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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

💚💙💓 PALAVRAS QUE ESCREVI UM DIA E AINDA HOJE MANTENHO, ATÉ QUANDO NÃO SEI. 💓 💙💚

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quinta-feira, 13 de julho de 2023

TERRA DE POETAS E PASTORES...

 ...e Cantes até às tantas!



Adeus ó Vila de Serpa
Das muralhas, casas brancas
De poetas e pastores
E Cantes até às tantas...

"Nesta obra, profusamente ilustrada com desenhos da autora, registam-se modas e cantigas de Serpa bem como contos, lendas, provérbios e canções religiosas. Maria Rita Cortez esclarece que este cancioneiro não resulta de um trabalho de investigação nem mesmo de uma recolha sistemática e exaustiva. Pretendeu a autora, tão somente, passar para o papel recordações de infância recorrendo, quando a memória falhava, a outras pessoas e à pesquisa bibliográfica. A publicação, que a autora dedica às crianças de Serpa, cumpre o objectivo de ajudar a preservar parte importante das tradições orais do concelho."










Nota da administradora do blogue: As duas primeiras fotos são de minha autoria, captadas em Serpa. As segundas, minhas são, porém, a imagem dos desenhos da direita faz parte do Cancioneiro que adquiri na Casa do Cante e, cuja autora, é uma distinta filha da terra, cujo nome encima a capa do dito cancioneiro.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

TAMBÉM EU TE QUERO..LISBOA !!

 

Imagem recolhida no site: dicasdeviagem.com

 

A minha velha casa,
por mais que eu sofra e ande,
é sempre um golpe de asa
varrendo um Campo Grande.

Aqui no meu País,
por mais que a minha ausência doa,
é que eu sei que a raiz
de mim também está em Lisboa.

A minha velha casa
resiste no meu corpo
e arde como brasa
num corpo nunca morto.

Amiga amante,
amor distante.
Lisboa é perto,
e não bastante.
Amor calado,
amor avante,
que faz do tempo
apenas um instante.
Amor dorido,
amor magoado
e que me dói no Fado.

Um braço é a tristeza,
o outro é a saudade,
e as minhas mãos abertas
são chão da liberdade.

A casa a que eu pertenço,
viagem para a minha infância,
é o espaço em que eu venço
e o tempo da distância.

E volto à velha casa,
porque a esperança resiste
a tudo quanto arrasa
um homem que for triste.

Lisboa não se cala,
e quando fala é minha chama,
meu Castelo e minha Alfama,
minha Pátria, minha cama.

Amiga amante,
amor distante.
Lisboa é perto,
e não bastante.
Amor calado,
amor avante,
que faz do tempo
apenas um instante.
Amor dorido,
amor magoado
e que me dói no fado.
Amor magoado,
amor sentido,
mas jamais cansado.
Amor vivido,
meu amor amado.

Ai, Lisboa, como eu te quero!
É por ti que eu desespero!



"A Minha Velha Casa"
[ Fado do Campo Grande ]
Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: António Victorino d’Almeida


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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Terá Sido Feitiço?...


Desde o início deste novo ano que me sinto assim...



No entanto, no último dia do ano passado, ainda me sentia assim:


Que hei-de fazer? 

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

PARAÍSOS PERDIDOS.

                                                                            



A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.
Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.
Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,
Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim, um pouco de quando era assim.
Soneto de Fernando Pessoa.
 

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