Não quero
ser esta sombra.
Nem
sequer sombra quero ser.
Olho-me e não
me reconheço.
Recuso ser uma sombra
De quem
fui e não sou mais.
Vou fugir
da minha sombra
Em busca de
claridade.
Ah, agora
sim…
Tudo fica
luminoso.
O Rio? A
Ponte?
Mas, para onde fugiu
a tão esperada grandiosidade?
E eu?
Rio de
mim ou do medo
Da
dolorosa saudade?
Na
verdade, rio de mim, sim;
E também para
disfarçar uma certa nostalgia…


