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| Foto e dedal meus. |
Rústica
Da casinha, em que vive, o reboco alvacento
Reflete o ribeirão na água clara e sonora.
Este é o ninho feliz e obscuro em que mora;
Além, o seu quintal; este, o seu aposento.
Vem do campo, a correr; e húmida do relento,
Toda ela, fresca do ar, tanto aroma evapora
Que parece trazer consigo, lá de fora,
Na desordem da roupa e do cabelo, o vento...
E senta-se. Compõe as roupas. Olha em torno
Com seus olhos azuis onde a inocência bóia;
Nessa meia penumbra e nesse ambiente morno.
Pegando da costura à luz da clarabóia,
Põe na ponta do dedo em feitio de adorno,
O seu lindo dedal com pretensão de jóia.
Soneto de Francisca Julia César da Silva Münster ( 31 de Agosto de 1871 – São Paulo - 01 de Novembro de 1920 ) foi uma poetisa brasileira, professora primária, pianista e crítica literária
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| Francisca Júlia |










