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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

NEM SEI QUE TÍTULO DÊ A ESTE POSTAL...DEIXO ISSO AO VOSSO CRITÉRIO.

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Dezembro - 2022 - se não estou em erro -
ou seria 2023? *



Estimados visitantes e amigos:

Por favor, tentem compreender-me e não levem a mal.
Durante uns dias vou ficar...



Tenho andado sem tempo nem ideias. Num estado de completa inércia mental em que nada me ocorre e a preguiça me domina.
Irei seguir a filosofia  de vida de alguém que há longos anos admiro e muito respeito, embora saiba que tais sentimentos não são recíprocos, mas isso nem vem agora ao caso. 
O que vem ao caso e me saiu ao acaso, é que acredito piamente que, "quem não faz nada, dificilmente o faz mal..."
😋

Espero, portanto, quando voltar, trazer-vos algo verdadeiramente digno da vossa atenção, agrado, simpatia e amizade.

Breve Nota: 
Se alguém se interrogar acerca desta minha foto ter sido manipulada. Digo, sim, foi. Não tenho os olhos esverdeados nem as pestanas tão compridas. Tudo obra de uma jovem minha amiga que se lembrou de me fazer esta surpresa. Nem sei como tal coisa se faz. Mas lá que saí favorecida.... 😁

Janita


ATÉ BREVE!

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

BREVE PAUSA....



...As Festas São Joaninas e algo a elas associado, que me é muito caro, para além das Rusgas, das Marchas, dos manjericos, das quadras, da sardinha assada e dos alhos porros; são o motivo que me leva a uma curta ausência do meu Cantinho.
Quem gosta de me ver por aqui - e por acolá - não se preocupe, estarei com os olhos postos nas vossas publicações. E, sempre que possível, lá estarei a lançar os meus bitaites!!


Este manjerico foi obra minha, publicado no meu blog, pelo São João de dois mil e doze!! :)


FELIZ  SÃO JOÃO
 PARA TODOS VÓS, MEUS AMIGOS/AS.



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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ondas de Prazer.

Imagens recolhidas na Net

 

Ó vagas de cabelo esparsas longamente
Que sois o vasto espelho onde eu me vou mirar
E tendes o cristal dum lago refulgente
E a rude escuridão dum largo e negro mar.
 
    (…)
 
Ó mantos de veludo esplêndido e sombrio,
Na nossa vastidão posso talvez morrer!
Mas vinde-me aquecer, que eu tenho muito frio.
E quero asfixiar-me em ondas de prazer.
 
Cesário Verde in Meridional
 
 
 
 
ADENDA: Informo os leitores e amigos deste meu simples e despretensioso espaço que, durante algum tempo, ficam encerradas as publicações. Digamos que ando a pensar fazer umas remodelações cá no estaminé...:) No entanto, andarei pelas redondezas e não deixarei de ler o que escreverem. Entrarei pelos vossos cantinhos, se mo permitirem, com a amizade e a boa vontade de sempre, e lá deixarei o meu parecer se tiver algo para dizer!
 
Beijinhos para todos e o meu muito obrigada pelo carinho e compreensão que sempre me dispensaram.
 
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Saudades do que não vivi...

Saudades da Terra

Uns olhos que me olharam com demora,
não sei se por amor se caridade
fizeram-me pensar na morte e na saudade
que eu sentiria se morresse agora.
 
E pensei que da vida não teria
nem saudade nem pena de a perder,
mas que em meus olhos mortos guardaria
certas imagens do que pude ver.

Gostei muito da luz.
Gostei de vê-la
de todas as maneiras,
da luz do pirilampo à fria luz da estrela,
do fogo dos incêndios à chama das fogueiras.
 
Também gostei do mar. Gostei de vê-lo em fúria
quando galga lambendo o dorso dos navios,
quando afaga em blandícias de cândida luxúria
a pele morna da areia toda eriçada de calafrios.
 
E também gostei muito do Jardim da Estrela
com os velhos sentados nos bancos ao sol
e a mãe da pequenita a aconchegá-la no carrinho
e a adormecê-la
e as meninas a correrem atrás das pombas
e os meninos a jogarem ao futebol.

A porta do Jardim, no inverno, ao entardecer,
à hora em que as árvores
começam a tomar formas estranhas,
gostei muito de ver erguer-se
a névoa azul do fumo das castanhas.

Também gostei de ver, na rua, os pares de namorados
que se julgam sozinhos no meio de toda a gente,
e se amam com os dedos aflitos, entrecruzados,
de olhos postos nos olhos, angustiadamente.
E gostei de ver as laranjas em montes, nos mercados.
As mulheres a depenarem galinhas
e a proferirem palavras grosseiras,
os homens a aguentarem e a travarem os grandes camiões pesados,
e os gatos a miarem e a roçarem-se nas pernas das peixeiras.

Mas ... saudade, saudade propriamente,
essa tenaz que aperta o coração
e deixa na garganta um travo adstringente, essa, não.
Saudade, se a tivesse, só de aquela
que nas flores se anunciou,
se uma saudade alguém pudesse tê-la
daquilo porque não passou.

De aquela que morreu antes de eu ter nascido,
ou estará por nascer - quem sabe? - ou talvez ande
nalgum atalho deste mundo grande
para lá dos confins do horizonte perdido.

Triste de quem não tem,
na hora que se esfuma,
saudades de ninguém...
nem de coisa nenhuma!

António Gedeão


A todos os meus seguidores e  amigos /as desejo um bom feriado e fim-de-semana. Fiquem bem e façam por ser felizes...fazendo felizes aqueles a quem querem bem. Espero voltar um qualquer dia da próxima semana. Beijinhos para todos.

Janita