Após sessenta anos sob a ditadura filipina, conseguiu Portugal restaurar a sua Independência, num dia 1º de Dezembro. Corria o ano da graça de mil seiscentos e quarenta.
E, agora, que já dei o ar da minha graça, sem entrar em pormenores e dizendo o que toda a gente já sabia, é hora de dar voz à poesia metafórica e surrealista de Mário Cesariny.
Só porque sim, porque me apeteceu, é Feriado e o dia está convidativo a tudo o que é surreal...
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| Fonte da Pintura. |
Rua 1º de Dezembro
À hora X, no café Portugal
À mesa Z, é sempre a mesma cena:
Uma toupeira ergue a mãozinha e acena…
Dois pica-paus querelam, muito entusiasmados:
Que a dita dura dura que não dura
A dita dita ditadura – dura desdita!
Um pássaro canta diz isto assim é pena
E um senhor avestruz engole ovos estrelados.
Mário Cesariny
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