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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Doce Sedução de Outono.





É fruto de Outono, sedutor,
é lembrança
Da minha distante
 infância.
Em que pela árvore trepava.
E sentada no ramo
 mais alto
 nos bagos rubros
 encontrava
o açúcar, o mel que me faltava.





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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Après Toi. [ Depois de Ti ]

Hoje lembrei-me desta canção e da cantora Vicky Leandros que, em representação do Luxemburgo, ganhou o Festival da Eurovisão em 72, creio. Houve imensas versões, mas nunca nenhuma se pode comparar ao original. Lembram-se?
A memória prega-nos cada partida...Andei todo o santo dia com a canção a martelar-me na cabeça...


                                           

Depois de ti
Terei lágrimas nos olhos
As mãos vazias, o coração sem alegria…

Contigo
Aprendi a rir
E as minhas gargalhadas
só me chegam por ti…

[ ...até parece...!!! ]



Flor de maracujá - do meu quintal.



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domingo, 10 de fevereiro de 2019

O Porto Aqui Tão Perto.

A Fotografia é Minha -  Mas não fui eu que fotografei... :)
Já por aqui apareceu há cerca de dois anos. Alguém se lembra?

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Vá comboio, meu comboio
carrega na velocidade
pára só quando chegarmos
à cidade

Olá cidade do Porto
a lágrima ao canto do olho
estava fechada há que tempos
com um ferrolho
Custou tanto cá chegar
mil e uma peripécias
quando menos se espera
o diabo tece-as

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto

Mal chegado, vislumbrei
dois amigos do alheio
vasculhando a minha caixa
do correio
Ah, tratantes, apanhei-vos
com a boca na botija
com certeza não esperam
que eu transija

Não é nada do que pensas
Viemos trazer-te um recado
Que nos foi entregue
Por um embuçado

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto

Dizia assim o recado
no Palácio há variedades
se lá fores, verás que vais
matar saudades

Eu, matar, não gosto muito
mas saudades, é diferente
é como matar pulgas
alivia a gente.
Cheguei lá e deparei
com uma mulher embuçada
intimei-a: Pára lá
com essa tourada

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto



Desembuça-mos, vá lá
e já agora, desembucha
com esse capuz, mais pareces
uma bruxa.
Diz-me o que fazes aqui
canto ali com as atracções
no conjunto do "Godinho
e os seus Godões"

Já te topo, há quanto tempo
te não punha a vista em cima
diz-me lá
se és ou não és
a Etelvina

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto

Sou a Etelvina, sim senhor
não me digas, Etelvina
que andas assim por andares
clandestina.
Clandestina? Não estás bom
Eu fugida? Nem se pense
Este fato é só p´ra aumentar
o suspense

Sou cantora no conjunto
e aparecemos embuçados
e ficam os espectadores
arrepiados

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto

Mas na vida é bem diferente
ando de cara descoberta
com a cabeça e os sentidos
bem alerta.
Já vi tantas injustiças
falo de dentro de mim
e o que me sai cá de dentro
sai-me assim:

Faço música p´ró povo
e tu, povo, retribóis
e tu me inspiras sustenidos
e bemóis

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto

E eu também faço o mesmo
com o que o povo me dá
gratuito o dó-ré-mi
e mais o lá
Lá fiquei a noite toda
numa de improvisação
a regenerar o corpo
e o coração

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto.

* * * * 
Música e letra de Sérgio Godinho.

* * * 


Nota: Peço a Todos  que ouçam o vídeo até ao final e  vão acompanhando /cantando, com a leitura da letra, Ok?  Não se aceitam recusas nem reclamações!  Agradecida!

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Adenda:

Como acabo de verificar que a fotografia já foi identificada pelo nosso 

Mestre Rui  Espírito Santo

Ficou dada a resposta à minha pergunta.

Efectivamente, a foto já havia sido publicada

AQUI

:)
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Jani...Dos Quinze Anos.


