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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Um Pouco de Tudo É Nada.


Serpa - Baixo Alentejo



Às vezes entre a tormenta,
Quando já humedeceu,
Raia uma nesga no céu,
Com que a alma se alimenta.

(…)

Fernando Pessoa  - in "Cancioneiro"
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E assim, eu estou... Entre a nesga do céu e a tormenta.


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quarta-feira, 25 de março de 2020

AUSENTES QUE ME FAZEM FALTA -



Sinto falta da boa disposição do Rafeiro Perfumado. Do seu sentido de humor, ora sarcástico, ora aparvalhado, mas que sempre, sempre, me alegrava e fazia rir.





Sinto falta da querida Ni. Das suas palavras amigas, dos seus passatempos/desafios que apelavam à criatividade dos seus amigos/as, da sua música. De tudo, enfim...

Então, Ni Maria? Que é feito de ti? 

*


Sinto falta  do Rui Pascoal, dos seus pequenos poemas e das telas pintadas com pinta, sempre dedicadas à sua amada. 

*



Sinto falta da minha querida Loli, das suas palavras doces e amigas, que partiu para o país do Sol-Nascente e nunca mais deu notícias. 

*



Sinto falta do Mário, muita, mesmo! O fotógrafo portuense que fotografava "Como Se Dissesse".


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Sinto falta dos textos do autor de "Ponteiros Parados", que há vários meses não vem dar corda ao relógio. Das suas idas ao baú, das suas riquíssimas vivências...

“Saio de Lisboa de manhã muito cedo rumo a Torres Novas e na zona do Carregado entro num túnel de nevoeiro. Na paisagem, para além da película branca, apenas vagas formas esverdeadas das árvores que acompanham a estrada. E sinto-me como se estivesse num filme de Antonioni, uma percepcão cinematográfica de mim próprio acentuada pelo facto de coincidir com um adágio da ópera que vinha ouvir, tornada música de fundo. Como se eu fosse um espectador numa sala de cinema, vendo-me a mim próprio conduzir um carro no meio do nevoeiro.” 


 (…) 


25 setembro, 2019

 

Gostariam de ler o resto? Vão até lá, cliquem nos links, não fiquem apenas por estas palavras que escrevo, pois são uma simples gota de água, no imenso oceano para onde vos envio. Isto, é extensivo a todos os links deste post.


*


Sinto falta do Sentires e Pensamentos da Flor de Jasmim, dos seus céus maravilhosos, sobretudo, os pores-do-sol. Do seu aroma, dela, enfim...

*
Por último, mas não menos importante, sinto falta dos chilreios do Xilre.

Esse escriba que, pleno de arte e magia, vai esculpindo em cada leitora, a receptora, única e especial, da sua poesia.


4.3.20








todos os dias recolho os traços
de ti que o vento traz e te recrio


completo, recomeço, todos os dias
te teço, como um escultor de sonhos


todos os dias és tão nova para mim. 

*




 
Tão carente me sinto, que até sinto falta de mim!






A propósito, alguém me sabe dizer quem é o jovem simpático para quem eu olho, com ar embasbacado?

Esta é difícil, acreditem!!

:)

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quarta-feira, 6 de março de 2019

HÁ DIAS EM QUE A SAUDADE TEM NOME. [1]


Hoje, chama-se Guma Kimbanda.

Caixa de Poemas.
O poema que publico, faz parte desta colecção.



Ausente.




"Ando ausente de mim, algures
e isso me dá saudades do que vou ser
e de um tempo antigo.
Se me encontrares vagabundeando
em lugar de nenhures,
dá-me a mão, fico feliz indo contigo.
Não me devolvas, fico bem assim,
perdido de mim, mas te encontrando."




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segunda-feira, 2 de julho de 2018

CHÃO.


Deambulando por ruas da zona antiga de Serpa.



