quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

DESAFIO _ MARINHEIRA DE ÁGUA DOCE .


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Meus amigos, desta vez o Desafio que vos lanço será diferente para vos despertar da morrinha!! 😊 Apresento-vos uma foto antiquiquíííííssima em que o desafio consiste na descoberta, entre todas essas beldades da época, em que posição se encontra a então jovenzinha Janita.
Vão sugerindo as pistas, ou dicas, como preferirem. Eu irei mantendo o diálogo convosco, como de resto sempre faço, porém, sem dizer se acertaram ou não. Isso só ficará esclarecido no final, com o complemento de mais fotos. Tudo percebido? Então cá vai a foto.


Conseguem descobrir onde está esta vossa companheira de navegação, entre essas seis (6) moçoilas? Então, toca a dizer onde e como está vestida, para melhor identificação da dita cachopa, certo?
Já agora, sabem localizar em que localidade piscatória o grupo se encontra?
Ampliando a foto terão maior nitidez das feições. 😉

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

GATOS & GATINHOS.

 🐱🐱🐱🐱🐱🐱🐱🐱


Fotografia  DAQUI


Se fica sozinho em casa

O gato não se conforma

Dá um salto fora de asa

E pela janela se consola


Consola-se a ver passar 

Na rua os passeantes

Mas em terras de feirantes

Raianas e outras que tais

Mais frias do que as demais

Já não passam viajantes


E o gato à sua janela

Cisma e pensa; "que maçada!

Por aqui não há mais nada

Que se veja e aprecie

Sabugal, terra beirã e fria

Dela, só gosto da cidadela!


Foto da Net


🐱  🐱  🐱

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

COMO NUVENS PELO CÉU.

 

Foto Minha

Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.
São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.
Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?

***

Poema in “Poesias Inéditas” da autoria de Fernando Pessoa:
O mais universalizado dos poetas portugueses
 desde Camões,
 o mais influente, o mais lido, o mais intrigante!

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Em jeito biográfico, para o leitor interessado ir degustando durante o fim-de-semana.

Fernando Pessoa, poeta bilingue, cidadão português ambíguo porque, no fundo, eterno estrangeiro em toda a parte, há-de continuar a ser, por muitos anos, o pretexto para uma bibliografia abundante e de qualidade variada: desde a inevitável e volumosa tese de doutoramento que poderá ou não acrescentar alguma coisa à compreensão profunda do poeta, até à delirante descoberta biográfica que há-de pretender demonstrar ter o poeta pertencido, afinal, no sector do vigor sexual, à categoria conhecida do 'português valente' e, está claro, imbatível. Pessoa tem dado, dá e continuará a dar para tudo. 

Nascido em Lisboa, em 13 de Junho de 1888 e falecido, 47 anos depois, em 30 de Novembro de 1935, a vida de Pessoa consistiu, por assim dizer, em não haver vida. Não casou, não teve filhos, não é mesmo certo que tenha praticado, com alguma convicção, aquele acto de que pode resultar o nascimento de filhos, não teve emprego certo, não teve, tirando Mário de Sá-Carneiro, amigos que se pudessem considerar íntimos, não concluiu um curso superior, não viajou.  A sua vida foi, uma sucessão ininterrupta de não aconteceres, só dramaticamente entrecortados, uma vez pelo suicídio de Sá-Carneiro. Bebeu muito – alguma coisa havia de ter feito em excesso.

O pai, Joaquim de Seabra Pessoa, era um pequeno funcionário, mas inteligente, lido e musicalmente dotado de cultura suficiente para se dedicar à crítica de música; a mãe, Maria Madalena Pinheiro Nogueira, era de boa cepa açoriana e recebera refinada educação.