Não se chamava Nini
Nem vestia de organdi
Mas sonhava
Sonhava
Foram sonhos sem fim
Esperando ser feliz
E cantava
Cantava…
Gostava de ir aos bailes
Dançar e saltitar
Qual pluma alegre
E não havia outra igual
De sorriso espontâneo
E olhar puro
Com pouco se alegrava
E dançava…



Veio o tempo de crescer
E hoje é só recordar
Os quinze anos
E a alegria de viver
Se tudo
É já passado
É feliz quando recorda
Foi tempo de aprender
Saber o que é sofrer
Os anos passam
E a menina doce
De sorriso alegre
De um tempo
Passado
Sabe que o bonito sonho
Que um dia foi
Sonhado
Continua a ser só seu
E isso nunca lhe
poderá ser roubado…


:)









quarta-feira, 30 de maio de 2018

PARA SORRIR...SEM PRECONCEITOS.



A professora pediu aos alunos que escrevessem uma redacção que terminasse com a frase "Mãe... Só há uma".

No dia seguinte, ela chama o Zezinho ( rubro e branco) para ler a sua composição e o garoto começa assim:

“Eu estava doentinho, espirrando, tossindo, febril, não conseguia comer nada, não podia brincar, nem vir à escola. Então, de noite, a mamã esfregou Vick Vaporub no meu peitinho, deu-me um leitinho quente com um comprimidinho, cobriu-me, eu dormi e, no dia seguinte, acordei bonzinho e feliz.
Mãe... só há uma.”

A classe toda aplaudiu, a professora elogiou e deu nota dez ao Zezinho.

Chamou o Toninho (azul e branco) que foi logo lendo a dele, com segurança na voz.

“Eu tinha prova de Conhecimentos Gerais no dia seguinte, não sabia nada, não conseguia decorar nada, comecei a chorar, achando que ia tirar zero. Aí, a minha querida mãe, sentou-se ao meu lado, pegou no livro, explicou-me tudo como deve ser, pegou na minha lição e eu fui dormir sossegado. Quando acordei senti que sabia tudo, vim à escola, fiz a prova e tirei 10.
Mãe... só há uma.”

A classe, emocionada, aplaudiu o Toninho. A professora deu nota dez, também.

De seguida chamou o Wandergleidson Júnior (verde e branco) que, titubeante, foi lendo a dele.

“Eu cheguei em casa a minha mãe, que estava na cama com um fulano, que não conheço, diferente do gajo da semana passada, gritou-me, quando me ouviu chegar:- Wandergleidson, seu vadio safado, vai ao frigorífico e traz-me duas cervejas. Aí, eu abri o frigorífico, olhei lá dentro e gritei pra ela:
Mãe... só há uma!”

***

Pensavam que era a das bolachas?... Não é não!!  

Fiquem a ler, e a sorrir, - espero - que eu vou ali e volto já. Entretanto, ofereço-vos mais esta recordação do meu quintal:

Uma camélia; da cameleira onde os melros fizeram o ninho...:)





Um abraço e até já!!


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domingo, 13 de maio de 2018

CORTO MALTESE.






Recordação de um Sol Distante

Fazia calor. Um sol límpido e brilhante castigava as palmeiras, o pomar de laranjeiras e as pedras do muro que o rodeava. O laranjal ocupava todo o lado sul do recinto da mesquita de Córdova e as árvores continuavam no exterior a densa floresta de colunas da mesquita. Enquanto alto muro contribuía para restabelecer o isolamento, o céu, de um azul perfeito, fazia de cúpula.
Depois de atravessar a Catedral, Corto Maltese entrou no jardim e percorreu lentamente toda a sucessão de arcos árabes brancos e vermelhos até que parou. Ficou a olhar as carcaças ressequidas de crocodilos penduradas como troféus. Era um rapaz de dez anos.
 (...)






O Fim da Balada

Caim e Pandora estavam na ponte de comando do cruzador do tio: tinham encontrado as roupas e as atitudes de dois jovens de boas famílias. Pandora desfolhava um livro com ar distraído, afastando graciosamente os cabelos do rosto. Caim observava a costa com um comprido óculo de cobre. Pandora lia uma linha, depois lançava um olhar rápido ao primo.
- Que está ele a fazer?- perguntou-lhe num tom desinteressado.
- Está parado junto a um barco que deveria chamar-se «Argos».
- «Argos»? – repetiu Pandora surpreendida.
- Sim, «Argos»- Contaram-me que o Corto Maltese chegou nela há uns anos.
(…)

- Adeus, Caim!
Havia uma grande tristeza naquelas duas palavras.
- Mas de que adeus estás a falar? Temos uma grande casa em Cape Cod. É fácil de encontrar. – Entregou a ponta da corda e a piroga afastou-se suavemente, enquanto o vento enfunava as celas.

