(Reedição)
quinta-feira, 25 de julho de 2024
PARA CONTRARIAR.
terça-feira, 6 de junho de 2023
HOJE HÁ BOA FRUTA.
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| "Cesta de fruta" - Tela de Caravaggio |
Pêssegos, pêras, laranjas,
Morangos, cerejas, figos,
Maçãs, melão, melancia,
Ó música dos meus sentidos,
Deixai-me agora falar
Do fruto que me fascina,
Pelo sabor, pela cor,
Pelo aroma das sílabas:
Tangerina, tangerina.
"FRUTOS"
Poema de Eugénio de Andrade
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Fruta de Cuspo
[Versos meus]
Uma coisa há que me intriga
Me deixa aqui a pensar:
Porque foi que Caravaggio
Não quis meter nesta cesta
A tangerina perfumada
E o seu aroma exalar?
Depois de muito pensar
Cheguei a uma conclusão:
Os frutos com muita semente
São como o peixe de rio
Coisa de se comer a cuspir
E disso ninguém gosta, pois não?!
E o meus prezados leitores, têm um fruto preferido ?
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sexta-feira, 3 de março de 2023
LITERATURA DE CORDEL....SABE O QUE É?
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A literatura de cordel teve a sua origem em Portugal através dos Trovadores Medievais, que, nos séculos XII e XIII, cantavam poemas, espalhando histórias para a população a qual, na sua grande maioria, não era letrada. Com a criação de métodos de impressão em larga escala na época Renascentista* possibilitou-se a grande distribuição da palavra, que, até então, era apenas cantada. Assim o cordel nasceu, popularizando-se pelo povo por meio da exposição dos papéis pendurados em cordas — ou cordéis, como são chamadas em Portugal.
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Este é um exemplo de versos livres, de cordel.
😇
Qual Lady Godiva, monta o seu corcel
Quer evadir-se do mundo enfadonho
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| * O Renascimento promoveu uma reviravolta no comportamento dos europeus. ================================ |
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
AÇORDA D'ALHO...É DO MELHOR QUE HÁ!
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Esta moda alentejana da autoria de Joaquim Banza com música de Joaquim Marrafa, terminou a maré de Fado 2021 no Largo do Porto Covo. Uma iniciativa do Município de Sines. Um grupo de amigos: André Baptista, António Pinto Basto, Bruno Mira, Carla Nunes, Carlos Soares da Silva, Gonçalo Cercas, Gustavo, Joana Luz, Mafalda Vasques, Nuno Amaro e Pedro Sequeira.
É fácil fazer,Dá pouco trabalho...É água a ferverCoentros e alho.Coentros e alhoE água a ferver...Dá pouco trabalho:E é fácil fazer!
Alhos, coentros e sal;Também se faz com poejoEste prato que, afinal,É cá do nosso Alentejo.Depois do alhos pisadosE com a água a ferver,Corta-se o pão aos bocados:Está pronto, vamos comer!(Repete-se o estribilho)
Com o panito bem duroE um ovo que é pra escalfarO azeite bom e puro;Não há melhor paladar!Açorda de bacalhauCom azeitonas pisadas;Também não é nada mauCom umas sardinhas assadas.
(Estribilho, de novo)Lembro-me quando era moço;Antes de ir para o trabalhoComer, ao pequeno almoço,Uma boa açorda de alho.Já meus avós me diziamA força que a açorda dá:«Todos os dia comiamE dez filhos estão cá!»
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
"Humor, Um Analgésico Contra a Tristeza" [Com Adenda]
Não estou triste, mas também não me encontro a morrer de contentamento, pelo que um pouco de bom humor cai sempre bem.
*
Se isto é gozar com a inteligência feminina, saibam que os últimos a rir...riem melhor, claro!
Quando os homens não se sabem explicar dá nisto...
*
Mudando de assunto:
[Tão cedo? Isso deve ser excitação antecipada!]
*
E agora? Quem ficou com cara de tacho?
Finalmente, um miminho para os amigos e visitantes,
que vêm rir comigo.
Bem-Hajam.
😀
[Desta vez dediquei-me às molduras.]
Espero que tenham gostado.
❤❤❤❤❤❤
ADENDA:
quando é dasafiada
domingo, 12 de setembro de 2021
SER OU NÃO SER.
Eu faço versos de desalento
Já que essa dor a sinto no peito
Quis ser poeta mas sem talento
Vi que não sou, não tive jeito!
Corre-me célere por entre rimas
O sangue ardente no fim da vida
Tu sentes pena porque me estimas
Por mim não chores não estou vencida.
Estou bem comigo não tenhas pena
Não sinto a angústia que já senti
Se meu pensamento me torna plena
Não sofras tu o eu que já sofri.
Penas sofro hoje por te perder
Sem te dizer em ardente leito;
o meu sentir...
Porque poeta eu não sei ser___
___Não sou poeta, não tenho jeito!
____****___
sábado, 10 de outubro de 2020
DA LIBERDADE.
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Além Tejo.
O Aquém-Tejo é bonito,
tem belezas de encantar
mas o meu lugar favorito
fica bem pra lá do mar.
É tão lindo o Além-Tejo
com suas planícies douradas
tem ceifeiras que não vejo,
por lá ceifaram dobradas.
Com o decorrer dos tempos
e com toda a evolução
já nada é como era,
tudo sofreu transformação.
Houve mudanças bem vindas
que deram vida aos montados
houve ódios, houve partidas
muitos foram os inconformados
O homem foi substituído
no seu trabalho braçal
pelas máquinas ruidosas
e muitos passaram mal.
Aqueles que lá não viveram
sequer sentiram na pele
o sofrimento e a pobreza
falaram de barriga cheia
serviram-se da ignorância alheia
e se autoproclamaram
arautos em sua defesa.
Eu nasci no Alentejo
e dele sinto saudade.
Quem me dera ver o Tejo
e passar para além dele
ouvindo gritar: Liberdade!!
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quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Doce Sedução de Outono.
quarta-feira, 22 de maio de 2019
Provando A Alcachofra.
A quem agradeço as fotos das alcachofras. :)
vestiu-se de guerreiro,
erecta, construiu
uma pequena cúpula,
manteve-se impermeável sob as suas escamas,
do seu lado os vegetais loucos
encresparam-se,
fizeram-se juncos
bulbos comovedores,
no subsolo dormiu a cenoura
de bigodes vermelhos,
o vinhedo ressecou os sarmentos
por onde sobe o vinho,
o alface dedicou-se a experimentar saias,
o orégão a perfumar o mundo…
…e a doce alcachofra ali na horta,
vestida de guerreiro, brilhosa
como uma granada orgulhosa,
e um dia
uma com outra em grandes cestos de vime,
a realizar o seu sonho: a milícia.
Em fileiras nunca foi tão marcial
como na feira, os homens
entre legumes
com suas camisas brancas
eram mariscais
das alcachofras,
as filas apertadas,
as vozes de comando,
e a detonação
de um caixote que cai,
mas então vem
Maria com o seu cesto
escolhe uma alcachofra,
não a teme, examina-a, observa-a
contra a luz
como se fosse um ovo,
e compra -a, confunde-se na sua bolsa
com um par de sapatos, com um repolho e uma
garrafa de vinagre
até que entrando na cozinha
a submerge na panela.
Assim termina
em paz esta ocupação
de vegetal armado
que se chama alcachofra,
logo, escama por escama
desvestimos a delícia
e comemos a pacífica pasta
do seu coração verde.

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