O pai faleceu em 1893, tinha o futuro poeta 5 anos. Dois anos depois a mãe casa, em segundas núpcias, com João Miguel Rosa, cônsul português em Durban, a ele se indo juntar no ano seguinte. Entre 1896 e 1905, Fernando Pessoa faz os seus estudos em escolas inglesas  recebendo, em 1904, o Prémio Rainha Vitória por um pequeno ensaio em inglês, como parte do exame de admissão à Universidade do Cabo.
 Em Agosto de 1905, regressa sozinho a Lisboa para frequentar o Curso Superior de Letras da Universidade de Lisboa. É sol de pouca dura, vindo a abandonar o referido curso ao fim de poucos meses. 
A vida, o amor, a amizade, a Língua, a realidade do mundo, a literatura, iam ser, pela vida fora, territórios estrangeiros, não-evidências a investigar. 
Nada lhe seria nunca dado numa bandeja. Tudo tinha sido, era, iria ser, motivo de assombro. Na alma, aceitar é perder. 
Na perpétua exploração desse assombro estará a raiz da sua prodigiosa produção em verso e em prosa, prosseguida nos intervalos  da sua mais ou menos errática profissão de correspondente comercial em línguas estrangeiras (inglês, sobretudo). 

Se um homem conseguir escrever como vinte homens diferentes, ele será vinte homens diferentes (...) e os seus vinte livros estarão em ordem. 
Eis, em poucas palavras, a 'justificação' da sua famosa 'invenção' dos heterónimos, invenção que não foi, como se sabe, sua, embora ele a tenha levado a um tal paroxismo de intensidade e explicitação que, de algum modo, a fez nova e, por aí, a fez sua.

 (...) "se me conheço, deveria dizer que não tenho de todo personalidade... Sou tão mutável, sendo tudo à vez e nada por muito tempo – sou uma tal mistura de bem e de mal, que seria difícil descrever-me". 

Fernando Pessoa, repete-se, até pela multiplicação que deu à personalidade, criando cerca de trinta diferentes pessoas de vária importância, deu estatuto adulto à invenção e iluminou-a com uma intensidade capaz de nos fazer ter dela uma espécie de consciência nova, o que levaria John Pilling a afirmar ser o autor de Mensagem 'o mais múltiplo de todos os poetas modernos'.

Por outro lado, teve o cuidado meticuloso e, pelos vistos, frutuoso, de mitificar, em devido tempo, a sua própria invenção, na famosa e inspirada carta que escreveu a Adolfo Casais Monteiro , na qual confere ao dia  08 de Março de 1914 o estatuto de data-viragem nos anais da história literária pessoana e portuguesa, o dia do aparecimento tumultuoso e imparável da série de poemas a que deu o título de 'O Guardador de Rebanhos,' cujo autor, Alberto Caeiro, pagão de espécie complicada e simples, se revela, desde logo, seu mestre. Mestre que o será também, confessadamente, de Ricardo Reis e de Álvaro de Campos. 
Cunhando medalha para a posteridade, Álvaro de Campos proclamará com o exagero militante que competentemente cultivava: "O meu mestre Caeiro não era um pagão: era o paganismo".  E o próprio Pessoa  fará o panegírico exaltado do seu mestre, em termos igualmente extremistas:  Pascoaes virado do avesso, sem o tirar do lugar onde está, dá isto – Alberto Caeiro deixa-nos perplexos. Somos arrancados à nossa atitude crítica por um fenómeno tão extraordinário. Jamais vimos algo de parecido com ele. 

Inventado Caeiro, Pessoa tratou de lhe descobrir uns discípulos. Assim nasceram Ricardo Reis e Álvaro de Campos. 
Reis é, como Caeiro, pagão, mas tem, ao contrário do outro, rigor e densidade.
Campos é o engenheiro graduado em Glasgow, futurista, amante do mundo moderno e aerodinâmico, oscilando entre a depressão e a histeria, desprezando os homens porque não brilham nem ostentam a simplicidade eficiente das máquinas:
"Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime.
Ser completo como uma máquina! Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo!".

Jogando o jogo em que se fez Mestre consumado, Pessoa traçaria, ele próprio, o perfil magistralmente recortado de Álvaro de Campos.





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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

PATOS, PATAS E PATINHOS!

 🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻


🌻🌻🌻

O pequenino pato amarelo 

É simplesmente diferente

Não é mais feio nem mais belo

Que são os da sua gente.


Não tem a alva brancura

Tão pouco a mesma destreza

Sequer reteve a frescura

Dos que nasceram com beleza


Mas o pequeno e desastrado Patinho 

Não ficou a chorar a um canto

Tanto fez e ensaiou, não se fez de coitadinho

Que conquistou simpatia, amor e encanto!


