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terça-feira, 24 de março de 2026

***TERÇAS-FEIRAS MUSICAIS***

 


[Só para quem gosta de Fado!!]


Carminho 

(Memória)



      Ainda te lembras de mim?
Ainda sabes de onde eu vim?
Quem sou esta que aqui estou?
Diz-me no meu olhar triste
Que alguma memória existe
E ainda sabes quem sou.

Diz-me se ainda tropeço
Se me alegro se agradeço
Ou se ainda sei cantar
Recorda-me por favor
Alguma coisa o que for que eu não consigo
Lembrar.

Vem comigo pla cidade
Diz-me com sinceridade
Se tu te lembras de mim
Onde cresci e amei
Com quem vivi e me dei
Ou se a algo eu pus fim.

Será que tu me conheces
Que o tempo passa e não esqueces
Quem eu fui e sou em fim
Oh meu doce coração
Diz-me se sabes ou não
Ainda te lembras de mim?



 

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

FADOS.

 



Fonte da imagem.


Leva-me Aos Fados.


Numa noite de saudades

Pedi-te: "Leva-me aos Fados"

Olhaste-me de alto a baixo

Com o teu ar sobranceiro

Sem atender o meu pedido

Saíste em passo ligeiro.


A partir daquela noite

Morreu em mim a vontade

De pedir-te companhia.

Pouco depois saudosa

Aceitei logo o convite

Do Chico zaragateiro.


Combinámos o encontro

P'ra  noite de nostalgia

E quando a saudade pediu

Lá fomos de braço dado,

À antiga Tasquinha do Fado.

P´rós lados da Mouraria


Ele no seu andar gingão 

Eu de sapato de salto

e de anca meneando...

Olhámos ambos para o céu

E vimos que a Lua  

Olhava para nós e 

feliz nos sorria!








❤❤❤❤❤❤❤❤❤

sexta-feira, 10 de julho de 2020

SER PÃO E VINHO É SER TUDO.

Neste mês, em que se celebra o centenário do nascimento de Amália Rodrigues, lembrei-me de vos levar até à sala de sua casa, onde a fadista reunia os amigos em tertúlias que se estendiam pela noite adentro.
Há uns anos, tive o grato prazer de visitar a  Casa Museu Amália Rodrigues, e, quando pisei o chão desta sala, senti um arrepio na nuca, como se a sua presença ainda impregnasse aquele lugar. Lá estava o jarrão enorme e as flores, sempre viçosas, perto da lareira e da poltrona onde a fadista concedia as suas entrevistas aos meios de comunicação social. Especialmente, os televisivos, que eu nunca perdia...

Vejam e ouçam, por favor, a voz de Ricardo Ribeiro, que tão bem canta e nos encanta, vibrando com o sentimento e toda a magia que envolve o Fado.

    


Tinhas o corpo cansado
E a cidade era tão fria
Ninguém dormia a teu lado
Ninguém sabia que amado
O teu corpo se acendia

Andavas devagarinho
Pelas ruas de Lisboa
Em busca de algum carinho
Que te fosse pão e vinho
E te desse noite boa

Eras triste se sorrias
E mais nova se choravas
As palavras que dizias
Tinham dores e alegrias
E só ternura deixavas

Por ti não houve ninguém
Para quem te desses, nua
Podias ter sido mãe
Podias ter sido alguém
Mas foste esquina de rua.



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quinta-feira, 18 de julho de 2019

"A VIELA"



Fui de viela em viela
Numa delas dei com ela
E quedei-me enfeitiçado
Sob a luz dum candeeiro
Estava ali o Fado inteiro
Pois toda ela era fado

Arvorei um ar gingão
Um certo ar fadistão
Que qualquer homem assume
Pois confesso que aguardei,
Quando por ela passei,
O convite do costume

Em vez disso, no entanto,
No seu rosto só vi pranto
Só vi desgosto e descrença
Fui-me embora amargurado
Era fado, mas o fado
Não é sempre o que se pensa

Ainda recordo agora
A visão que ao ir-me embora
Guardei da mulher perdida
A pena que me desgarra
Só me lembra uma guitarra 
A chorar penas da vida




[O poema é da autoria do Dr. Guilherme Pereira da Rosa e a música de Alfredo Marceneiro. ]

Já a soberba fotografia, que encabeça e deu o mote ao postal,

fui roubá-la




Nota importante:
Esta publicação só interessa a quem gosta de Fado e aprecia Fotografia! 

