Somos concebidos num repente, mas não crescemos de repente nem envelhecemos repentinamente.
Crescer e envelhecer é um processo lento, que nos é revelado de chofre.
Um dia, sem esperarmos, olhamo-nos mais etentamente e apercebemo-nos que o nosso corpo sofreu alterações.
A primeira descoberta é maravilhosa. Qual é a adolescente que não rejubila ao constatar que ganhou formas de Mulher?
Já a segunda descoberta é um murro no estômago, um choque, uma descarga eléctrica que o cérebro nos envia ao coração.
Até ao derradeiro suspiro nunca mais nos conseguiremos recuperar do espanto e da incredulidade.
É como se nunca mais nos reconhecessemos na Mulher, sem identidade, que olha para nós, quando nos olhamos ao espelho.
É nesse espanto incrédulo que um dia partire(i)mos...
Crescer e envelhecer é um processo lento, que nos é revelado de chofre.
Um dia, sem esperarmos, olhamo-nos mais etentamente e apercebemo-nos que o nosso corpo sofreu alterações.
A primeira descoberta é maravilhosa. Qual é a adolescente que não rejubila ao constatar que ganhou formas de Mulher?
Já a segunda descoberta é um murro no estômago, um choque, uma descarga eléctrica que o cérebro nos envia ao coração.
Até ao derradeiro suspiro nunca mais nos conseguiremos recuperar do espanto e da incredulidade.
É como se nunca mais nos reconhecessemos na Mulher, sem identidade, que olha para nós, quando nos olhamos ao espelho.
É nesse espanto incrédulo que um dia partire(i)mos...
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Descobri que também a Cecília Meireles
sofreu com o Espelho.
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