🌻🌻🌻🌻



Adenda: Há pouco, ao agendar a publicação, esqueci-me de lhe dar título. Dei agora e ainda vou muito a tempo. 


domingo, 18 de fevereiro de 2024

REEDIÇÃO / SOLUÇÃO DO DESAFIO PERSONALIDADES.

 



Pedi que desvendassem o nome destas duas personalidades. Tal como previ não foi difícil acertar no nome da figura feminina.

Trata-se de Indira Gandhi, filha de Jawaharlal Nehru, que foi a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe do governo indiano. Tinha o sobrenome do marido Feroze Gandhi, que por razões políticas havia mudado o seu sobrenome para "Gandhi" .

Brilhante estratega e pensadora, possuía grande ambição política. Como mulher e ocupando a mais alta posição do governo numa sociedade bastante patriarcal, esperava-se que Indira fosse uma líder de pouca relevância, mas as suas acções provaram o contrário.
Indira foi Primeira-Ministra da Índia entre 19 de Janeiro de 1966 a 31 de Outubro de 1984, data em que foi morta.



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Sobre Henrique Antunes Ferreira, o jornalista que na primeira foto  entrevista a senhora Gandhi, podem ler AQUI  o seu perfil e percurso, enquanto jornalista e homem de Letras.
O HenriquAmigo, como carinhosamente o tratam todos os que têm o privilégio de ser seus amigos, é também  autor de um blog, como podem comprovar através do link acima.
Estas são algumas imagens de um Encontro de bloggers em que o Henrique também esteve presente:

Em amena cavaqueira, durante o repasto, com a Graça Sampaio, também ela desaparecida das lides há longo tempo:


Nestas, comigo e outras comensais.



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Desta vez atribuo o Prémio de melhor e mais completa resposta à Rosa dos Ventos. Disse ela:

"A dama é Indira Gandhi que foi a 1ª mulher a ser primeira-ministra na India, sendo assassinada em 1983, se não estou em erro.
O cavalheiro é o jornalista Henrique Antunes Ferreira que tem fortes ligações à India-Goa."

Acertaram também em ambos os nomes:

     e

Todos os restantes participantes:

Tintinaine / Manu / Fatyly / Maria João Brito de Sousa / e António / José (500) / Catarina, e  o Agostinho, acertaram apenas no nome da figura mais conhecida; Indira Gandhi. 

O que não me surpreende, uma vez que - exceptuando um deles - não eram leitores d'A Nossa Travessa - o blog do Henrique.

 


ATÉ UM PRÓXIMO DESAFIO/ ENIGMA, 

DESPEÇO-ME

COM AMIZADE!

( Ao jeito do Eng. Sousa Veloso)










quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

DESAFIO - PERSONALIDADES ( #1 )

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Sem muitas palavras dou início a uma nova série de Enigmas & Desafios sobre personalidades mais ou menos conhecidas, consoante o grau do conhecimento de cada um.

Acredito que vos seja fácil identificar a personalidade feminina, figura muito conhecida de todos quantos se interessam por política universal.

Já quanto à personalidade masculina, tenho algumas dúvidas. Poucas, mas tenho! Contudo, simplificar é o meu lema. Deste modo, a pergunta que vos coloco é a seguinte:

Qual o nome destas duas figuras que, estando lado a lado em aparente amena cavaqueira,  deslocam-se em mundos muito diferentes? E qual o seu papel dentro da sociedade?


 Ex


Peço que as respostas sejam dadas em forma de pistas que não revelem abertamente o nome nem a profissão, ou cargo, que exercem ou tenham exercido. Abro uma excepção para quem tiver muita dificuldade em usar pistas com a subtileza necessária.
[ Ao cuidado do António, do blogue VIDAS.] 

Neste caso recomendo o uso do email.

Podem começar a palpitar!




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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

AQUI PARA NÓS!... # I

 



Muito recentemente tive uma experiência que me veio confirmar uma teoria que fui desenvolvendo, ao longo do tempo, através de outras experiências e culminou com esta última.

O melhor de qualquer acontecimento na vida de alguém, - na minha tem sido assim - não será o acontecimento em si, uma vez que no durante e no após dos factos, nem sempre tudo acontece como projetámos no nosso sonho e/ou, na nossa  mente e desejo.

