Palavras de «Miss» Cavell * ao capelão inglês Gahan, algumas
horas antes de morrer:
“Nada
receio. Já vi a morte tantas vezes que a não estranho nem me assusta. Dou
graças a Deus por estas dez semanas de tranquilidade antes de morrer. Passei
continuamente uma vida agitada e cheia de obstáculos, e, por isso, este período
de repouso o julgo uma grande mercê. Aqui foram todos bondosos para mim. Mas no
momento supremo, em face de Deus e da eternidade, eu sinto e quero dizer aos
homens que o patriotismo não basta: não devemos ter ódio nem azedume para ninguém.»
[ Do livro; “Prosas Dispersas” de Guerra Junqueiro. ]
Ao reler várias passagens
deste livro apeteceu-me enaltecer esta corajosa mulher. Afinal, atravessamos
tempos de guerra, de coragem e de ‘execuções’
pandémicas.
*Edith Cavell. (04-12-1865 – 12-10-1915) enfermeira britânica, lembrada por ter salvo
muitas vidas durante a Primeira Guerra Mundial e ajudado centenas de soldados a
sair da Bélgica ocupada pelas forças alemãs. Foi feita prisioneira e condenada
à morte, sendo fuzilada por um pelotão alemão em Schaerbeek nos arredores de
Bruxelas. Dados recolhidos na Wikipédia.
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