segunda-feira, 31 de maio de 2021

ESTA(S)...SÃO UMA E A MESMA PESSOA: EU.

 Quando em 2016 criei um perfil, independente deste da Janita,  atribuí-lhe um  nome de que sempre gostei, por sinal o de uma familiar, a Maria Antonieta, que partiu repentinamente em Janeiro deste ano. A foto de perfil foi um ramo de margaridas - as flores que mais gosto - em forma de coração,  até há relativamente pouco tempo...



...mais propriamente até à altura em que, já nem me lembro onde nem como, o começaram a associar à mulher de Luís XVI de França. Aí, entrei no espírito da 'coisa' e fotografei um quadro que há anos dormia no meu sótão. 

Durante anos não usei esse perfil. Quando o Blogger entrou em remodelações, vi-me muitas vezes inpossibilitada de comentar com a conta do Cantinho da Janita e há blogues que não permitem anónimos incluídos na função URL., pelo que recorri à M.A.


Nunca a Mª Antonieta ofendeu ou ultrajou quem quer que fosse, sempre usou da maneira de ser, e agir, própria da Janita. A razão principal deste postal é esclarecer as pessoas interessadas em me denegrir, de que mais de metade, senão a totalidade, dos moradores do meu bairro blogosférico, já o sabia, pelo que as mensagens para o meu e-mail escritas em maiúsculas, o que em linguagem digital significa gritar, nestes termos, são desnecessárias... 

MARIA ANTONIETA


sábado, 22/05, 17:36 (há 8 dias)

para mim

 Traduzir mensagem

Desativar para mensagens em: inglês

JANITA, TODOS NÓS SABEMOS QUE TU ÉS A MARIA ANTONIETA!!!

Lamento profundamente ter de trazer para o blogue esta mensagem particular à qual não respondi, até porque não contente, a pessoa ainda a publicou num blogue que visito e comento, contudo, impõe-se que mostre a todos os meus leitores que nada temo porque nada devo. 

A Maria Antonieta voltará sempre que a sua presença for requisitada, mas nunca para destratar quem quer que seja. As verdades incómodas poderão ser ditas, sempre que alguém lhe pisar os calos, tal como  à Janita, que até já foi injuriada em blogue alheio ao fazerem graça e rima, com sanita. Isso, ninguém ergueu a voz para criticar...Lá está, infelizmente,  há dois pesos e duas medidas....


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Postal nº 2

"A estátua que construiria para si seria de gesso assente numa base em pedra e a seguir ao seu nome teria a seguinte legenda"

 "Alguém que ficou conhecida pela mulher dois em um porque tanto ensaboava os espíritos como lhes amaciava a alma".

Palavras escritas pelo pintor Luís Rodrigues, que se prontificou, a meu pedido, construir a minha estátua para figurar no Museu de Memórias, como podem ver, aqui.

Para que não se percam nas características das várias estátuas, a de gesso reza assim:

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Eis as duas características que compõem as estátuas da categoria em que fui incluida e resolvi titular:

"Esboço de mim".

 (Sujeito a alteração caso o escultor não aprove)

As de pedra 

são dos firmes

duradouros nas suas finalidades 

resistentes às exaltações 

às tristezas, aos lamentos. 

 

 As de gesso 

são dos que embora belos 

e de aparência sólida 

são esboços, são frágeis 

não resistem às lágrimas

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As pessoas que me conhecem há mais tempo, acreditam que eu seja um esboço frágil que não resiste às lágrimas, ainda que assente em base de pedra? Não pergunto só por perguntar, é que desde que li este meu perfil que ando um pouco confusa.

Obrigada.



Nota: Gostaria que a primeira parte desta publicação não fosse comentada. Quero colocar uma pedra sobre este assunto.

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sábado, 29 de maio de 2021

DEPOIS DE AMANHÃ.

                                


Hoje não quero pensar em nada que me canse,

Nada que me entristeça,

Nada que me derrote, me desanime.

Coisas doces... dêem-me doçuras.

Sejam palavras, olhares, mimos, ânimo, afecto.

Adoçaram-me a boca.

Falta-me a doçura de que a alma precisa

para não me amargar.


 

Quero estar preparada para o amanhã 
que já se faz anunciar.
Tenho o plano traçado,
tudo está delineado 
na minha mente.


E, por favor, não me perguntem nada.
Nada direi ...
                Só depois de amanhã...
 



