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segunda-feira, 25 de abril de 2022

EM ABRIL...

 ...TODAS AS FLORES FLORESCEM. 



PORÉM, SERÁ  QUE  PERMANECEM  PARA  SEMPRE  BELAS E FLORIDAS, OU, COM O DECORRER DOS TEMPOS,  ALGO  ACONTECE  QUE LHES TIRA O BRILHO, O ENCANTO, E ELAS, AS FLORES,  COMO TUDO NA VIDA, FENECEM? 
TALVEZ POR ISSO, NESTE  DIA,  TANTO  SE  FALE EM  RENASCER...!

*



(...)

Noutro Abril alegre,

Noutra tarde clara,

O balcão florido

Solitário estava...

Nem a pequenina,

Risonha e rosada,

Tampouco a irmã triste,

Silenciosa e pálida,

Nem a negra túnica,

Nem a touca branca...

*

Apenas no fuso

O linho girava

Por mão invisível;

E na obscura sala

A lua do límpido

Espelho brilhava...

Entre os jasmineiros

E as roseiras brancas

Do balcão florido,

Olhei-me na clara

Noite enluarada

Na lua do espelho,

Que longe sonhava...

Abril florescia

Frente à minha janela.

 

Excerto (final) do Poema "Abril Florecía" 

de Antonio Machado.

(1875-1939)

Nota: Se não vos custar muito, gostaria que lessem o poema enquanto o escutam, na voz pausada e de excelente dicção da declamadora. Apreende-se melhor o sentido do poema.

* *

Não tem este Dia, 

[25 de Abril]

Partido nem dono

Não tem tom vermelho, 

laranja ou rosado.

Sequer é azul ou amarelado

A  sua cor é da cor da Liberdade, somente.

Se foi conquistada é para toda a gente.


Que se mantenha sempre

viva e perene,

qual folha verde de frondosa Árvore

 abrigo de Todos

que a Todos pertence.


Oliveira - árvore sagrada.

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💙  💛

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domingo, 25 de abril de 2021

TECENDO A LIBERDADE SONHADA.

 





Tecida em linhas de pranto

Ungida com dor e amargura

Foi-se tecendo lá longe

na dura terra africana

A Liberdade sonhada.

Para dar fim à ditadura.


Ao romper da Madrugada

De um dia que ficou na História

Acorda o povo estremunhado

Sem saber estar  acordando

Para um doce sonho de glória.


Sem uma gota de sangue derramado

Se teceu de luz, de sonho e ilusão,

A Liberdade sonhada. 

Em 74 gritada

Viva Portugal. 

Vivam os Capitães

Viva o 25 de Abril. Viva  a Revolução.




Imagem superior e vídeo, DAQUI




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sábado, 25 de abril de 2020

"Nem o Tempo Nem a Morte..."




Na ausência das celebrações deste Dia histórico, pelas ruas das cidades, dia esse que marcou, indelevelmente, a História de Portugal. Sem a pompa e circunstância habituais, na Assembleia da República,  - com duas ou três excepções,  por motivos vários -, durante estes quarenta e seis anos de Revolução, decidi celebrar eu.

Porque sim, porque me apetece.

Na sequência da minha vontade, e porque poeta não sou, fui roubar este belo Soneto à Poetisa que, com enorme generosidade, partilha a sua poesia connosco; a Maria João Brito de Sousa.




25 DE ABRIL, SEMPRE!


Chegou enchendo as ruas da cidade,
Pintando cada casa de vermelho,
Deixando que um do outro fosse o espelho
Que em cada um espelhava a liberdade.

Semeou as sementes de igualdade
Nas já cansadas mãos de cada velho
E do jovem também, sem um conselho,
Que tempo nunca teve, ou mesmo idade.

A todos pertencia e, por igual,
De todos foi repasto e comensal
Na grande mesa da libertação.

Fomos nós, povo, quem o conquistou
E a nós cabe lembrar que, se murchou,
Reavivá-lo está na nossa mão!

*
ELA, que é Poeta:

*


E porque agora, mais do que nunca, este tempo  é um tempo de mudança, e porque;  «Nem o Tempo Nem a Morte Quebra a Proa do Mais Forte», aqui estou eu, hoje, com aquele que foi o mais forte entre os mais fortes: na resistência e luta por uma sociedade  livre, mais equitativa e mais justa, usando como arma somente a palavra e o seu talento de cantautor:  Zeca Afonso.



                                                                
 
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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Para ti, Zeca Afonso!


Viva o espírito da verdadeira Liberdade!

                               



Corrupção, interesses políticos e ganância,  jamais!

Não foi esse o teu e o nosso sonho, de  há quatro décadas. 
Não foi para isto que escreveste  e entoaste a canção que simbolizou, em toda a Europa, a força Fraterna da Liberdade.
Tirania, miséria  e mordaças, nunca mais!
Viva Portugal!

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Futuro...




                                                                      (...)

"Depois da tempestade há a bonança
Que é verde como a cor que tem a esperança
Quando a água de Abril sobre nós cai"

José Carlos Ary dos Santos


 
                                                             
E agora?....

Isto vai, meus amigos...Isto vai?


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quinta-feira, 25 de abril de 2013

...Para Que Não Digam Que Não Falei De FLORES...

              


Abril   ( Maria del Mar Bonet )




Como um pássaro pousado
no topo de uma árvore,
Abril espera o tempo oportuno,
sabendo que tudo muda.

 
 A erva mais insignificante
verdeja promessas de bom tempo,
quer o céu esteja cinzento, quer azul.



Entre o pólen doirado
que cai dos plátanos
passa a gente indiferente;
entre chispas incandescentes e feridas
canta e ajuda o vento.
 
 
Um Abril me vai trazer
pelo ar uma canção,
o meu amigo cantava-a,
também a quero cantar eu!
 
Ai Abril, mês amoroso,
ar de luz,
voo de sementes!
 
 
Que nos trará o rio de Abril
na sua corrente:
água pura, água turva,
boas horas ou tempos maus?
Serão de morte ou de vida
estas flores?
Eu quero do meu amigo,
cravo de bons aromas.
 
 
 
 
Querido, não estejas triste
se te custa respirar,
se Março não nos trouxe mudança
um bom Abril o fará.