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| Fotos minhas. |
Depois
de um excelente almoço, de sábado, num restaurante pequeno e simpático em Matosinhos
- gerido por uma família também ela pequena e simpática, que todos conheciam,
excepto eu – impunha-se um passeio a pé que auxiliasse a digestão.
Junto
à rotunda da anémona, o movimento de
carros e passeantes era insuportável pelo que se decidiu, por unanimidade, o
tradicional passeio dos tristes, pela
Foz do Douro até ao Passeio Alegre.
Como
eu queria fotografar o nosso rio Douro, de preferência junto ao local onde vai
desaguar no mar, ou seja, na foz, obviamente, resolveu-se subir uma rampa, um
pouco mais adiante, onde a vista seria mais abrangente.
Há
ali um barzito, típico, cujo nome li, mas não fixei, igual a muitos outros que existem
naquela zona. Entrámos para tomar uma água. O banco de madeira corrido, logo à
entrada, convidou-me a descansar as pernas já cansadas.
O dono do
estabelecimento, um senhor de trato afável, extremamente sorridente, (coisa
rara neste tipo de trabalho de quem está em permanente contacto com um público
nem sempre sóbrio,) depois de atender os nossos pedidos ficou atrás do balcão,
provavelmente atento às nossas conversas.
Quando
vínhamos embora, fotografias feitas, água tomada e paga e muito riso à toa,
acercou-se de sorriso rasgado no rosto magro para perguntar se as senhoras eram mãe e filha. Que sim,
somos sim senhor, respondemos ambas quase em coro.
Sem
perder o sorriso bondoso, olhou-nos a ambas demoradamente ou assim me pareceu
e, virando-se para mim, disse-me a frase que nunca tinha ouvido antes e até
agora não consigo perceber se foi um elogio, uma espécie de prémio de consolação
ou a sua frase preferida, dirigida às turistas cotas:
“A senhora está muito bem...!”
Já no
carro, de volta a casa, é que me apercebi que a surpresa me havia deixado sem coragem nem jeito para perguntar:- Mas…bem, de quê…?
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