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domingo, 13 de outubro de 2019

Comunicado Aos Amigos e Vizinhos do Meu Blogobairro.

13-10-2019  - Um dia a recordar.



Quando em Maio deste ano, publiquei esta imagem de  uns cachitos de uvas em embrião, juntamente com um excerto da "Ode ao Vinho", poema  de Neruda, contei-vos da minha expectativa de ser novamente avó de mais um  menino. Lembram-se? Como sei que ninguém guarda na memória 
expectativas alheias, lembro-o AQUI:

Pois bem, o Noah nasceu hoje. É filho do meu filho, emigrado na Holanda.
Ainda  que tenha nascido numa cidade holandesa é um cidadão português. 

Sinceramente, sinto-me tão feliz que isso pouco me importa. Quero mais é que cresça saudável e feliz. 

Bendigo estas novas tecnologias que já me permitiram ver o meu netinho, com apenas algumas horas de vida, nem tudo é mau nos dias d'hoje, afinal! :)

Não convidarei o Deus Baco como prometi, porque não houve vinho. As videiras ficaram  doentes e as uvas mirraram.

Com os amigos virtuais, que me acompanham, compartilho a minha alegria e abraço-vos com Amizade! 

Bem-hajam.






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domingo, 9 de junho de 2019

Partilhando Afectos Meus.

Do país da tulipas, onde tenho mais um dos meus rapazes, vão-me chegando momentos felizes em forma de imagens.  Seleccionei algumas para partilhar com  os leitores amigos que fazem o favor de me visitar e comigo interagem, neste mundo virtual. 




Moinhos, em dias mais luminosos e noutros dias mais cinzentos, mas sempre lindos.



Lagos e canais, por entre casas e vegetação  onde os palmípedes* se banham e deslizam.




O mais recente visitante daquele belo país que, durante algumas semanas, está  vivendo a primeira grande aventura da sua vida. Ei-lo a olhar a paisagem que o rodeia, parecendo encher os olhos e a alma de momentos para mais tarde recordar.



Estas últimas, são da cidade de Utrecht, mais precisamente da baleia gigante e de edifícios, verdadeiras obras de arte, construídos com resíduos de plásticos encontrados ao longo da costa do Havai, numa chamada de atenção a toda a humanidade. 



 É mundial a necessidade de proteger o meio ambiente. Somos  nós, habitantes deste Planeta, a quem cabe a responsabilidade de o tornar melhor. Preservar a vida dos animais que vivem nos oceanos, é um dever que a todos pertence.
Se algum de vós, tiver mais informações sobre este  tema, poderá explanar à vontade.





Espero que tenham gostado de ver!!  


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 -* palmípede -. Conseguem associar a palavra a algo engraçado e muito conhecido, aliado ao Bocage?  :)


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quarta-feira, 29 de maio de 2019

O FRUTO DESEJADO.



(…)

O vinho move a Primavera,
cresce como uma planta de alegria,
os muros desmoronam-se,
os penhascos,
fecham-se os abismos,
nasce o canto.

(…)




Meu amor, subitamente
a tua nádega é curva plena
da taça, o teu peito o cacho,
a luz do álcool a tua cabeleira,
as uvas os teus mamilos,
o teu umbigo o selo puro
estampado no teu ventre de ânfora,
e o teu amor a cascata
de vinho perene,
a claridade que inunda os meus sentidos,
o esplendor terrestre da vida

Mas tu, vinho da vida, não és
somente amor,
escaldante beijo
ou coração queimado,
és também amizade dos seres, 
transparência,
coro de disciplina,
abundância de flores.

(…)

Tudo isto, e muito mais, escreveu Pablo Neruda

na sua fabulosa “Ode Ao Vinho”.

****

Mas eu achei longa demais, tanta beleza, tanta magia, para uns pequeníssimos bagos de uvas ainda em embrião, por isso, publico apenas este excerto.

Irei esperar até Setembro, e, então, quando estes bagos estiverem túrgidos do delicioso néctar dos deuses, voltarei a fotografar os mesmos cachos. 