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quinta-feira, 27 de maio de 2021

HISTÓRIA COM ESTÓRIAS DENTRO.




 A PANELA DE FERRO E A PANELA DE BARRO


A panela de ferro, um certo dia,

Ao sair do esfregão da cozinheira,

     Mui fresca e luzidia,

Disse à de barro, sua companheira: 

     «Vamos dar um passeio,

Fazer uma viagem de recreio».


     - «Iria com prazer, disse a de barro,

     Mas sou tão delicada,

Que, se acaso em seixo ou tronco esbarro,

     Lá fico esmigalhada,

Acho mais acertado aqui ficar,

     Ao canto do lar.

     Tu, sim, que vais segura

A pele tens mais dura»


     - «Se é só por isso,  podes ir comigo;

É medo exagerado o teu; - contudo,

     Se houver qualquer perigo,

     Serei o teu escudo»


A tal dedicação, a tal carinho,

Não pode a companheira replicar,

     E as duas a caminho,

Lá vão nos seus três pés a manquejar.


Mas, ai! não tinham dado quatro passos

Numa vereda estreita,

Eis que se tocam __ e a de barro é feita,

    Coitada, em mil pedaços!


Para sócio não busques o mais forte,

Que te arriscas decerto à mesma sorte.  


  Acácio Antunes

        [das Fábulas de La Fontaine]

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NOTA: Nesta publicação não me foi possível inserir as imagens que pretendia. Fotografei a ilustração que acompanha esta história, do livro de onde a transcrevi, e sempre me aparecia esta mensagem:

"Ocorreu um erro inesperado ao processar a sua seleção. Tente novamente mais tarde."

Se acaso já vos aconteceu o mesmo, gostaria de saber como, e se, resolveram mais esta dificuldade do Blogger.  Obrigada!

ADENDA: Finalmente resolvida, e removida, a dificuldade na ilustração de prosas e poemas, lá estão as amigas panelas e, aqui está, a minha habitual oferta florida para os meus leitores. 


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terça-feira, 25 de maio de 2021

ASSENTOS & PEDALEIRAS.

 



"A BICICLETE"

MOTE

Meu amor já veio de França,
Trouxe-me uma biciclete;
Ele diz que aquilo cansa,
Mas também não paga frete.

GLOSAS

No dia em que ele chegou
Foi ao meu sítio passear,
Pra me ver e pra mostrar
A lembrança que comprou.
Quando em minha casa entrou,
Eu vi a linda lembrança,
E assim me nasceu a esperança
De andar naquilo também...
Fui dizer à minha mãe:
Meu amor já veio de França.

"Se queres. monto-te agora..."
Montou-me, mas foi agoiro,
Aquilo deu logo um estoiro.
Ele disse: "Não demora."
Tirou a coisa pra fora,
Que noutra coisa se mete.
Deu seis sacadas ou sete,
E logo a roda se encheu.
Enfim, para andar mais eu
Trouxe-me uma biciclete...

Às vezes manda-me pôr
No quadro, à frente, e abala.
Depois é ele que pedala,
Mas entrega-me o guiador.
Já tenho dito: "Ai, amor,
Com que força isto avança."
Gosto de andar nesta dança,
Pois não pedalo, nem nada;
Eu vou muito descansada,
Ele diz que aquilo cansa.

Na velocidade, murmuro,
Digo: "Ai, amor, vou pró céu...
Vê lá se rompe algum pneu,
Conta amor com algum furo..."
Diz ele: "O pneu está duro,
Só um prego que se espete,
Ou alguma camionete
Que não buzine, nem toque."
Sujeita-se a gente ao choque,
Mas também não paga frete!

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Claro! Está mais que visto. 
Quem escreveu isto
Foi o Poeta que adoro, 
Por ele eu canto e choro
E mesmo sem pedalar,
Eu quero é rir e cantar.
Quem for de erudições
Não me venha com sermões
Pois gosto de ser assim
Sou doida, mas não sou ruim.


Como já perceberam, a última Glosa (ou o que lhe quiserem chamare a foto, são da autora do blogue.
O poema,  é do Poeta popular - que amo de paixão - 
António Aleixo



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segunda-feira, 24 de maio de 2021

VINHO DO PORTO.

 

Caves de Vinho do Porto - Gaia -
Foto minha


Há lugares especiais que marcam as nossas vidas com gratas lembranças.

