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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

QUEM ÉS TU Ó GATO?...

Apareceu aqui pelo quintal, meio-morto de fome e sede, no início dos dias quentes. O pêlo sujo mais parecia de um cinza escuro.
Foi ficando por cá. Água fresca e alimento não lhe faltaram. Quem não gostou nada de partilhar o seu espaço com o intruso foi o Santiago. Arisco, já numa ocasião me arranhou a mão, o ingrato.
Ainda não convivem bem, mas lá vão coabitando...cada um no seu canto! Hoje dou-vos a conhecer...o Gato. Ainda não lhe escolhi nome. Quando o chamo digo. Anda...e ele vai ou vem. Agora, tem o pêlo negro e brilhante, a cauda volumosa. Está lindo, sim, mas não é meu. Um dia, quando quiser, pode ir para onde lhe apetecer. É livre.
Aqui, está deitado numa cadeira no escritório da empresa onde trabalho. Não vai comigo. Já sabe o caminho e aparece quando quer. Do quintal de casa, lá, vão uns 100 metros de distância.
É bom viver e trabalhar na província...:) 


Que fazes por aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pêlo, frio no olhar!

De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?

( Poema de Alexandre O'Neill )

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Olhos de Gato Não São Moradia - Já O'Neill Dizia!

FOTO MINHA


Alexandre O’Neill – Poema do Desamor
 
Desmama-te desanca-te desbunda-te
Não se pode morar nos olhos de um gato

Beija embainha grunhe geme
Não se pode morar nos olhos de um gato

Serve-te serve sorve lambe trinca
Não se pode morar nos olhos de um gato

Queixa-te coxa-te desnalga-te desalma-te
Não se pode morar nos olhos de um gato

Arfa arqueja moleja aleija
Não se pode morar nos olhos de um gato

Ferra marca dispara enodoa
Não se pode morar nos olhos de um gato

Faz festa protesta desembesta
Não se pode morar nos olhos de um gato

Arranha arrepanha apanha espanca
Não se pode morar nos olhos de um gato
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Este, da foto, o Santiago, deixou-me a mão neste estado! Inchada e toda marcada. :(
 
A razão? Muito simples!...Não o quis deitado no meu colo, enquanto trabalhava.! Quando o afastei, mordeu-me....depois, instalou-se no meu assento de trabalho...por pouco tempo! Só enquanto estanquei o sangue, desinfectei as feridas e tirei as fotos. Lol ... A seguir, foi recambiado para outro lado! Se nós não podemos ser mimalhos e piegas, porque carga d'água hão-de ser eles? Comigo, não! Respeitinho é bom e eu gosto! :)
Este gato é maluco! Saudades tenho do meu meigo  gato preto, que já partiu. Acho que este ficou agressivo, depois da partida do cãozinho, seu e meu companheiro: o Alentejanito! 
 
                                                                  
 Tenham uma semana, calma e feliz!
 
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