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| Lisboa, na primeira metade do século passado. Imagem encontrada algures, na Internet.
Hirto, aprumado, diligente
A autoridade mandava
O trânsito fluía sem pressas
E ninguém se atropelava
Havia condutores conscientes
Sem precisar de Rotundas
O sinaleiro era a lei
Só lhe bastando o apito
E nem o cassetete usava…
Sem saudosismo, flores do meu quintal,
para alegrar o postal e a nossa vista!
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Adenda.
Numa colaboração preciosa do meu Amigo
Rogério Pereira, aqui vos fica; ("sem saudosismo, mas com saudade,")
este belo hino a uma figura que fez parte do quotidiano citadino, d'outros tempos.
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sábado, 8 de junho de 2019
Olhó Polícia Sinaleiro.
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sábado, 27 de abril de 2019
DO TEMPO E DA VIDA.
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| A laranjeira, em Abril deste ano. |
O tempo tudo leva e pouco traz. Chegando a certa altura da nossa vida, leva-nos pessoas que estimávamos e de quem sentimos a falta do seu convívio, leva-nos entes que amamos, para outros países, leva-nos até, memórias recentes de coisas que sendo de somenos importância, nos deixam perplexos por se terem desvanecido da nossa mente. Mas, como tudo tem o seu reverso, também o tempo nos vai trazendo algumas coisas boas. A foto superior tem mais brilho, porque neste meio tempo aprendi como isso se faz... :)
Bem, vem isto a propósito de ter constatado que, o poema que tinha pensado publicar, já o havia publicado há dois anos atrás, justamente com uma fotografia desta mesma laranjeira.
Esta, precisamente:
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| A mesma laranjeira em Abril de 2017 |
No tempo que mediou entre uma e outra, vi a minha vizinha e amiga de longa data, dona da laranjeira e do quintal ao lado, partir para sempre no espaço de pouco tempo. Agora, vejo com tristeza, que a laranjeira não é mais a mesma, perdeu a vontade de florir e os frutos são poucos e sem o sabor doce que tinham antes. Até o pequeno jardim não é mais o mesmo O meu vizinho faz o que pode e lá vai dando conta da sua vida, mas com 84 anos já pode pouco, ainda assim, vai encontrando força, energia e a vontade para continuar a viver. Nunca perdeu o sorriso e parece estar de bem consigo e com a vida.
Como republicar o bonito poema em louvor à flor de laranjeira, simultâneamente numa bela ode à Mulher, não faria qualquer sentido, podem relembrá-lo clicando neste parágrafo.
* * *
Os vídeos ficam aqui para compensar a ausência do poema. A magia da mãe-natureza, aliada às novas tecnologias, proporcionam-nos este espectáculo magnífico, do desabrochar das flores.
Espero e desejo que gostem.
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terça-feira, 2 de abril de 2019
CHUVAS DE ABRIL.
As chuvas de Abril,
que tanta falta faziam,
as chuvas de Abril
que eu desejava mansas,
chegaram furiosas.
Impetuosas, cruéis,
vieram inundar e
afogar as
minhas rosas.
minhas rosas.
Até a raquítica flor
Que em tempo áureo
Foi uma bela tulipa,
caiu desmaiada
Foi tanta a água
que a terra seca não agradeceu.
que a terra seca não agradeceu.
E a pobre tulipa,
desfolhada, triste
já tulipa não é…
ficou simplesmente
a sombra de uma flor
ficou simplesmente
a sombra de uma flor
E sem nome, sem nada…
… desditosa e só
Hoje, a flor morreu.
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sábado, 1 de setembro de 2018
SEDUÇÃO.
Dália…
Fulgor,
brilho, sedução
Dália
Flor Poema,
Beleza,
Ostentação
Sedutora, cativa o olhar
Dália...
Flor
garbosa
És a
mais vistosa
Mais doce
e formosa
Que todas
as rosas
Que há
no meu
Jardim…
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Da Pureza das Flores
quinta-feira, 7 de junho de 2018
PEÇAM... NÃO TENHAM VERGONHA.
E agora, para não gastar os meus trunfos todos, de uma só vez, fiquem a sorrir enquanto visito os vossos cantinhos! :)
Espero que vos agrade!!
( Obrigada, Daniel )
Se gostarem desta amálgama de hera, buganvílias, fetos, rosas e muitas flores mais... podem levá-las. São alentejanas, como eu!
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segunda-feira, 16 de abril de 2018
PETÚNIAS...
Meu
amigo, como vai?
Que prazer, quanta emoção
É bom saber que vai bem
Fico feliz, pois então! :)
Que prazer, quanta emoção
É bom saber que vai bem
Fico feliz, pois então! :)
Eu?...
Petúnias e outras mais
P´ra
alegrar meu coração…
Vá
e volte,
não demore...
Eu
sempre por cá estarei
À espera
da sua mão…
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terça-feira, 3 de abril de 2018
Esvoaçando Por Aí...
Qual borboleta colorida!! :)
Fui poisar no blog do meu amigo Manel; e amigo de vários amigos meus, infelizmente, desactivado, (o blogue, claro) mas não encerrado.
As sua belíssimas fotografias continuam lá, à disposição de quem quiser matar saudades, deslumbrando o olhar pelas belezas por ele encontradas e trazidas até nós.
Cliquem AQUI, e saibam de quem falo!
E, para que não digam que não falo de borboletas, vou falar , usando as palavras de quem as soube tão bem escrever:
Passa uma borboleta por diante
de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Como já adivinharam, trata-se de Alberto Caeiro. O heterónimo de Pessoa mais ingénuo, doce e amigo da Natureza.
Desejo que este post vos agrade!
Não lhe sentem o cheiro a Primavera?
:)
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quarta-feira, 19 de abril de 2017
FLOR DE LARANJEIRA.
Antes que o temporal e a ventania, que se verificou durante esta madrugada, deixasse nua a laranjeira que há no quintal da minha vizinha, mas cujos frutos saboreamos de meação, tal como o muro que nos separa, fui, quando o sol despertou, fotografar as belas e perfumadas flores que ainda restavam na laranjeira.
Pena não vos poder fazer chegar o maravilhoso e etéreo perfume que delas se desprende. :)
Teu corpo é a brasa do lume...
Teu corpo é chama e flameja
Como à tarde os horizontes...
É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Quem em antigas se derrama...
Manoel Bandeira, in “A
Cinza das Horas”
Pena não vos poder fazer chegar o maravilhoso e etéreo perfume que delas se desprende. :)
Teu corpo claro e perfeito,
– Teu corpo de maravilha,
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...
– Teu corpo de maravilha,
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...
Teu corpo, branco e macio,
É como um véu de noivado...
Teu corpo é pomo doirado...
Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...
Teu corpo é a brasa do lume...
Teu corpo é chama e flameja
Como à tarde os horizontes...
É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Quem em antigas se derrama...
Volúpia da água e da chama...
A todo o momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...
Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa, flor de laranjeira...
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