domingo, 17 de fevereiro de 2019

"The End" Pode Não Ser O Fim.


Há blogues que visito religiosamente. Alguns são só de leitura, mas eu gosto e muito. Embora, por vezes, me apetecesse imenso dar opinião, tenho de me retrair sem outro remédio. Não o permitem, paciência, continuo a segui-los com o mesmo prazer. Acho que já aqui o disse e mais do que uma vez. Um desses blogues, em Setembro de 2017,  fechou as portas. Ou melhor, deixou de publicar novos textos e despediu-se . Assim:

O fim da fita
TEMPO CONTADO

(06-01-2007    10-09-2017)
fecha hoje definitivamente. O autor fica grato aos que o leram e seguiram.

Com direito a epitáfio e tudo. Assim, tal e qual.
Podem confirmar AQUI

Como já o afirmei por diversas vezes, isto de navegar na blogosfera é um vício bom que se nos vai agarrando à pele. Muitos blogues têm-se bandeado para as redes sociais em voga.
Outros, pura e simplesmente, arrumam as botas, dizem que x anos a blogar já lhes chegou, outros vão embora por outros motivos. Mas quase todos, mais cedo ou mais tarde acabam por voltar, felizmente. Foi o caso. 
Quando menos se esperava, eis que o Patrão da Barca, o escritor J. Rentes de Carvalho, anuncia que Volta a abrir. (link), frisando, contudo, que a partir de agora, e enquanto Deus quiser, (sic) iria deixando os textos que publica periodicamente em determinado Jornal. Escusado será dizer que fiquei imensamente contente.

Mas o que me levou a escrever este texto, foram estas "Amizades da vida inteira" , publicadas hoje,  com que me identifico palavra a palavra. Apenas coloco aqui um exemplo. O resto da Crónica podem e devem, ir lá ler, basta clicar no título, ou na frase em baixo.


Exagero? Olhem que, para mal dos nossos pecados, talvez não!

Não sendo eu nem escritora, nem cronista nem ninguém ligada às Letras, sinto isso no meu dia-a-dia. Considero-me uma livre pensadora, mas já quase me inibo de expressar a minha opinião, tanto na vida real como dentro deste meio virtual em que navego. Ou eu não me sei expressar como deveria, ou as pessoas me tomam de ponta, por me manifestar formulando opinião contrária à sua, sei lá. É evidente que procuro dizer as coisas sem ferir susceptibilidades, mas porra, digo aquilo que penso, como posso e sei e a mais não me considero obrigada!

Obrigada a si, prezado J. Rentes de Carvalho, por tudo o que me tem ensinado e, sobretudo, pelo  maravilhoso primeiro romance que escreveu e eu conservo em lugar de destaque, aqui, na minha estante por cima do PC. O magnífico "Montedor", com uma nova ilustração de capa, belíssima. Bem-Haja!


sábado, 16 de fevereiro de 2019

AINDA QUE CONHEÇAM...


...Vale muito a pena rever. Quem não conhece... não deve perder!



                                                   




Temos a Arte para não morrer da verdade.

Friedrich Nietzsche



Obrigada, Daniel.  :)




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Porque Hoje É Sexta-Feira. # 43




Bêbados & Génios Surdos. 
Pior, não pode haver!


Entra um homem num bar e diz para o barman:

- Quero que o Sr. me pague uma bebida.

O barman muito admirado, diz-lhe que não, que o bar não é a Santa Casa da Misericórdia. Insiste o cliente:

- Eu tenho aqui uma coisa que nunca viu e se eu lhe mostrar você paga-me uma bebida?!

O barman muito admirado e já a ficar intrigado pelo estranho comportamento do homem, pede-lhe que lhe mostre essa coisa. Então o cliente tira do sobretudo um baralho de cartas com cerca de 50 cm. O barman ficou perplexo, e como nunca tinha visto algo de tão extraordinário resolve pagar-lhe uma bebida.
Alguns jogos de cartas e copos depois, o barman pergunta ao homem onde ele tinha arranjado tal estranho baralho. O homem já um bocado tocado, diz para o barman:

- É que eu tenho aqui um geniozinho que concede desejos.

O barman ficou logo todo excitado e pede ao homem que lhe mostre o geniozinho para lhe pedir um desejo. O homem, que já estava bastante bêbado, decide conceder o desejo ao barman, tirou o génio do sobretudo e disse:

- Você só pode pedir um desejo e tem de ser rápido.

O barman, sem meias-medidas, vira-se para o génio e pede:

- Quero um milhão de notas.

O génio estala os dedos e de repente o bar fica atolado em botas. O barman irritado, exclama:

- Botas?! Eu disse notas! Esse seu geniozinho é um bocado surdo, não acha?

O homem responde:

- Eu que o diga… acha que aquilo que eu pedi foi um baralho de 50 cm?



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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

E SE...





Há uma data de anos que neste dia coloco esta imagem!
Diacho... até quando? :)

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Agora a sério...

Entre suspiros e enleios
Palavras doces e afins
Neste dia os namorados
Trocam juras e promessas
Tudo navega em mar calmo

Mar de rosas, calmaria
Oxalá não chegue o dia
Que um deles não diga assim:

“Eu antes para te ver
Saltava quatro quintais
Agora, para te fugir
Saltaria uns trinta ou mais”

* * * * * * * * 

DESEJO  UM FELIZ  DIA  A  TODOS  OS

ENAMORADOS!!