- Corto Maltese! – gritou Caim, com toda a emoção que o envolvia – convido-o, bem como a todos os que quiser levar consigo. Até à vista, meus amigos, até à vista! Não se esqueçam. Vocês são…vocês são…as pessoas mais maravilhosas do mundo!




NOTA: Dedico este post à rapaziada da geração Corto Maltese.

Este livro, do escritor e autor de banda desenhada Hugo Pratt, 
foi o primeiro  de uma longa lista, como poderão ver e ler AQUI e AQUI
Também  - se conseguirem - pelas imagens da contracapa do livro.

Com data de Junho/97, pertenceu/pertence ao rapaz que creio ser da mesma geração, e já viveu nesta casa, hoje, a viver no país das tulipas.


Dois comentários que li, algures aí num outro blog, de dois bloggers  que constam na minha lista, fizeram-me lembrar deste audacioso marinheiro e ir à sua procura. Tanto procurei que o encontrei,  adormecido, numa estante onde repousam os livros, antigos, já lidos e semi-esquecidos...

 TODOS os RAPAZES, que leram as aventuras de Corto Maltese; este post é para vós!!      :)



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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Vamos Lá Soltá-lo...



Espreito por uma porta encostada
Sigo as pegadas de luz
Peço ao gato xiu para não me denunciar
Toca o relógio sem cuco
Dá horas à cusquice das vizinhas e eu
Confesso às paredes de quem gosto
Elas conhecem-te bem
Aconchego-me nesta cumplicidade
Deixo-me ir nos trilhos traçados
Pela saudade de te encontrar
Ainda onde te deixei
Trago-te o beijo prometido
Sei o teu cheiro mergulho no teu tocar
Abraças a guitarra e voas para além da lua
Amarro o beijo que se quer soltar
Espero que o sintas para me entregar
A cadeira, as costas, o cabelo e a cigarrilha
A dança do teu ombro

E nesse instante em que o silêncio
É o bater do coração
Fecha-se a porta
Pára o relógio as vizinhas recolhem
Tu olhas-me
Tu olhas-me….




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segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Oliveira Centenária, O Melro E O Abade.





Não foi a oliveira centenária que me fez  colocar a postos o smatphone, nem tão pouco a imponente figura de um ilustre filho da terra, lá no seu pedestal. De tanto já  ter visto a oliveira e o Abade, nem me passaria pela cabeça fotografá-los. Foi mesmo o pequeno e negro melro, de bico amarelo, que me levou, pé-ante-pé, seguir o seu saltitar apressado, debicando a relva, aqui e ali, quiçá, na busca de qualquer bichinho-de-conta, ou uma semente caída, sei lá de onde, algo que lhe servisse de jantar naquele fim de tarde. 
Acabei por capturar os três, não avançando mais, com receio que o maroto levantasse voo. Tive pena de não possuir uma máquina fotográfica em condições, para poder fazer zoom e apanhar de perto o fugitivo. Só muito mais tarde, já aqui em casa, me lembrei do poema de Guerra Junqueiro ( que já publiquei) "O Melro", e do malvado Abade.  Mas este Abade da estátua,  é José Francisco Correia da Serra, mais conhecido apenas por Abade Correia da Serra, ilustre cientista, diplomata e filósofo, nascido em Serpa, quando corria o ano de 1750. Já no meu tempo de menina, ainda antes de existirem Escolas Secundárias, o único estabelecimento de ensino existente era o Externato Abade Correia da Serra. Liceu, apenas existia um, em Beja. Só para concluir esta saga, nessa tarde, encontrava-me naquele local, porque fomos ter com um casal amigo, que reside numa dessas casas. Seguidamente, iríamos à Casa Do Benfica - na zona sul - para nos  deliciarmos com uma bela caracolada à moda do Alentejo. Ainda sinto o sabor e o cheirinho dos orégãos...:)


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