Requisitarei também a presença do deus Baco e solicitarei a presença dos meus melhores amigos, para celebrarmos todos a chegada de mais um pequenino deus, sangue do meu sangue, que ainda está a crescer no calor do ventre de sua mãe… Tal qual estes minúsculos bagos de uvas. Já pensaram quão bela é a renovação da vida?  :) Estou feliz...


                                                        




domingo, 5 de maio de 2019

SER MÃE...



Foi, e é, amar-vos incondicionalmente...



... recordar-vos, assim, tão pequeninos, confiantes e contentes…


... rir e chorar de alegria por vós e convosco...




... ter crescido com o vosso crescimento.




...continuar a amar-vos em todos os momentos...
...deixar-me extasiar olhando o passado, incrédula, com a rapidez com que o tempo vos fez adultos.


É amar-vos, tantas vezes calando a dor que sinto a amarfanhar-me  o peito...
 ...e sorrir-vos sempre,

mesmo quando, longe de vós, me sinto só…



Com todas as Mães que passam por este cantinho,
compartilho este vaso de flores!
Sejam  [sejamos]  felizes, Mães!

Especialmente com a Miss Smile, que hoje está de Parabéns!

:)

sábado, 29 de dezembro de 2018

CONFIAR É...



...Compartilhar convosco estes pedacinhos de vida, que estão dentro do meu coração...:)





Teria preferido "O Amor" da Marguerite Duras, mas...este é de suspense, dizem-me, sabendo da minha preferência por este estilo literário...a ver vamos, quando o ler!


Agora atentem nesta delícia de cartão...














E, aqui está a cadeirinha, (salvo seja) feita a escolha e a montagem, que ficou mais confortavelzinha
depois de eu lhe ter colocado uma almofadinha...





Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,

Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!


E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...




 [ Poema de Mario Quintana ]








segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

"Quando Está Frio No Tempo Do Frio"


Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas o natural é o agradável só por ser natural. 

























Aceito as dificuldades da vida porque são o destino, como aceito o frio
excessivo no alto do Inverno calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita, e  encontra uma alegria no facto de aceitar 
No facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável. 


 Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime, 


 Da mesma inevitável exterioridade a mim, que o calor da terra no alto do Verão. E o frio da terra no cimo do Inverno. 



 Aceito por personalidade. 
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos, mas nunca ao erro de querer compreender demais.

Nunca ao erro de querer compreender, só corri a inteligência, n
unca ao defeito de exigir do Mundo, que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo. 

























Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 



As fotografias vieram de um país que guarda o calor da minha vida: 
Holanda


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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Confissão.



Vá lá saber-se porquê, ou melhor, sei...

...lembrei-me desta lembrança, singela e tão amorosa, que o meu filho fez e me enviou por e-mail neste dia da Mãe em 2012...Já nesse tempo sentia tanto a sua falta, mas agora...ainda a sinto mais...talvez porque o saiba mais longe.




Este poeminha de Mário Quintana, faz, neste momento, todo o sentido, para mim...por todos os motivos e mais alguns.


Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há-de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!






sábado, 6 de maio de 2017

Dos Beijos, Dos Afectos....

...e, quisera eu, fosse também: dos Sorrisos.


“Mãe Emigrante” 1936
da fotógrafa norte-americana, Dorothea Lange, também ela filha de emigrantes alemães.






Quem foi que o berço me embalou na infância
Entre as doçuras que do empíreo vêm?
E nos beijos de célica fragrância
Velou meu puro sono? Minha Mãe!
Se devo ter no peito uma lembrança
É dela que os meus sonhos de criança
dourou: — é minha Mãe!

Quem foi que no entoar canções mimosas
Cheia de um terno amor — anjo do bem
Minha fronte infantil — encheu de rosas
De mimosos sorrisos? — Minha Mãe!
Se dentro do meu peito macilento
O fogo da saudade me arde lento
É dela: minha Mãe.

(…)  

( Machado de Assis )




                         Porque todos os Dias são dias das Mães.




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