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domingo, 20 de dezembro de 2020

LENDA DA VELA DE NATAL.

 Lenda antiga de origem austríaca

Autor desconhecido




Era uma vez, um sapateiro pobre que vivia  numa cabana perto de uma humilde aldeia. Como gostava de ajudar os viajantes que passavam junto à sua casa durante a noite, o sapateiro deixava uma vela acesa todas as noites na janela da casa, para lhes iluminar o caminho.

Certa altura, deu-se uma grande guerra que fez com que todos os jovens partissem, deixando a aldeia ainda mais pobre e triste. Ao verem a persistência daquele pobre sapateiro, que continuava a viver a sua vida cheio de esperança e bondade, as pessoas da aldeia decidiram imitá-lo. E, na noite de véspera de Natal, todos acenderam uma vela nas suas casas. Iluminando, assim, toda a aldeia.


À meia-noite, os sinos da igreja começaram a tocar, anunciando a boa notícia: a guerra tinha acabado e os jovens regressavam às suas casas! Todos gritaram:

 “É um milagre! É o milagre das velas!”. A partir daquele dia, acender uma vela na véspera de Natal tornou-se tradição em quase todas as casas.

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E vós, estimados leitores, acendeis a vossa Vela,

 de modo a iluminar quem anda às escuras?



Fotos Minhas.


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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Qualquer Semelhança com a Realidade...


...É pura coincidência!!




E a qualidade das fotos também não abona muito a favor da publicação...Mas foi o que pude arranjar!!

…E os Dois Ficaram Sujos.

Um moleiro
E um carvoeiro
Travaram-se de razões;
Era um da cor da neve;
Outro da cor dos carvões.

Cada qual deles teimava
Que o outro mais sujo estava;
Tinham ambos a mão leve,
Choveram os bofetões.

E qual foi o resultado?
Um ao outro se sujou;
Pois ficou,
O carvoeiro,
Empoado;
E o moleiro,
Enfarruscado.

Assim fazem as comadres,
Se começam a ralhar;
Assim fazem os compadres,
Se a política os separa:

Cada qual sem se limpar,
Consegue o outro sujar;

Nem é isso coisa rara.


Henrique O’Neill   ( 1821--1889 )



Fábula transcrita de uma cópia do meu livro de Leitura do 4º ano do Ensino Primário.

Que é como diz: antiga 4ª Classe!

Que feliz fiquei quando um dia o encontrei - à venda - numa Estação dos CTT...

O vosso era igual a este? :)


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terça-feira, 18 de agosto de 2015

A ILHA DAS SETE CIDADES.

IMAGEM DAQUI


A Princesa e o Pastor

Em época recuada, existia, no lugar onde hoje fica a freguesia das Sete Cidades, um reino próspero e aí vivia uma princesa muito jovem, bela e bondosa, que crescia cada dia em tamanho, gentileza e formosura. A princesa adorava a vida campestre e frequentemente passeava pelos campos, deliciando-se com o murmurar das ribeiras ou com a beleza verdejante dos montes e vales.
 Um dia, a princesa de lindos olhos azuis, durante o seu passeio, foi dar a um prado viçoso onde pastava um rebanho. A sombra da ramagem de uma árvore deparou com o pastor de olhos verdes. Falaram dos animais e de outras coisas simples, mas belas e ficaram logo apaixonados.
 Nos dias e semanas seguintes encontraram-se sempre no mesmo local, à sombra da velha árvore e o amor foi crescendo de tal forma que trocaram juras de amor eterno.
 Porém, a notícia dos encontros entre a princesa e o pastor chegou ao conhecimento do rei, que desejava ver a filha casada com um dos príncipes dos reinos vizinhos e logo a proibiu de voltar a ver o pastor.
 A princesa, sabendo que palavra de rei não volta atrás, acatou a decisão, mas pediu que lhe permitisse mais um encontro com o pastor do vale. O rei acedeu ao pedido.
 Encontraram-se pela última vez sob a sombra da velha árvore e falaram longamente do seu amor e da sua separação. Enquanto falavam, choravam, e tanto choraram que as lágrimas dos olhos azuis da princesa foram caindo no chão e formaram uma lagoa azul.
As lágrimas caídas dos olhos do pastor eram tantas e tão sentidas que formaram uma mansa lagoa de águas verdes, tão verdes como os seus olhos.
 Separaram-se, mas as duas lagoas formadas por lágrimas, ficaram para sempre unidas e são chamadas de Lagoas das Sete Cidades.
Uma é a Lagoa Azul, a outra é a Lagoa Verde e em dias de sol as suas cores são mais intensas e reflectem o olhar brilhante da princesa e do pastor enamorados.

Fonte:  Açores: Lendas e outras histórias Ponta Delgada, Ribeiro & Caravana editores, 1999

( Dedico esta Lenda a um Amigo que se encontra nos Açores. )


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Sete Cidades, PONTA DELGADA, ILHA DE SÃO MIGUEL (AÇORES)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Não Há Lobos Maus!



"O Lobo de São Francisco de Assis"


Andava o povo assustado
A fazer a montaria
Ao grande lobo esfaimado,
Que tanto mal lhe fazia.


Ele levava nos dentes,
Agudos e carniceiros,
Os meninos inocentes
Que são os alvos cordeiros.


E as pessoas assaltando,
Vinha de noite, em segredo,
Com seus olhos chamejando,
Encher a gente de medo.


Ora S. Francisco, era
Incapaz de querer mal
Mesmo que fosse a uma fera,
Até ao tigre real.


Tinha tão bom coração
Que homens e bichos o amavam,
E as andorinhas poisavam
Na palma da sua mão...


E como ele desejava
Que tudo vivesse em paz,
Enquanto o povo caçava,
O Santo, o Poeta, que faz ?


Procura o lobo cruel,
E, tendo-o encontrado enfim,
Chamou-o, foi para ele
Sorriu-lhe e falou assim:



- "Eu sei porque fazes mal,
Eu sei o que te consome:
Tu és tão mau e afinal,
Tu és mau porque tens fome..."


- "Pois bons amigos seremos,
Para nosso e teu descanso;
E de comer te daremos
Para poderes ser manso."


"Promete que hás-de mudar
De vida, neste momento;
E em sinal de juramento,
Levanta a pata no ar e
 põe-na na minha mão!”

Jurou o lobo. E cumpriu...
Depois, toda a gente o viu
Tão mansinho como um cão. 


(Afonso Lopes Vieira)


(Este é mais um Poema-Lenda do meu livro de leitura da quarta classe. Alguém se lembra?)