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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

DO SILÊNCIO.




Manhã de Junho ardente. Uma encosta escavada,
Seca, deserta e nua, à beira d'uma estrada.

Terra ingrata, onde a urze a custo desabrocha,
Bebendo o sol, comendo o pó, mordendo a rocha.

Sobre uma folha hostil duma figueira-brava,
Mendiga que se nutre a pedregulho e lava,

A aurora desprendeu, compassiva e divina,
Uma lágrima etérea, enorme e cristalina.

Lágrima tão ideal, tão límpida, que ao vê-la,
De perto era um diamante e de longe uma estrela.

Passa um rei com o seu cortejo de espavento,
Elmos, lanças, clarins, trinta pendões ao vento.

 "No meu diadema, disse o rei, quedando a olhar,
Há safiras sem conta e brilhantes sem par,

"Há rubins orientais, sangrentos e doirados,
Como beijos d'amor, a arder, cristalizados.

"Há pérolas que são gotas de mágoa imensa,
Que a lua chora e verte, e o mar gela e condensa.

"Pois, brilhantes, rubins e pérolas de Ofir,
Tudo isso eu dou, e vem, ó lágrima, fulgir

"Nesta c'roa orgulhosa, olímpica, suprema,
Vendo o Globo a teus pés do alto do teu diadema!"

E a lágrima de leste, ingénua e luminosa,
Ouviu, sorriu, tremeu, e quedou silenciosa.


A Lágrima – Poema de Guerra Junqueiro

[Fotografia é minha]



                                                                         

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domingo, 10 de fevereiro de 2019

O Porto Aqui Tão Perto.

A Fotografia é Minha -  Mas não fui eu que fotografei... :)
Já por aqui apareceu há cerca de dois anos. Alguém se lembra?

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Vá comboio, meu comboio
carrega na velocidade
pára só quando chegarmos
à cidade

Olá cidade do Porto
a lágrima ao canto do olho
estava fechada há que tempos
com um ferrolho
Custou tanto cá chegar
mil e uma peripécias
quando menos se espera
o diabo tece-as

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto

Mal chegado, vislumbrei
dois amigos do alheio
vasculhando a minha caixa
do correio
Ah, tratantes, apanhei-vos
com a boca na botija
com certeza não esperam
que eu transija

Não é nada do que pensas
Viemos trazer-te um recado
Que nos foi entregue
Por um embuçado

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto

Dizia assim o recado
no Palácio há variedades
se lá fores, verás que vais
matar saudades

Eu, matar, não gosto muito
mas saudades, é diferente
é como matar pulgas
alivia a gente.
Cheguei lá e deparei
com uma mulher embuçada
intimei-a: Pára lá
com essa tourada

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto



Desembuça-mos, vá lá
e já agora, desembucha
com esse capuz, mais pareces
uma bruxa.
Diz-me o que fazes aqui
canto ali com as atracções
no conjunto do "Godinho
e os seus Godões"

Já te topo, há quanto tempo
te não punha a vista em cima
diz-me lá
se és ou não és
a Etelvina

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto

Sou a Etelvina, sim senhor
não me digas, Etelvina
que andas assim por andares
clandestina.
Clandestina? Não estás bom
Eu fugida? Nem se pense
Este fato é só p´ra aumentar
o suspense

Sou cantora no conjunto
e aparecemos embuçados
e ficam os espectadores
arrepiados

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto

Mas na vida é bem diferente
ando de cara descoberta
com a cabeça e os sentidos
bem alerta.
Já vi tantas injustiças
falo de dentro de mim
e o que me sai cá de dentro
sai-me assim:

Faço música p´ró povo
e tu, povo, retribóis
e tu me inspiras sustenidos
e bemóis

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto

E eu também faço o mesmo
com o que o povo me dá
gratuito o dó-ré-mi
e mais o lá
Lá fiquei a noite toda
numa de improvisação
a regenerar o corpo
e o coração

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto.

* * * * 
Música e letra de Sérgio Godinho.

* * * 


Nota: Peço a Todos  que ouçam o vídeo até ao final e  vão acompanhando /cantando, com a leitura da letra, Ok?  Não se aceitam recusas nem reclamações!  Agradecida!

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Adenda:

Como acabo de verificar que a fotografia já foi identificada pelo nosso 

Mestre Rui  Espírito Santo

Ficou dada a resposta à minha pergunta.

Efectivamente, a foto já havia sido publicada

AQUI

:)
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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Querida Mãe, Então Que Tal?






Recebi, por estes dias, esta fotografia, de uma das cidades mais antigas dos Países Baixos: Zutphen. 
Situada em Guéldria, ou Gelderland, em neerlandês, numa das  suas doze províncias.

A cidade tem mais de quatrocentos e cinquenta belíssimos monumentos, entre eles vários museus. Nos arredores, podem admirar-se os seus imponentes castelos medievais.

Pois é, meus amigos, quem vai viver para a Holanda dificilmente deseja regressar.  E, eu, se me ponho a adiar a minha ida ao País das tulipas e das maravilhas mil, ainda que o meu destino principal fosse a pequena cidade de Bussum, talvez acabe por ir desta para melhor, sem chegar a lá pousar os pés…
       ...e, por hoje, é tudo o que tenho para vos dizer.

Fiquem bem, e tenham um 

Feliz Fim-de-Semana!