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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Perfume de Mulher.

 



Mulher


Mulher é Mãe

é flor delicada

é perfume suave

paciência infinita.


Seja humana gente

seja fera ou bicho

Mulher ama sempre

sem esperar nada...







sábado, 15 de dezembro de 2018

MULHER.

Pequena Cantiga à Mulher


Onde uma tem
O cetim
A outra tem a rudeza
Onde uma tem
A cantiga
A outra tem a firmeza
Tomba o cabelo
Nos ombros
O suor pela
Barriga
Onde uma tem
A riqueza
A outra tem
A fadiga







Tapa a nudez
Com as mãos
Procura o pão
Na gaveta
Onde uma tem
O vestígio
Tem a outra
A pele seca

Enquanto desliza
O fato
Pega a outra na
Enxada

Enquanto dorme
Na cama
A outra arranja-lhe
A casa

Poema de Maria Teresa Horta

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Pergunta: Alguém me sabe dizer qual das três Marias, que vemos na foto, é a autora deste poema?

Então...digam-me lá...será a da esquerda, do centro ou da direita?




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quarta-feira, 7 de março de 2018

SER MULHER, É....


…alguém,
que não é forte nem fraca
nem sensual, nem insossa
nem exuberante nem amarfanhada
leal, verdadeira.
Impaciente,
boa confidente.
Nem santa nem pecadora
Nem cobarde, nem lutadora…




Mulher…
é um ser humano normal.
É  uma mistura
especial de argamassa
Um pouco de cimento de bem  
Alguma areia de mal
Tudo isso é que a torna
Num ser tão ( pouco ) especial…
...afinal.


…Assim, como sempre fui

 sou e serei.

 Essencialmente…


Mãe!!








terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Doce Vingança....




 Corpo de mulher, brancas colinas, coxas
                                                          [brancas,
pareces-te com o mundo na tua atitude de
                                                          [entrega.
O meu corpo de lavrador selvagem escava em ti
e faz saltar o filho do mais fundo da terra.

Fui só como um túnel. De mim fugiam os
                                                          [pássaros,

e em mim a noite forçava a sua invasão
                                                          [poderosa.
Para sobreviver forjei-te como uma arma,
como uma flecha no meu arco, como uma pedra
                                                 na minha funda.
Mas desce a hora da vingança, e eu amo-te.
Corpo de pele, de musgo, de leite ávido e firme.
Ah os copos do peito! Ah os olhos de ausência

Ah as rosas do púbis! Ah a tua voz lenta e
                                                          [triste!

Corpo de mulher minha, persistirei na tua graça.
Minha sede, minha ânsia sem limite, meu
                                                          [caminho indeciso!
Escuros regos onde a sede eterna continua,
e a fadiga continua, e a dor infinita.



(Pablo Neruda, in "Vinte Poemas de Amor
e uma Canção Desesperada" )

 
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