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...e Cantes até às tantas!
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| Imagem recolhida no site: dicasdeviagem.com |
A minha velha casa,por mais que eu sofra e ande,é sempre um golpe de asavarrendo um Campo Grande.Aqui no meu País,por mais que a minha ausência doa,é que eu sei que a raizde mim também está em Lisboa.A minha velha casaresiste no meu corpoe arde como brasanum corpo nunca morto.Amiga amante,amor distante.Lisboa é perto,e não bastante.Amor calado,amor avante,que faz do tempoapenas um instante.Amor dorido,amor magoadoe que me dói no Fado.Um braço é a tristeza,o outro é a saudade,e as minhas mãos abertassão chão da liberdade.A casa a que eu pertenço,viagem para a minha infância,é o espaço em que eu vençoe o tempo da distância.E volto à velha casa,porque a esperança resistea tudo quanto arrasaum homem que for triste.Lisboa não se cala,e quando fala é minha chama,meu Castelo e minha Alfama,minha Pátria, minha cama.Amiga amante,amor distante.Lisboa é perto,e não bastante.Amor calado,amor avante,que faz do tempoapenas um instante.Amor dorido,amor magoadoe que me dói no fado.Amor magoado,amor sentido,mas jamais cansado.Amor vivido,meu amor amado.Ai, Lisboa, como eu te quero!É por ti que eu desespero!
Letra: José Carlos Ary dos SantosMúsica: António Victorino d’Almeida
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