Deles guardamos o cheiro, palavras soltas, sorrisos e sabores.

De repente, anos depois, quando nos deparamos com a recordação visual desse lugar, apercebemo-nos, ao olhar para trás, que não foi o lugar em si que nos marcou e fez feliz, apesar dos cheiros e dos sabores agradáveis.

Foi a acompanhia. 

Foi a alegria verdadeira e única,

de termos connosco todos os que amamos ____

____  hoje separados e  tão distantes uns dos outros,

mas sempre próximos pelos laços do amor e do sangue.


Também nos acompanha hoje. a recordação da voz do nosso saudoso Carlos Paião.


 



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sábado, 22 de maio de 2021

GATARIA.

 



Chegaram nem sei de onde

Trazidos não sei por quem.


Foram ficando e comendo

Foram-se ambientando


Foram crescendo e gostando.

Não sei de onde vieram


Mas se agora me os pedissem

Não os daria a ninguém.





😺    😻     🙀

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Desejos Absurdamente Legítimos.

 

MORTE


Morte, dizei-me

Dia, hora, local.

Tenho de procurar

As minhas cuecas pecaminosas,

Marcar uma consulta

Com um pedicuro.


Eunice de Souza 

  (1940 - 2017)                                        




"Eunice de Souza, escritora indiana, deixou uma poesia, íntima, ácida, feminista e directa. Pouco conhecida, materializou o verbo poético em língua inglesa e cresceu sob a influência da cultura indiana e católica, o que marca seu texto em tom de crítica."  





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Também à autora deste blogue lhe assiste o  direito de fazer o seu pedido à mesma entidade, homessa!

***

Também não quero, 

Ó  Morte 

ser apanhada de surpresa!

Avisa-me com tempo

O dia certo em que chegas.


Há tanta loucura que não fiz

Há tantos beijos 

que não dei.


Não me ceifes a vida, 

Ó Morte

Sem que se cumpra o meu desígnio: 

 Conhecer e amar loucamente aquele pelo qual 

aqui cheguei...


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quarta-feira, 19 de maio de 2021

OS AIS DA MARIA....

 

A UmaMaria é uma amiga recente, boa conversadora, culta, simpática e de trato afável.  Diz ela que espera a aposentadoria para criar um blog...Entretanto vai circulando pela blogosfera espalhando bom humor e opinando, com assertividade e bom senso, sobre os diversos temas que vão sendo abordados, aqui e ali. Este seu comentário deu ensejo a este postal em sua homenagem:

"Há muitos, muitos anos, devia ter uns 20 e poucos, fui tratar um dente. O médico ainda nem me tinha tocado e eu já estava aos ais! Passei uma vergonha...."


                                                                                  



Foi mais ou menos isto que aconteceu contigo, ou os teus Ais foram mais expressivos, Maria?

😂😂😂😂😂😂😂








segunda-feira, 17 de maio de 2021

DOS JULGAMENTOS.

 



Alimento da Alma.


Não me julgues mal pelo que digo

Não deixes de me querer por não confiar

Eu sou o produto dos tempos em que vivo.

Onde é proibido confiar, crer e sonhar.


Quisera ser aquilo que já fui

Acreditar no amor e na  bondade.

Hoje sou o produto que não quis

Sem crenças nem fé, até na amizade.


Porém, espero e creio poder ainda ser

Não o ser perfeito, porque tal não existe

Mas quero voltar a poder acreditar


Naquilo em que um dia acreditei

Sem reservas, só crer por crer

Em ti, e na força que ainda em mim persiste.


Fotografias e palavras da autora do blogue.





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sábado, 15 de maio de 2021

VOZ LUNAR.

 

Foto Minha

Que voz lunar insinua

o que não pode ter voz? 


Que rosto entorna na noite

todo o azul da manhã? 


Que beijo de oiro procura

uns lábios de brisa e água? 


Que branca mão devagar

quebra os ramos do silêncio?


 Eugénio de Andrade


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quinta-feira, 13 de maio de 2021

HOJE TREZE DE MAIO.......

 ........o meu netinho Noah - o benjamim da família -  completa dezanove meses de vida.

Ainda se lembram? 

😊



Netos são heranças

legados divinos,

 sem nada fazermos 

nos caem no colo

em forma de hinos.