:)

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Adenda:  E porque a beleza disto dos blogues, se manifesta das mais diversas maneiras, DAQUI, me chegou por mão  Amiga, este fabuloso desenho dando mais uma achega à Foto e ao Fado. 


Obrigada, querida Noname! :-)

Como bem sabes, esta porta está sempre aberta a quem vem por bem!

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terça-feira, 14 de julho de 2015

VIVA O FADO, VIVAM OS FADISTAS....

...Arrojados e Criativos!!

                                                                           


                                     Este é um dos Fados do Fado!     

Vestida de novas e modernas roupagens, a "Rosinha dos Limões" reaparece, na bela voz de Marco Rodrigues, para nos fazer vibrar e dar ao pé!...Ou não fosse ele um rapaz do Norte!

E que linda que ele/a é!!




  

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Roteiro Virtual do Fado.


Fundação Amália Rodrigues

Instituída por testamento de Amália Rodrigues, a Fundação Amália Rodrigues está instalada na casa amarela que fica no nº 193 na Rua de São Bento, em Lisboa, uma casa carregada de história. Foi lá que Amália Rodrigues viveu meio século.

As memórias que guarda fazem agora parte do imaginário colectivo. Os grandes ramos de flores que ofereciam à fadista continuam a chegar. E, não obstante as pequenas remodelações efectuadas pela Fundação Amália, "quase tudo está como a dona da casa deixou", diz Madalena Braz Teixeira, directora do Museu do Traje, a quem coube a tarefa de orientar a transformação da casa em museu.

A Casa-Museu permite ao visitante reviver o ambiente em que Amália vivia e como vivia. A sala de estar permite percepcionar os longos serões entre amigos, envoltos em Fado, muito Fado.
 
 
 
 
Museu do Fado
Desde a sua abertura ao público em 1998, para o Museu têm convergido os espólios de centenas de intérpretes, autores, compositores, músicos, construtores de instrumentos, estudiosos e investigadores, artistas profissionais e amadores, em suma, de centenas de personalidades que testemunharam e construíram a história do Fado e que não hesitaram em ceder-nos os testemunhos do seu património afectivo e memorial para a construção de um projecto comum.
O Museu do Fado possui um vasto espólio, concretizando-se num tributo à canção tradicional de Lisboa e aos seus criadores, desenvolvendo um programa de actividades que tem incluído a realização regular de exposições temporárias, as edições próprias, seminários e workshops, apresentações discográficas e editoriais, a par da programação de actividades de investigação científica, fomentando parcerias com instituições do ensino superior, enquanto dialoga abertamente com os detentores do conhecimento sobre esta prática: intérpretes, músicos, autores, compositores ou construtores de instrumentos.
Recebi este link por e-mail da parte de alguém que sabe da minha paixão pelo Fado.
Quem gostar deste nosso famoso estilo de  canção, clique AQUI e faça as escolhas no menu que vai encontrar no lado direito.
Visite, virtualmente, o Museu e a Fundação que refiro acima, bem como outros locais da nossa Lisboa...:)
 
Quem já conhecer, revê!
Eu não conhecia e gostei muito, por isso partilho convosco... J
 
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

...A LUA VADIA...

...Vai roubar a esperança, da luz do Luar!"



No passado mês de Julho, Pedro Moutinho, o elemento mais jovem dos três irmãos fadistas, de renome nacional e, quiçá, internacional, editou o seu último álbum intitulado "O Amor Não Pode Esperar" onde se inclui "A Rua da Esperança", um fado que vale a pena ouvir . Como sou uma amante de fado, recomendo-o a todos os apreciadores.
Para quem não sabe (?) Pedro Moutinho é irmão de Camané e Hélder Moutinho.

 

                                                      

“…sem paixões em cortejo

 é talvez no desgosto
que se entende melhor
   o fado desta esperança…”

 


Espero que gostem! Bom fim- de -semana! :)
 
 
 

                                                                                     

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A MIM TAMBÉM ME ESTÁ NO SANGUE...



Camané  (Carlos Moutinho),   Hélder Moutinho e Pedro Moutinho.
Três irmãos a Quem o Fado Está no Sangue.
Só recentemente tive conhecimento disso.
 Como grande apreciadora de fado e de Camané, em especial, faço deste post uma homenagem aos fadistas irmãos Moutinho.
 
 
 
 
Este vídeo é uma oferta extra
 
 
E este é o meu preferido!
 
 
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