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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

O Ramo de Oliveira.

 


 


Já foste coroa de louros a premiar vitórias,

façanhas nunca vistas, quais quimeras.

Hoje és, no meu quintal, um ramo erguido ao sol

olhando um rasto branco, 

neste vasto espaço azul___

___igual ao meu Sonho perdido 

      em idas primaveras.



 

  🌳   🌳  🌳 

domingo, 25 de abril de 2021

TECENDO A LIBERDADE SONHADA.

 





Tecida em linhas de pranto

Ungida com dor e amargura

Foi-se tecendo lá longe

na dura terra africana

A Liberdade sonhada.

Para dar fim à ditadura.


Ao romper da Madrugada

De um dia que ficou na História

Acorda o povo estremunhado

Sem saber estar  acordando

Para um doce sonho de glória.


Sem uma gota de sangue derramado

Se teceu de luz, de sonho e ilusão,

A Liberdade sonhada. 

Em 74 gritada

Viva Portugal. 

Vivam os Capitães

Viva o 25 de Abril. Viva  a Revolução.




Imagem superior e vídeo, DAQUI




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sexta-feira, 16 de abril de 2021

CARÍCIAS ORVALHADAS.

 



Feita de Luz
  é a carícia 
 do teu olhar
quando em mim pousa.

Qual gota d'água,
  humedecendo
     de prazer
       as pétalas
           da rosa.




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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

TENHO FASES....

...Como a Lua. 
          E rapidamente mudo. 
Basta que um só pensamento
             me venha toldar a mente.

                A alma ferida, no seu dorido lamento...
...tudo muda,
             de repente!





Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha



Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!



Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...


"Lua Adversa" - poema de Cecília Meireles



Adenda: às 21:40
Captada há poucos minutos.
Que pena não conseguir 
fazer melhor. 



Hoje, 31-01-2018
às 19:08:27
foi assim que vi a Super-Lua vermelha.
Pode não ser de sangue, mas é mais avermelhada
do que a lua de ontem. :-)

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domingo, 30 de julho de 2017

COM AÇÚCAR E CARINHO...


Fiz para ti este docinho
Sei que é o teu preferido
Vai bem acondicionado
Não se estrague com o calor

Se te apetecer algo diferente
Prova-o, ficarás contente
Recorda o sabor desta casa
Lembra-te de mim, por favor.

Volta quando quiseres
Os meus braços estão à espera
Não perguntarei porquê...

Sempre igual o meu afecto
Se há em mim tanta quimera…

Qual  o quê?...



                                      


                                                                             



Nota da editora: Este Domingo, não haverá a habitual Adivinha.

Com as devidas desculpas e o meu melhor sorriso: :) 
 muito Obrigada a TODOS.  :)



quarta-feira, 12 de julho de 2017

COMO UM DESERTO.



Foto de  Carl Warner



Tu e eu eu e tu,

         somos um deserto.

             Onde a seiva morre e a água seca.

Se não estamos perto

                      tudo é árido em mim.
És o meu oásis...




Nota: Post agendado.

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domingo, 17 de abril de 2016

Cegueiras...De Olhos Bem Abertos.

Alan Ford – Trabalho de George Redhawk  
“Estava a sorrir da maneira como sorria sempre, um meio sorriso torto que se costuma ver nas crianças. Havia qualquer coisa tão descontraída nele, qualquer coisa tão não-ameaçadora que, por um breve instante, Sara se perguntou se não teria tirado a conclusão errada.

Um rápido olhar à mão dele, fê-la acordar.
Ele segurava uma comprida faca para desossar…”

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Texto  escolhido e transcrito deste livro, que li recentemente.




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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

"Marcha da Quarta-Feira de Cinzas"

 (Post agendado)

 
 
Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais
Brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas
Foi o que restou
Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando
Cantigas de amor
E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade
A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida
Feliz a cantar
Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe
Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza
Dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando
Seu canto de paz

( Vinícius de Moraes )
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O Carnaval acabou, quem foliou, foliou, quem não foliou que foliasse! Vamos trabalhar sem deixar de sorrir e cantar, não permitir que a tristeza nos abrace!
Um bom resto de semana para todos!


sábado, 9 de março de 2013

"Só Os Burros Estão Dispostos A Sofrer Sem Protestar"


Estátua de António Aleixo em Loulé, em frente ao Bar "Calcinha",
 frequentado em vida pelo poeta.

Fonte: Wikipédia
 
 
Os Vendilhões do Templo


Deus disse: faz todo o bem
Neste mundo, e, se puderes,
Acode a toda a desgraça
E não faças a ninguém
Aquilo que tu não queres
Que, por mal, alguém te faça.

Fazer bem não é só dar
Pão aos que dele carecem
E à caridade o imploram
,
É também aliviar
As mágoas dos que padecem,
Dos que sofrem, dos que choram.

E o mundo só pode ser
Menos mau, menos atroz,
Se conseguirmos fazer
Mais p'los outros que por nós.

Quem desmente, por exemplo,
Tudo o que Cristo ensinou.
São os vendilhões do templo
Que do templo ele expulsou.

E o povo nada conhece...
Obedece ao seu vigário,
Porque julga que obedece
A Cristo - o bom doutrinário.




António Aleixo in "Este Livro que Vos Deixo”
 
 
Uma vez mais, aqui vos trago o meu Poeta popular preferido, e,
algumas das suas quadras soltas, ditas pela voz inconfundível de um dos nossos melhores  declamadores de sempre.