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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

REEDIÇÃO DO PASSATEMPO ANTERIOR.

 Vou começar com as fotos e alguns poemas do livro e depois irei ainda ver se arranjo um vídeo que está intimamente ligado ao tema. Só agora me lembrei, tomara que o encontre.

Eis a capa do livro:


E, também, a contra capa:



Como podem constatar não seria fácil a adivinhação. 😠


Agora, alguns poemas, estes sim, são Haikus, pois têm apenas três versos, sendo o 1º constituído por 5 sílabas, o 2º por sete e o 3º, novamente,  por 5.

Tenho alguns guardados, algures, escritos pelo meu amigo Disancor- Diego Rivera -  a quem eu e os amigos mais chegados tratávamos carinhosamente por Disan.

Aliás, se olharem com atenção para a lateral direita do meu Cantinho, podem ver que a 1ª imagem é de um poema haiku, que este bom e talentoso amigo me dedicou.

Obrigada, Disan!

Voltemos às fotos deste livro, infelizmente bastante desfocadas:


*


Havia mais, mas como estavam pouco nítidas, 

descartei-as.

Tenho de mandar limpar as lentes, a do meu olho esquerdo e a do  smartphone. 😄😂

Parece que não me esqueci de nada, porém, se notarem alguma falha, por favor, digam. Terei todo o gosto em repor o que faltar.

O meu muito obrigada a todos os amigos/as, que me fizeram companhia neste passatempo, pouco convidativo, já que não era conhecido...imaginem, inacreditável, nem a I.A. sabia da sua existência.




❤❤ ❤❤ ❤❤

domingo, 22 de abril de 2018

Cartas De Amor...Quem As Não Tem?...[#3 ]


Hoje apeteceu-me retomar esta rubrica. Porque não?
É bom que se vejam as pessoas famosas sob um outro ângulo. Pelo lado romântico, amoroso, terno...e humano.
Quem, porventura, estiver interessado em saber quais foram as personalidades que escreveram as anteriores cartas de amor 
e só clicar na etiqueta: Cartas D'Amor. 


“O produto mais franco, mais livre e mais privado da mente e do coração humano é uma carta de Amor”

[ Mark  Twain ]





Franz Kafka, enviou numerosas cartas de amor à sua amada Felice. Numa delas, escrita em Fevereiro de 1913, expressava-lhe desta forma o seu duplo amor; por ela e pela literatura:

"Querida:
Peço-te, de mãos postas, que não sintas ciúmes dos meus escritos. Quando as personagens se dão conta dos teus ciúmes, escapam-me; mais ainda quando apenas as tenho presas pela ponta dos seus vestidos. Tem em conta que, se me fogem, mais tenho de correr atrás delas, ainda que seja até ao mundo das trevas, onde é o seu verdadeiro lugar. O romance sou eu; as histórias são eu. Por isso te rogo: onde existe o menor motivo para ciúmes? Sabe, quando tudo entre nós está bem, as minhas personagens vão, de braço dado, ao teu encontro, Felice…Sem ti e sem a minha escrita, não saberia viver”...

(Acho isto tão, mas tão lindo... Tomara que Felice tenha compreendido Kafka...)

*

E, já agora, deixo eu o meu pensamento...

"Só quem nunca amou… não escreveu uma carta de Amor." 
(Digo eu, com alguma convicção, mas não muita. Até porque cada caso de amor, é um caso diferente. )

Convictamente, fica a minha canção deste Domingo.




Como jurei,
Com verdade o amor que senti
Quantas noites em claro passei
A escrever para ti
Cartas banais
Que eram toda a razão do meu ser
Cartas grandes, extensas, iguais
Ao meu grande sofrer


Cartas de amor
Quem as não tem
Cartas de amor
Pedaços de dor
Sentidas de alguém
Cartas de amor, andorinhas
Que num vai e vem, levam bem
Saudades minhas
Cartas de amor, quem as não tem.



***++++++++++***

sábado, 22 de julho de 2017

Cartas de Amor...Quem As Não Tem?... ( # 2)

Não admira que Fernando Pessoa considerasse que todas as Cartas de Amor são ridículas. Pudera! A escrever desta maneira à sua amada...Ora vejam os leitores, como o poeta se preocupava tanto consigo e com a sua saúde.
Ridícula, esta carta, não acham? 




