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quarta-feira, 27 de março de 2019

Sombra Inoportuna.




Já de saída para uma curta caminhada, sombrero na cabeça que o sol estava quente, fotografei as minhas flores, mas a minha própria sombra me atraiçoou, aparecendo sem que eu quisesse. Com o sol a incidir no ecrã do pouco esperto foi praticamente um disparo às cegas. Não queria mesmo, mas agora é tarde, não tenho outra e encasquetei que tinha de publicar um retrato destas três azáleas em flor - e algumas ervas à mistura -. Será mesmo esta que vai ficar.  Serve?  
Espero a vossa sempre benevolente aquiescência. Obrigada!

                                                      

Esta é da manhã do passado Domingo, mas vai também aqui ficar para compor o ramalhete.


O semi-círculo, perto do limoeiro, já foi um círculo em tempos idos. Aos poucos tudo vai desaparecendo...Adiante e cara alegre, que ainda por cá ando eu.

E pronto, por agora é só isto. :)


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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Um Astro Chamado Gato.


Alguém ainda se lembra dele?


                                                 


Por enquanto, o gatinho chamado Gato ainda por cá anda, alegre e saltitante.


Agora tem coleira e guiso...um luxo!



Por vezes, não consigo distingui-lo no meio da casca e disparo às cegas. :)



Ele, tal como eu, não gosta de muito sol.


Um doce a quem souber onde ele se encontra! :))


Aceitam mais uma dália?
Aproveitem porque o verão está a terminar!


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domingo, 26 de agosto de 2018

Seu Nome É : Gato.

É o novo inquilino cá do sítio. Andava  perdido e o João, meu neto, trouxe-o ao colo.
Não é gato de poltrona. Não vive esparramado pelo sofá a encher-me a casa e os tapetes de pêlo. Vive num anexo ao fundo do quintal onde tem cama e comida. Por enquanto, de noite, encosto a porta não vá lá algum seu igual, mais velho, incitá-lo à fuga por mor de algum susto.  Durante o dia fica a porta aberta e ele solto pelo quintal. Anda dentro e fora, corre atrás das lagartixas, trepa às árvores. Este velho tronco, já morto,  é o seu miradouro preferido...Parece-me feliz! Quando crescer e quiser ir embora...é livre de o fazer! Ainda ninguém o reclamou...


 E vai ter direito a um poema da autoria de Vinicius de Moraes.


O Gato


Com um lindo salto
Lesto e seguro

O gato passa

Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pega corre
Bem de mansinho
Atrás de um pobre
De um passarinho
Súbito, pára 
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
E quando tudo
Se lhe fatiga
Toma o seu banho
Passando a língua
Pela barriga.

Este, Gato, é igual ao de Vinicius!

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segunda-feira, 25 de junho de 2018

FIGUEIRA - DA - ÍNDIA .

Também conhecida por piteira.



Esta é mais uma fotografia que trouxe, recentemente, do Alentejo, tirada no Alto de S. Gens. A flor deste cacto, belíssima, chamou-me a atenção.
Dela surgirão os chamados figos - da - índia, cujas propriedades nutritivas e medicinais são imensas.

Vou deixar-vos um vídeo e este site que vos elucidará  mais e melhor do que eu o saberia fazer, usando palavras minhas. 

Uma vez mais, constato que na Natureza há de tudo o que o Homem necessita para sobreviver...vivendo bem e de forma saudável, sem precisar sacrificar a vida de outros animais.
Espero que gostem e vos seja útil.


                                              

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sábado, 2 de setembro de 2017

Vamos Brindar?...


A quê? À Vida...à Amizade... a tudo o que quisermos!

                  Querem tomar comigo
 um cálice de licor de figo?



Ofereceram-me esta garrafinha, hoje. Veio de lá de baixo, do Sul....E eu, como boa anfitriã, quero compartilhar com todos os que gostarem de licores.
O quê? Os cálices são de vinho do Porto? Não faz mal, um dá para dois, ficamos a saber os segredos uns dos outros. 

Aproxime-se quem gostar, antes que acabe...

