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A TODOS DESEJO BOM DOMINGO
E ÓPTIMA SEMANA.
O Lamento da Vaca.
( Em soneto desajeitado)
Sem o verde prado para pastar serena,
Transpira a vaquinha com a língua de fora
Produz o leite, cumpre e a sua pena
Enquanto o lucro ao bolso alheio torna.
Diz el patrón com sorriso de doutor:
"Dá-me mais baldes, ó linda malhada!"
Mas para a mimosa, que aguenta o calor,
Nem erva lhe sobra com as tetas puxadas.
Ó tu Bocage, se visses este gado,
Que engorda a conta de tanto barão,
Dirias logo, em verso afiado:
"A vaquinha sua e trabalha,
Mas quem mama é o patrão!"
O que lhe vale é ter o leque à mão…
Imagem gentilmente cedida pelo Kruzes
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Ainda alguém, entre os actuais leitores e visitantes deste Cantinho, se lembrará desta foto? Já a publiquei incluída na Etiqueta:
"JÁFUI FELIZ AQUI"
Estávamos em finais da década de 90 do século XX. Isto, dito assim, dá-lhe um ar de maior antiguidade! ☺️
Ainda eu estava longe de pensar nas Internetes e muito menos em criar um blogue.
Pois bem, onde eu quero chegar é que nas voltas e reviravoltas que a vida dá, esta menina que se encontrava em Portugal para conhecer outros modos de viver, outras culturas, incluindo o idioma, conheceu o meu filho no Festival de cinema FantasPorto. Tornou-se numa grande amiga nossa. Embora, como seja óbvio e natural, mais dele do que minha. Hoje, depois de acontecerem alterações na vida de todos nós, e com a ida permanente do meu filho para os Países Baixos, a amizade entre as duas famílias cimentou-se definitivamente.
Resumindo:
"Caçar tesouros ou encontrar acidentalmente algo que me faça maravilhar me inspira a criar formas em argila. Eu chamo minha cerâmica de pseudo-natureza."
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| Eu e Pessoa a tagarelar no Largo do Rossio... |
Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.
Não; não sei ter pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega -
Nem um centímetro mais longe.
Toco só onde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E vivemos vadios da nossa realidade.
E estamos sempre fora dela porque estamos aqui.
"Não Tenho Pressa" - Poema de Alberto Caeiro, 'in' Poemas Inconjuntos
Heterónimo de Fernando Pessoa.
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Do You Hear Me Still?
Dentro de poucas horas irei ao Hospital fazer uma ressonância magnética, pela primeira vez na vida. Todas as pessoas com quem tenho falado me dizem que o único senão é a paciente ter de se manter absolutamente quieta...Estou aterrorizada porque isso para mim é algo impossível. Vou fechar os olhos e só temo não me vir ao pensamento algo que me provoque um ataque de riso...
Desejem-me boa sorte, por favor!
Quem já se meteu nestes trabalhos vá dizendo como vos correu, sim?
Depois vos contarei tudo!
Até mais!