CALA-TE

Cala-te, voz que duvida
e me adormece
a dizer-me que a vida
nunca vale o sonho que se esquece.
Cala-te, voz que assevera
e insinua
que a Primavera,
a pintar-se de lua
nos telhados,
só é bela
quando se inventa
de olhos fechados
nas noites de chuva e de tormenta.
Cala-te, sedução
desta voz que me diz
que as flores são imaginação
sem raiz.
Cala-te, voz maldita
que me grita
que o sol, a luz e o vento
são apenas o meu pensamento
enlouquecido…

( E sem a minha sombra
o chão tem lá sentido?! )




Poema de José Gomes Ferreira
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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Já Fui Feliz Aqui. [ XLIV ]


Homessa!!  A música pode estar demasiado alta e eu não estar velha!!
E ainda dizem que provérbios são  voz de Deus...por serem voz do povo.
Não acredito!





Tenho uma saudade tão braba
Da casa onde já não moro
Que por vezes bebo a baba
Do muito pranto que choro

*

Os meus  bem querem que eu vá
Bem que me querem levar
Um dia irei; lhes digo eu, quiçá,
Ou, quiçá,  para sempre, aqui vá ficar.

*

[ Que me perdoe o querido Professor Vitorino Nemésio por me ter inspirado no seu poema: "Tenho Uma Saudade Tão Braba". ]





quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Confissão.



Vá lá saber-se porquê, ou melhor, sei...

...lembrei-me desta lembrança, singela e tão amorosa, que o meu filho fez e me enviou por e-mail neste dia da Mãe em 2012...Já nesse tempo sentia tanto a sua falta, mas agora...ainda a sinto mais...talvez porque o saiba mais longe.




Este poeminha de Mário Quintana, faz, neste momento, todo o sentido, para mim...por todos os motivos e mais alguns.


Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há-de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!






sexta-feira, 26 de maio de 2017

RELÍQUIAS.

Dos cinco filhos do Mestre Francisco Favinha - fotógrafo de profissão - foi a filha mais nova que lhe herdou o talento, o gosto pela Arte e o negócio, ao qual deu continuidade. Todas as fotos que aqui vos tenho mostrado, da minha infância,  foram tiradas por ele.  Umas no seu estúdio, e aquela em que - juntamente com a minha mana - fui madrinha de casamento de uma prima, em substituição de minha Mãe, sua madrinha de baptismo.
Essa, foi tirada na escadaria da Igreja de São Salvador ( que já conhecem). Os Favinha foram meus vizinhos, desde que me conheci por gente, até irmos morar para a casa do meu Avô. A futura fotógrafa, e eu, fomos sempre grandes amigas e colegas de escola. A nossa amizade acompanhou-nos enquanto fomos crescendo, até que, tinha eu doze anos, a vida nos separou. Nunca deixei de a visitar sempre que ia à terra.  Assim foi até aos dias de hoje. Pois a minha amiga Lena, cujo negócio deixou de ser o que era, pelos motivos óbvios, andou a procurar nos arquivos do pai e descobriu negativos de tempos idos. Revelou as fotos e fez uma exposição de relíquias. Entre essas relíquias do passado encontrou uma que vale uma vida. A nossa. Uma foto de meninas que frequentavam a Escola Primária Feminina. Entre elas estamos nós. Tive dificuldade em me reconhecer, já a Lena, identifiquei-a de imediato. 



A minha amiga é a primeira menina que se encontra na primeira fila, à esquerda, a contar de baixo, e a única que não olhou para a câmara. E eu? Alguém me reconhecerá?
Como pista direi que sempre gostei de franja, tanto quanto abominava os laçarotes no cabelo. Detestava aqueles repolhos que as pobres crianças eram obrigadas a equilibrar na cabeça. A minha querida Mãe, sabendo disso, nunca me forçou a tal sacrifício. 
Ah...também estou na mesma fila e não tenho o rosto moreno. Há uma menina que está a meu lado, que nunca esqueci, porque ser uma criança tão sábia e inteligente, como se fosse uma sábia anciã. Esteve poucos meses connosco. Não era da terra. Fiz-lhe companhia na sala de aula, muitas vezes, durante o recreio, por lhe ser  impossível correr. Foi a melhor recordação que trouxe dos meus tempos de menina. Obrigada, Lena!

Então? Quem adivinha qual destas meninas, sou eu? :)