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quarta-feira, 29 de março de 2017

BLUFF...

DAQUI

O quarto encontrava-se completamente às escuras. O vento e a chuva fustigavam as janelas. Estava deitada na cama a ouvir a tempestade, de olhos fechados, respirando um ar pesado, sufocante, tapada apenas com um fino lençol.
Na sua mente teimava em passar, como num filme, a imagem de alguém que não conhecia, mas à qual havia dado uma identidade. Ilusória, sabia, tanto mais que não conseguia dar-lhe forma, apenas se delineavam traços de uma personalidade forte. Ah, aquela voz extraordinariamente doce e profunda... O equívoco na chamada telefónica que não lhe era destinada roubara-lhe noites de sono transformando-as em pesadelos.
Soltando um suspiro resignado e simultaneamente decidido, eliminou aquele número maldito que teimava em dançar na frente dos seus olhos. Sentia a pele escorregadia de suor.


Com um ruído surdo fechou bruscamente o livro.

Raio de vida aquela. Maldita obsessão a sua por romances em que imaginava sempre que a personagem central, uma bela e solitária mulher, vivia na incessante procura do homem ideal…que poderia perfeitamente, ser ele... e nunca era!...




                                                 

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domingo, 14 de junho de 2015

Afinal, Em Que Ficamos???

Imagem DAQUI. Agradecia que lessem o texto.
 O tema em questão já não é novo, mas como esta saga
 não tem fim à vista...
Se o/s administrador/es deste blog entenderem ser abusivo
o uso da imagem, retirá-la-ei.
…O José era um político
Com um nariz engraçado
Que por ordem d’um Juiz
Acabou engavetado.
 
O José tinha um amigo
A quem correu bem a vida
Comprava-lhe apartamentos
Livros, carros e comida.
 
Vivia modestamente
Com os frutos do seu labor
Vestia discretamente:
Boss, Prada e Dior.
 
Quis fazer um aeroporto
Em terras da fundação
Do seu amigo Soares:
O que o foi ver á prisão.
 
A gerir o orçamento
Teve o máximo cuidado:
O aeroporto de Beja
Era o mais movimentado.
 

Fez escolas em Portugal,
Até deu computadores,
Era pois fundamental
Avaliar professores.

 
Fez estradas, túneis e pontes,
Só faltou o TGV,
Criou amigos aos montes
À conta das PPP.
 

E em todos os concursos,
Coincidência feliz:
Nada sobrava p’ros ursos,
Só MotaEngil e a do Liz

Convocou uma cimeira
Para unir todos os povos,
E mostrar a todo o mundo
Que tínhamos amigos novos.


 

Grandes líderes mundiais
Todos vieram aqui:
Apoios incondicionais,
Do Chavez e do Kadhafi.

 
Comprou milhões de vacinas
Foi um líder prevenido
Arranjaram-lhe um emprego;
Agora foi despedido.
 

Seguindo desta maneira
E se não mudar a sorte,
Vai para a Cova da Beira
Ou consultor no Freeport.
 
Contrariou com lisura
Tudo o que p’raí se diz
da sua Licenciatura,
E foi estudar para Paris.


 

Regressou pois doutorado
Como um cidadão comum
E foi logo convidado
Para ir à RTP 1.

 
Foi comentador escolhido
Pela sua eloquência
Agora foi despedido:
Subiu logo a audiência.
 

De ruim e vil maneira
O juiz, esse vilão:
Mandou prendê-lo, o Teixeira,
Saindo do avião.
Mas a saga continua
Por cá toda a gente aposta
Que o José só vem p’ra rua
Quando elegerem o Costa


 

No fim achamos por bem
E em nome da decência:
José faz lembrar alguém?…
-É pura coincidência! 


( Recebido por e-mail)

 
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Era Uma Vez...


Uma menina que acreditava e confiava.

Por isso tinha um rosto sereno, um sorriso feliz e uns olhos confiantes.

Mesmo quando, com as mãos, segurava um coração trespassado por espadas.

Porque ela confiava e acreditava.

Mas demasiado cedo percebeu que um coração real pode ser trespassado por espadas invisíveis, que não deixam gotas de sangue, que deixam uma dor que não pode ser combatida pela medicina.

Que dói e dói.

Ela compreendeu mas continuou a acreditar.

E acredita
 
 
E vai acreditar sempre! E sempre e sempre, mesmo que o coração sangre e doa.
Essa menina, nunca deixou de ser uma menina indomável perante as injustiças, mas confiante na justiça Divina!   
 
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