Portanto, a parte mais fascinante é a expectativa e o empenho com que se viveu o planeamento de algo importante para nós, ou assim o imaginámos. Após a sua concretização poderá o resultado ser tremendamente insatisfatório e até decepcionante...E mais não digo nem acrescento, ao já dito!

Para já e por ora, fico por aqui, nesta minha primeira conversa de Pé-de-Orelha _Com o Leitor.*


Até breve e obrigada pela vossa atenção e paciência em me escutarem.  😊


*  "Conversa de pé de orelha"; conversa em tom baixo, sussurrando; conversa confidencial, sigilosa, em segredo.





  


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

A OUTRA FACE DA POESIA __ DRUMMOND DE ANDRADE.

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E assim, mesmo sem a maioria absoluta, 

foi vencedor o Tema 1.

Que não desanime quem votou no Tema 2.

 Ficará guardado para a Quaresma.

Desfrutem agora 

todos

destes poeminhas.

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 Capa do livro "O Amor Natural".
Companhia das Letras.

Publicado em 1992, cinco anos após a morte de Drummond (1902-1987), "O Amor Natural" surpreendeu aqueles que conheciam o poeta mineiro pelo seu lirismo romântico e a sua representação por vezes abstrata do amor. 

O livro tem 40 poemas que tratam de sexo, desejo e prazer de forma direta e, alguns deles, explícita. A coletânea apresenta textos, na sua maioria, inéditos que ficaram na gaveta por longos anos e outros que tiverem circulação limitada a publicações para o público adulto e grupos artísticos e literários. 

Como observou o escritor Affonso Romano de Sant’Anna, na apresentação do livro lançado pela editora Record:

 "As palavras às vezes copulam semanticamente, e o que encontramos nestas páginas é o êxtase poético de um autor que, ao mergulhar fundo nas suas próprias sensações, desnuda também o leitor, que se vê frente a frente com as suas próprias contradições ao pensar nos limites entre o erótico e o pornográfico, o sexo e o amor".

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Nota da autora do blogue:
Como, a meu ver, toda a pornografia é escabrosa e, pensando eu que, independentemente do conceito de Amar de cada um, o deve fazer e falar na sua intimidade, escolhi alguns poemas eróticos que não ferem a sensibilidade de ninguém. Minha, inclusivé. Depois, tudo o que for subentendido aguça muito mais o 'gozo' ( como diria o poeta).
E agora, vamos aos poemas.
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PARA O SEXO A EXPIRAR

Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante.
Raiz de minha vida, em ti me enredo e afundo.
Amor, amor, amor — o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.

Pobre carne senil, vibrando insatisfeita,
a minha se rebela ante a morte anunciada.
Quero sempre invadir essa vereda estreita
onde o gozo maior me propicia a amada.

Amanhã, nunca mais. Hoje mesmo, quem sabe?
Enregela-se o nervo, esvai-se-me o prazer
antes que, deliciosa, a exploração acabe.

Pois que o espasmo coroe o instante do meu termo,
e assim possa eu partir, em plenitude o ser,
de semen aljofrando o irreparável ermo.

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A OUTRA PORTA DO PRAZER

A outra porta do prazer,
porta a que se bate suavemente,
seu convite é um prazer ferido a fogo
e, com isso, muito mais prazer.

Amor não é completo se não sabe
coisas que só amor pode inventar.
Procura o estreito átrio do cubículo
aonde não chega a luz, e chega o ardor
de insofrida, mordente
fome de conhecimento pelo gozo.

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SOB O CHUVEIRO AMAR 

Sob o chuveiro amar, sabão e beijos,
Ou na banheira amar, de água vestidos,
Amor escorregante, foge, prende-se,
Torna a fugir, água nos olhos, bocas,
Dança, navegação, mergulho, chuva,
Essa espuma nos ventres, a brancura
triangular do sexo — é água, esperma,
é amor se esvaindo, 
ou nos tornamos fonte?

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A BUNDA QUE ENGRAÇADA!

 A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
 
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.

Ora — murmura a bunda — esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gémeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente. 

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se.Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz na
carícia de ser e balançar.

Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,

redunda

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