Reconheço que ninguém gosta de comida requentada. Assim e tal como prometi cá vos trago, de volta, o meu Menino Jesus em palhinhas deitado.
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Resta-me agradecer-vos a compreensão por esta reviravolta que originou neste tempo de espera.
Muito Obrigada e repito os meus votos de:
BOAS FESTAS.
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NATAL (1974)
[Autor; Miguel Torga]
Soa a palavra nos sinos,
E que tropel nos sentidos,
Que vendaval de emoções!
Natal de quantos meninos
Em nudez foram paridos
Num presépio de ilusões.
Natal da fraternidade
Solenemente jurada
Num contraponto em surdina.
A imagem da humanidade
Terrenamente nevada
Dum halo de luz divina.
Natal do que prometeu,
Só bonito na lembrança.
Natal que aos poucos morreu
No coração da criança,
Porque a vida aconteceu
Sem nenhuma semelhança.
FESTAS FELIZES!
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