Tchim-tchim...à nossa!




sábado, 29 de outubro de 2016

R R R

Imagem encontrada na Net
 - se alguém provar ser o seu autor, darei os devidos créditos ou retirá-la-ei -


Imaginação

 É

 Saber viver com o essencial
Reduzir o consumo ao trivial

É

Reciclar o que for de aproveitar
sobretudo

 É

 Não desperdiçar

É

Reutilizar o que já
se usou e reciclou…

=

A galocha velha metida na caleira
que a água da chuva conduz
 do telhado, ao chão...


...um buraco na biqueira e teremos água
para consumir durante o calor
 seco e árido do longo Verão…

Então?...

Gostaram da ideia?


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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

NÃO FORMOSA MAS SEGURA.





Descalça chegou da fonte
Pisando a calçada dura
Trouxe a bilha na cabeça
Sentou-se gozando a frescura


Soltou o cabelo entrançado
Arregaçou a saia florida
Desprendeu-se dela a graça
Ficou cansada e sofrida


Mas ao descer o fim do dia
Quando tudo é calmo e ledo
Choveu nela graça tanta
Partiu para longe a desgraça
Ficou a paz...
cobrindo-a como se fora 
uma leve manta.

:-)








sábado, 18 de abril de 2015

Sabedoria Sem Sobranceria.



Quadras Soltas:


Olhas p’ra mim e sorris,
Desdenhas dos meus tormentos:
Os gestos dos imbecis
mostram os seus sentimentos.






Com o mundo pouco te importas
porque julgas ver direito.
Como há-de ver coisas tortas
quem só vê em seu proveito?



Procurar o imprevisto
é próprio dos homens novos
e por isto, só por isto, 
lavra a discórdia entre os povos.

À guerra não ligues meia,
Porque alguns grandes da terra
vendo a guerra em terra alheia
não querem que acabe a guerra.

Tenho fé nas almas puras
embora viva enganado,
Não troco esp’ranças futuras
pelas glórias do passado.


António Aleixo in Este Livro Que Vos Deixo


( Imagem da Net )

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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ser Natural Pode Ser a Mais Difícil das Poses...

                     
                Tão simples como Torga escreveu...se todos tivéssemos a coragem de o assumir!

Foto minha

 

Como é Difícil Ser Natural
 
 "É curioso como é difícil ser natural. Como a gente está sempre pronta a vestir a casaca das ideias, sem a humildade de se mostrar em camisa, na intimidade simples e humana da estupidez ou mesmo da indiferença.
Fiz agora um grande esforço para dizer coisas brilhantes da guerra futura, da harmonia dos povos, da próxima crise. E, afinal de contas, era em camisa que eu devia continuar quando a visita chegou.
No fundo, não disse nada de novo, não fiquei mais do que sou, não mudei o curso da vida. Fui apenas ridículo. Se não aos olhos do interlocutor, que disse no fim que gostou muito de me ouvir, pelo menos aos meus, o que ainda é mais penoso e mais trágico."

Miguel Torga, in "Diário (1947)"
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

SEM ENFEITES...!




Gosto da simplicidade! Sou uma pessoa simples, com gostos simples. É no meio de gente simples que me sinto bem. Não teria temperamento nem paciência para conviver com gente arrogante que se considera superior aos demais. Nunca tive a veleidade de aparentar aquilo que não sou nem possuo, pelo que tudo o que faço é tão simples como eu. Mas, o mais importante de tudo, é que gosto muito de ser como sou! Assim como me sinto muito feliz por constatar que no mundo da blogosfera existem pessoas com um elevado nível intelectual, extremamente cultas e talentosas e, no entanto, são tão simples como eu. Isso não é maravilhoso?

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“Simplicidade”


Queria, queria
Ter a singeleza
Das vidas sem alma
E a lúcida calma
Da matéria presa.
Queria, queria
Ser igual ao peixe
Que livre nas águas
Se mexe.
Ser igual em som,
Ser igual em graça
Ao pássaro leve,
Que voa e esvoaça...
Tudo isso, eu queria!
(Ser fraco e ser forte).

Queria viver
E depois morrer
Sem nunca aprender
A gostar da morte…


Poema de Pedro Homem de Mello

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