Borda,
borda, bordadeira
Não
me irrites a meada
Tiveste
tanta canseira
E agora
não bordas nada
Não
bordas, mas já bordaste
Deixaste
teus olhos cansados
Ficaram
para a posteridade
Esses
teus lindos bordados.
Dedico
a mim estes versos
Que
a eles tenho direito
Deixo
bordados dispersos
Bordados
bem a meu jeito.
São
como finas pinturas
Minha
casa é meu museu
Esbeltas,
graciosas figuras
E quem
lhes deu vida, fui eu!
Também
fui moça prendada
Também
tive o meu encanto
Quem
diz que não valho nada
Que
abra a boca de espanto…
:) :)
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