Meu Bebezinho querido:
Sem saber quando te entregarei esta carta, estou escrevendo em casa, hoje, domingo, depois de acabar de arrumar as coisas para a mudança de amanhã de manhã. Estou outra vez mal da garganta; está um dia de chuva; estou longe de ti — e é isto tudo o que tenho para me entreter hoje, com a perspectiva da maçada da mudança amanhã, com chuva talvez e comigo doente, para uma casa onde não está absolutamente ninguém. Naturalmente (a não ser que esteja já inteiramente bom e arranje as coisas de qualquer modo, o que faço é ir pedir guarida cá na Baixa ao Marianno Sant’Anna, que, além de ma dar de bom grado, me trata da garganta com competência, como fez no dia 19 deste mês quando eu tive a outra angina.
Não imaginas as saudades de ti que sinto nestas ocasiões de doença, de abatimento e de tristeza. O outro dia, quando falei contigo a propósito de eu estar doente, pareceu-me (e creio que com razão) que o assunto te aborrecia, que pouco te importavas com isso. Eu compreendo bem que, estando tu de saúde, pouco te rales com o que os outros sofrem, mesmo quando esses «outros» são, por exemplo, eu, a quem tu dizes amar. Compreendo que uma pessoa doente é maçadora, e que é difícil ter carinhos para ela. Mas eu pedia-te apenas que «fingisses» esses carinhos, que «simulasses» algum interesse por mim. Isso, ao menos, não me magoaria tanto como a mistura do teu interesse por mim e da tua indiferença pelo meu bem-estar.
Adeus, amorzinho, faz o possível por gostares de mim a valer, por sentires os meus sofrimentos, por desejares o meu bem-estar; faz, ao menos, por o fingires bem.
Muitos, muitos beijos, do teu, sempre teu, mas muito abandonado e desolado.
Fernando Pessoa

  Carta a Ofélia Queiroz (28 Março de 1920).


Se recebeu uma linda carta de amor e a deseja partilhar connosco, se sente vontade de escrever ao seu amado/a uma bela e sentida carta de amor, venha até cá e abra o seu coração.
Espero por si...Obrigada.:)


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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Cartas de Amor...Quem As Não Tem?... ( # 1)

Pela primeira vez me associo ao Google, ao prestar homenagem a uma grande e admirável figura da Literatura Universal: Victor Hugo.

Simultâneamente, dou início a uma rubrica que espero seja do vosso agrado.
Quem nunca escreveu/recebeu uma carta de amor?




Amo-te, és a minha vida, toda a minha vida. Aqui estou, pois, liberto! Que alegria! Até logo! Amo-te mais do que nunca. E tu, como te sentes esta manhã, minha alegria? Passaste bem a noite, ao menos? Irei encontrar o teu belo rosto radioso como o céu, que ontem chorava e hoje sorri? Preciso que tenhas saúde, que me ames, que sejas feliz. Preciso de ti, da tua saúde, do teu amor, da tua felicidade. Sabes, pobre querida, que podes viver descansada enquanto eu viver. O céu fez as minhas mãos para que reparassem a tua vida meio desfeita, a minha alma para compreender o teu coração, os meus lábios para beijar os teus pés.
(…)
 Olho para o passado com embriaguez, mas não é com menos deslumbramento que encaro o nosso futuro. Eis-nos, agora, um do outro para todo o sempre, sem ansiedades, sem inquietações, sem angústias. Atravessámos e vencemos tudo o que era mau e que poderia ser fatal. Estamos na plena posse dos nossos dois destinos fundidos num só. O nosso amor não terá a frescura dos primeiros tempos, mas é um amor posto à prova, um amor que conhece a sua força, e que mesmo para além do túmulo, espera ser infinito. O amor, quando nasce, só vê a vida, o amor que dura vê a eternidade.
Victor Hugo,  Carta a Juliette Drouet.


Se recebeu uma linda carta de amor e a deseja partilhar connosco, se sente vontade de escrever ao seu amado/a uma bela e sentida carta de amor, venha até cá e abra o seu coração.
Espero por si...Obrigada.:)


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