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segunda-feira, 6 de julho de 2020
sábado, 4 de março de 2017
Até Sempre Querida Amiga.
Ainda me encontro em estado de choque.
Apercebi-me da perda desta Grande Mulher /Amiga, através da publicação num blog do nosso blogobairro.
Esta é a minha homenagem, a única que me ocorre neste momento de consternação profunda.
Lembras-te quando falaste na caricatura do teu livro de curso, referindo até o nome do caricaturista, que neste momento não me ocorre, e eu te pedi para a publicares? Pedi-te autorização e trouxe-a para o meu arquivo. É com esta doce recordação que te quero agradecer tudo o que de bom nos deixaste.
Até sempre Querida Teresa. Descansa em Paz.
Apercebi-me da perda desta Grande Mulher /Amiga, através da publicação num blog do nosso blogobairro.
Esta é a minha homenagem, a única que me ocorre neste momento de consternação profunda.
"Esta foi uma das últimas fotografias que
tirei nas férias de verão, assim em jeito de despedida. Por acaso, lembrou-me
um pequeno episódio da minha juventude, que se conta assim numa penada: fui a
casa de uma amiga e, estávamos as duas em amena cavaqueira, quando a mãe a
chamou para lhe ir fazer um recado; ela pediu-me para esperar e espetou-me com
um livro de poesia nas mãos; à falta de melhor, fui folheando e lendo aqui e
ali até que encontrei este poema:"
"Nunca encontrei
um pássaro morto na floresta
Em vão andei toda a
manhã
a procurar entre as
árvores
um cadáver pequenino
que desse o sangue às
flores
e as asas às folhas
secas...
Os pássaros quando
morrem
caem no céu."
José Gomes Ferreira
(1932)
"Como então, ainda hoje afirmo que não
aprecio poesia, mas desde esse dia sei que não é inteiramente verdade - há
poemas, como este, que me cativam imediatamente pela sua simplicidade."
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