Por agora e até terça-feira, é tudo!
BOM FIM-DE-SEMANA!
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...tal e qual como ele é! Sem refazer a decoração, sem arrumação nem limpar mais do que é normal!
Os meus ídolos de sempre:
Chico Buarque
e King Cole.
Por fim, porque no final vieram,
os meus amores: Em cantos e recantos
cheios de encanto!
*
Isto é o quê?
Que vos parece: a tampa de uma caixa?
Quiçá, de Pandora...
Beijos e abraços com sabor a mentol.
Sara Correia
[Quero é Viver]
Vou viver
Até quando eu não sei
Que me importa o que serei?
Quero é viver
Amanhã
Espero sempre um amanhã
E acredito que será mais um prazer
A vida é sempre uma curiosidade
Que me desperta com a idade
Interessa-me o que está pra vir
A vida, em mim é sempre uma certeza
Que nasce da minha riqueza
Do meu prazer em descobrir
Encontrar, renovar, vou fugir ou repetir
Vou viver (e amanhã?)
Até quando eu não sei
Que me importa o que serei?
Quero é viver
Amanhã (e amanhã?)
Espero sempre um amanhã
E acredito que será mais um prazer
A vida, é sempre uma curiosidade
Que me desperta com a idade
Interessa-me o que está pra vir
A vida, em mim é sempre uma certeza
Que nasce da minha riqueza
Do meu prazer em descobrir
Encontrar, renovar, vou fugir ou repetir
Vou viver
Até quando eu não sei
Que me importa o que serei?
Quero é viver
Amanhã (e amanhã?)
Espero sempre um amanhã
E acredito que será mais um prazer
E amanhã?
E amanhã?
Maio de Minha Mãe.
O primeiro de Maio de minha Mãe
Não era social, mas de favas e giestas.
Uma cadeira de pau, flor dos dedos do Avô
Polimento, esquadria, engrade, olhá-la ao longe
Dava assento a Florália, o meu primeiro amor.
Já não se usa poesia descritiva,
Mas como hei-de falar da Maromba de Maio
Ou, se era macho, do litro de vinho na sua mão?
O primeiro de Maio nas Ilhas, morno como uma rosa,
Algodoado de cúmulos, lento no mar e rapioqueiro
Como Baco em Camões,
Límpido de azeviche
E, afinal de contas, do ponto de vista proletário,
Mais de mãos na algibeira do que Lenine em Zurich.
(Porque foi por esta época: eu é que não sabia!)
A minha Maromba tinha barriga de palha como as massas
E a foice roçadoira da erva das cabras do Ribeiro
Que se pegou, esquecida, no banco do martelo de meu Avô
Cujas quedas iguais, gravíficas, profundas
Muito prego em cunhal deixaram,
Muita madeira emalhetaram,
Muita estrela atraíram ao bico da foice do Ribeiro
Nas noites de luar em que roçava erva às cabras.
Favas de Maio do meu tempo!
Havia poder popular
Nas mãos de minha mãe, que as descascava como flores
E flores eram de si, na flórea abada
Como se já guardassem flor de laranjeira e açaflor
Nas suas intenções de Maio 1918, para as depor
(Nem pensada sequer) na fronte à minha amada.
Vitorino Nemésio, in 'Antologia Poética'
... SEM ESPARTILHOS, MAS COM APERTOS!
No tempo em que o homem era bruto,
Usava ferro, lombo e luto.
A armadura pesava um quintal,
Para parecer valente e triunfal.
Se a dama olhava, ele nem via,
Sufocado na própria lataria.
Depois veio o nobre, todo de seda,
Com meia calça e peruca na moda, que queda!
Um brocado aqui, um laço ali,
Parecia um bolo, vamos por aí.
O espelho era o melhor amigo,
E a vaidade, o maior perigo.
A Revolução Industrial chegou,
E a cor do homem sumiu, acabou.
Terno preto, cinza, cinza e preto,
Para esconder o tédio e o afeto.
O homem virou um poste padrão,
Com o paletó sempre na mão.
E o século XX trouxe a ruptura,
Com calça boca de sino, que tortura!
Ombreiras que davam asas pra voar, e gravatas que ninguém sabia amarrar.
O terno reinou, sem tédio diziam,
Mas todo mundo igual, que agonia.
Hoje o homem moderno é um mistério,
Usa ténis caro e fala sério.
Calça rasgada, barba desenhada,
Parece que saiu de uma batalha...sem nada.
A evolução é um ciclo, enfim:
Do ferro ao algodão, pra ficar assim:
Jake Gyllenhaal.
(Já o Rui Unas ficou a destoar.)
E vós, amigas, qual preferiam?
Sim, porque
dizer preferem,
seria pura ilusão!!
😄😄😄
E vós amigos, com qual destes moços
se identificam?
😉 😉 😉 😉
'O SUMIÇO DA ROUPA' *
No tempo da avó, que horror, que aperto!
A dama era um vaso, um ser disfarçado.
O espartilho, monstro, em aço coberto,
Deixava o pulmão todo maltratado.
Baleias morriam para a cintura afinar,
Se a mulher respirasse… o laço ia estourar!
Era um quilo de pano, bordado e rendado,
Para esconder o corpo, coitado.
Veio o século vinte, a moça libertina,
Cortou o cabelo, soltou o soutien.
A saia subiu, já se vê a coxa menina,
O "passa-caldo" virou calcinha também.
A perna de fora, que escândalo santo!
O vigário na igreja já perde o encanto.
Do algodão rústico ao nylon sedutor,
A intimidade virou um primor.
Agora, meu Deus, a evolução chegou ao topo!
A roupa íntima é um fio, uma fantasia.
Um pedaço de pano que mal cobre o corpo,
Mais parece um erro de alfaiataria.
A tanga invisível, o fio dental,
É o triunfo da moda, o fim do final!
Veste-se por dentro para nada esconder,
Pois com tanta liberdade...quase não há o que ver!
* Autor desconhecido. Se houver alguém que saiba quem escreveu estes versos, diga, eu lhe darei o devido crédito.
😊
Como o tema é sobre a evolução do vestuário íntimo da mulher, é de bom tom saber como evoluiu o vestuário de uma maneira geral. No entanto, não vejo por aqui a mini-saia da Mary Quant...Ora vejamos:
Cravos, cor de sangue
de angústia
e de suor.
A tua Liberdade conta
mas a minha,
não é menor!
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