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terça-feira, 18 de agosto de 2015

A ILHA DAS SETE CIDADES.

IMAGEM DAQUI


A Princesa e o Pastor

Em época recuada, existia, no lugar onde hoje fica a freguesia das Sete Cidades, um reino próspero e aí vivia uma princesa muito jovem, bela e bondosa, que crescia cada dia em tamanho, gentileza e formosura. A princesa adorava a vida campestre e frequentemente passeava pelos campos, deliciando-se com o murmurar das ribeiras ou com a beleza verdejante dos montes e vales.
 Um dia, a princesa de lindos olhos azuis, durante o seu passeio, foi dar a um prado viçoso onde pastava um rebanho. A sombra da ramagem de uma árvore deparou com o pastor de olhos verdes. Falaram dos animais e de outras coisas simples, mas belas e ficaram logo apaixonados.
 Nos dias e semanas seguintes encontraram-se sempre no mesmo local, à sombra da velha árvore e o amor foi crescendo de tal forma que trocaram juras de amor eterno.
 Porém, a notícia dos encontros entre a princesa e o pastor chegou ao conhecimento do rei, que desejava ver a filha casada com um dos príncipes dos reinos vizinhos e logo a proibiu de voltar a ver o pastor.
 A princesa, sabendo que palavra de rei não volta atrás, acatou a decisão, mas pediu que lhe permitisse mais um encontro com o pastor do vale. O rei acedeu ao pedido.
 Encontraram-se pela última vez sob a sombra da velha árvore e falaram longamente do seu amor e da sua separação. Enquanto falavam, choravam, e tanto choraram que as lágrimas dos olhos azuis da princesa foram caindo no chão e formaram uma lagoa azul.
As lágrimas caídas dos olhos do pastor eram tantas e tão sentidas que formaram uma mansa lagoa de águas verdes, tão verdes como os seus olhos.
 Separaram-se, mas as duas lagoas formadas por lágrimas, ficaram para sempre unidas e são chamadas de Lagoas das Sete Cidades.
Uma é a Lagoa Azul, a outra é a Lagoa Verde e em dias de sol as suas cores são mais intensas e reflectem o olhar brilhante da princesa e do pastor enamorados.

Fonte:  Açores: Lendas e outras histórias Ponta Delgada, Ribeiro & Caravana editores, 1999

( Dedico esta Lenda a um Amigo que se encontra nos Açores. )


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Sete Cidades, PONTA DELGADA, ILHA DE SÃO MIGUEL (AÇORES)

sábado, 16 de novembro de 2013

Solidões.


Esta noite pela madrugada   

Ouvi uma melodia encantada,
Da chorosa guitarra de um trovador.



Foi cantando em sentidas quadras,
Replectas de palavras magoadas
A história de um caso de amor.



Segundo a lenda rezava,
Um pobre lobo solitário
Vivia o mais triste dos fados.
Apaixonou-se pela lua,
Sonhava-a como se fosse sua
E tinha o coração em pedaços.



Correndo à noite pelos montes,
Todos os ribeiros e fontes,
Na esperança de poder tocar-lhe.
Tal era o amor que sentia,
Que mal via raiar o dia
Na sua toca se refugiava.



E quando a noite chegava,
Para a sua amada, ele corria.
Perdido na sua doce loucura,
Cansado de tanto tentar,
Percebeu que à sua bela Lua
Jamais se poderia juntar...


                                            
Perdido no seu desespero,
Sentindo apenas a dor,
De não ter seu grande amor,
Ficou-se no monte a chorar...
No uivar rouco trazia os gemidos,
E os versos mais sofridos
De um coração magoado.



Seus lamentos de tão sentidos,
Tão intensamente vividos,
Giraram o mundo inteiro.
E tanto descontentamento,
Tocou bem fundo na alma
De todos os seus companheiros.
Desde então que pelos montes
Não mais teve fim, este legado:
Os lobos seguem uivando à lua,
Como que esconjurando o calvário
De um amor desafortunado...




Com sentida pena de assim não conseguir escrever, limito-me a divulgar este belo poema de Paula Correia.

 
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Porque não, se eles estão em vias de extinção?

       Desejo-vos um bom Domingo e excelente semana!
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