Mas se recebermos

mais uma riqueza,___

___ quando não esperamos,

a herança é maior

mais bela e bem-vinda

plena de encanto

e muita beleza!


Parabéns Noah, muitos beijinhos da Avó. 



💙 💙 💙 💙


quarta-feira, 12 de maio de 2021

AMIGOS IMPROVÁVEIS?

 Não! Provavelmente os melhores amigos!

Os mais protectores e mais solidários.



Um exemplo para muitos  humanos, por vezes, insensíveis  até à voz do sangue.

Vamos aprender a dar sem pensar no retorno...vejamos este poema:

 

–Te amo... ¿Por qué me odias?

–Te odio... ¿Por qué me amas?

  Secreto es éste el más triste

  y misterioso del alma.


 Mas ello es verdad... Verdad

dura y atormentadora!

–Me odias porque te amo;

te amo porque me odias.

 

                   [ Autora: Rosalía de Castro ]

❤ 

Para quê a contradição?... Porquê não amar simplesmente deixando falar o coração? Assim...


Amo-te mesmo que me não ames
Sem segredos, quero a tua felicidade.
Se me não amas, que ao menos
         me não odeies, deixa que te ame eu ____ 
____em segredo.

 

 ❤    ❤


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segunda-feira, 10 de maio de 2021

L E I L O E I R A.

 


 Vou vender o meu jardim com flores

 Relva verde, malmequeres às cores

 Borboletas e passarinhos

 Ninhos de melros e estorninhos.


 Acho que se o leiloar

Será mais rentável e

divertido

Bato na mesa com o martelinho

Grito __ quem dá mais?

Há grande algazarra, uma confusão.


 Chegando a hora de o entregar

 Choro com saudades

 Desfaço o leilão

 e volto para casa com as flores na minha mão.



 

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sábado, 8 de maio de 2021

Já Fui Feliz Aqui. # LXII

 

Casa do Alentejo - Lisboa - Outubro de 2017
(Não tenho bem a certeza, mas devo ter sido eu a fotógrafa,
uma vez que não me vejo entre os convivas)

Há momentos que vivemos e não voltam.

Não voltam os bons nem os maus.

Ainda bem que assim é

por que momentos há que,

 se voltassem,

talvez já não trouxessem

o encanto, a alegria e o espanto

que senti e  se foi esvaindo com o tempo.

Para tudo há um tempo certo, penso.


Assim, guardo em mim, intocável,

 a alegria e a emoção

 daquele dia memorável...




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Nota: Ao fundo, vemos o saudoso Amigo Rui Espírito Santo, em amena cavaqueira, com a fugitiva  Graça Sampaio.

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sexta-feira, 7 de maio de 2021

Mademoiselle Kina.

 





Eu tenho 
Dois amores
Parecidos, mas não iguais
E são ainda parentes
de quem gostaram mais 
- e mais delas gostou - 
Uma, toda ela é nobreza
Chama-se Pórcia, é da realeza
Rosto pálido
a quem o Sol nunca beijou.




Já esta outra, simples e morena

É bem mais bela, 

donzela sem exotismos.

É moça do Povo, 

chama-se Joaquina

E cismou agora ( aonde já se viu?)

de querer ser tratada por...

                                                       ....Mademoiselle Kina.

 

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quarta-feira, 5 de maio de 2021

TAMBÉM POR AQUI....

 ....existe um pequeno Paraíso.

E a Primavera manifesta-se, generosa, verdejante e bela.





As hortênsias começam a ganhar forma. À medida que forem crescendo
e tomando beleza e cor, ir-vos-ei dando conta dessa transformação.

Também as coroas-de-rei se vão formando...


A dália, cujos bolbos nunca retiro da terra, receando esquecer-me

 de os plantar, mesmo lutando contra a força perniciosa

 das ervas daninhas, lá vai mostrando que ainda está viva e resiste... 



Neste ponto, olho para o fundo do quintal e vejo algo vermelho

que me chama a atenção. Fui ver...


...Entre uma pernada caída do dióspireiro e um tufo de alecrim,

está uma papoila desmaida e frágil, quase sem cor.


O vermelho do seu trajar não é vermelho-sangue,

não é da cor de um rubi....


Mas é uma papoila que me foi enviada, por uma força

generosa, sabendo da minha saudade de ti...


❤  ❤  ❤  ❤  ❤