sábado, 21 de maio de 2022

HOJE...

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...só quero sorrir, enternecida,

esquecida dos males da vida...



...das agruras e das vaidades.

Apreciar a amizade, o altruismo...



... sentir quão bela é a inocência,

 de quando se é criança, crédula e querida... 😊



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💙💛

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quinta-feira, 19 de maio de 2022

EM TEMPOS DE GUERRA...FALEMOS DE PAZ.

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Ontem, ao ver na RTP1, um episódio da série "Três Mulheres" que retrata a fase algo conturbada do pós Revolução e dos seus efeitos na vida de Natália Correia, Snu Abecassis e Maria Armanda (Vera Lagoa), lembrei-me de trazer um poema sobre a Paz, escrito pelo furacão feito de fogo e de lava, que foi esta Poetisa. Mulher desempoeirada e sem papas na língua. Falo de Natália Correia, obviamente!

Natália Correia


Ode À Paz


Pela verdade, 

pelo riso, pela luz, pela beleza,

Pelas aves que voam no olhar de uma criança

Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,

Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,

Pela branda melodia do rumor dos regatos,

Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,

Pelas flores que esmaltam os campos, 

pelo sossego dos pastos,

Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,

Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,

Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,

Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,

Pelos aromas maduros de suaves outonos,

Pela futura manhã dos grandes transparentes,

Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,

Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas

Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,

Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,

Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz,

Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,

Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,

Abre as portas da História,

deixa

passar a Vida!


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💙💛

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quarta-feira, 18 de maio de 2022

EU DOU-LHE O ARROZ...😀


 ...Mas, por favor, não nos deixe! 



Arroz-doce.

 - Receita -

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Ingredientes


Por cada 100 g de arroz carolino:

250 ml de água

Pitada de sal

1 litro de leite meio-gordo

150 g de açúcar

1 casca de limão

1 ou 2 paus de canela

1 ou 2 gemas (opcional para dar cor)

Canela em pó q.b. para polvilhar

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Modo de preparação:

  • Coloque o leite a aquecer. Leve ao lume uma panela média, com a água, a pitada de sal e o arroz.
  • Quando o arroz absorver a água toda, junte um pouco de leite quente apenas para cobrir, mais a casquinha de limão e o pau de canela. Reduza um pouco o lume e mexa sempre, em movimentos lentos e circulares, de forma a garantir que esteja sempre a fervilhar, sem perder demasiado calor.

  • O restante leite continua sempre ao lume, no mínimo, para se manter bem quente. À medida que o arroz for absorvendo o leite, o creme fique mais denso e a fervura faça bolhas maiores, coloque mais um pouco de leite. Repita o processo mexendo sempre, lentamente até esgotar todo o leite.
    • No final, terá um creme denso, mas não muito grosso. Desligue o lume, retire a casquinha de limão e o pau de canela. Junte o açúcar e mexa até estar bem envolvido.
    Se quiser dar cor, desfaça a(s) gema(s), junte ao creme e mexa rapidamente, para incorporar. Coloque numa taça ou em tacinhas. Deixe arrefecer. Polvilhe com canela em pó. Sirva á temperatura ambiente.

    Notas: Quando terminar o leite e o creme já tiver na consistência desejada, prove um bago de arroz e garanta que está bem cozido. Se não estiver no ponto, aqueça mais um pouco de leite e mantenha o processo de cozedura até que o interior do bago esteja macio.
    Para um arroz-doce perfeito, o arroz tem de ser carolino, por ter mais goma. O açúcar nunca se coze, porque o bago fica duro e, por isso, é sempre colocado no fim, depois do arroz sair do lume. E não menos importante: deve ser servido à temperatura ambiente. 

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    Dedico esta publicação ao Amigo José Carlos Sant'Anna, que nos deu a triste notícia de ir parar com os seus blogs.  Havendo, no entanto,  uma remota possibilidade de que o atarefado Professor  não nos deixe de vez e possa andar pela blogosfera ainda que mais espaçadamente, lembrei-me de o subornar com esta travessa de arroz doce. 

    Para perceberem melhor, por favor, 

    cliquem AQUI. 





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    segunda-feira, 16 de maio de 2022

    DOS MEDOS.

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    Cansada de guardar o medo das coisas da vida, 
    escondido no recanto mais profundo da minha alma, 
    decidi que ele viesse à tona. 
    Respirasse livremente à luz do dia.
    Que todos soubessem da sua existência.

     

    Quando o procurei tinha-se esvaído, diluído em mim.
    Fiquei ainda com mais medo.
    Fiquei com medo de mim...


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    💙💛 

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    domingo, 15 de maio de 2022

    DESCULPEM QUALQUER COISINHA...

     ....mas a verdade é que isto aconteceu...


    ...e isto, é apenas para confirmar  o quanto a Língua Portuguesa é traiçoeira...


    ...porém, a japonesa...também!😄


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    sexta-feira, 13 de maio de 2022

    DESABAFOS.

     

    Esta Rua não é a da Poetisa.
    É a foto de uma rua da minha terra, captada em tempos de pandemia.


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    A Minha Rua

    Se a minha rua falasse
    E aos amigos segredasse
    Meus sonhos, minhas quimeras
    Feitos de pétalas floridas
    Alguns de esperanças perdidas
    Em noites de primavera
    Toda a gente saberia
    Na rua, aquilo que eu era.

    Perguntariam ao luar
    Nessa noite enluarada
    O porquê destes segredos
    Das pedras desta calçada.
    E a minha rua calando
    Todos os meus desabafos
    A todos ía dizendo
    Desconhecer os meus passos.


    Poema da autoria da Poetisa Maria Noémia, que não tive o gosto de conhecer, mas que homenageio de todo o coração. Não sei em qual destes  seus dois livros:  "Folhas Soltas" ou  "A Densidade do Silêncio", o poema faz parte. Será em um deles, certamente.
    Agradeço o envio do poema, e a permissão  para o publicar, a um Amigo virtual que muito estimo e considero. Muito Obrigada, José.

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    quarta-feira, 11 de maio de 2022

    ARTE À MESA...

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    ...porque os olhos também comem!!



    E, claro, muita paciência oriental.

    Eu sei que não as tenho. Nem a arte nem a pacência. Mas, quem sabe se entre os pacientes visitantes deste espaço, não existe alguém que é dotado/a destas virtudes?

    É para eles/elas que vai esta publicação. 😊


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    segunda-feira, 9 de maio de 2022

    A VIDA É BELA.

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    É já tarde na noite
    e a praia está deserta.
    Rebenta o mar
    sobre os rochedos.
    Um ar cálido,
    espesso de salitre
    e de lembranças,
    banha-me a cabeça.
    Fecho os olhos.
    Inalo.

    Deixo-me levar.
    E logo penso
    __como quase sempre
    que me ocorrem estas coisas__
    em Proust.
    Mas não li Proust.

    Que importa.

    A vida é bela.
    Quem precisa
    de Proust?

     

    Poema de Roger Wolfe 
    Tradução do original por Luis Filipe Parrado 

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    Nota:  Roger Wolfe é um poeta, contador de histórias e ensaísta inglês que vive em Espanha desde a infância. O espanhol é a sua língua literária principal e o seu estilo está algures entre o expressionismo e o realismo. 

    [ O Proust do poema é Marcel Proust, o autor da saga em 7 volumes: "Em Busca do Tempo Perdido"]



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