu esplendor...











segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

MAR PORTUGUÊS.


Leça da Palmeira - Matosinhos


A fotografia é minha, o Mar é nosso, mas as vozes são delas!
Das jovens,  Elmira Kalimullina & Pelageya, que cantam tão maravilhosamente bem a nossa "Canção do Mar," que me fazem arrepiar.

Querem ouvir? Ouçam e arrepiem-se também!




                                      


Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar

Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo