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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

SOL E SOMBRAS.


Nas minhas caminhadas quase diárias, seja o percurso feito num sentido ou noutro, é sempre o mesmo, por ser o melhor e de piso mais plano e regular. Mais ou menos a meio do trajecto, passo por uma casa desabitada onde dantes vivia, sozinha, uma velha senhora. 
Por motivos que não conheço bem, mas o diz-que-diz fez saber que os desentendimentos entre os dois irmãos, quanto à partilha dos bens, estarão na base da lenta degradação e abandono em que a casa se encontra.
Hoje, reparei que o matagal em que se havia transformado o pequeno jardim foi retirado deixando a descoberto vestígios de vidas já extintas. Interrompi a caminhada e parei junto ao portão preso com arames.



O poço lá está junto à casa...e a corola avermelhada, de uma roseira morta, empresta algum pálido colorido ao verde dos fetos e das ervas.



Porém, a natureza, alheia e indiferente ao desleixo humano, lá vai cumprindo a sua missão de fazer renascer o ciclo de vida que tem a seu cargo.  Pequenos rebentos começam a brotar dos ramos que ainda há pouco, num olhar rápido, eu via secos e imaginava mortos.


Mas o mais belo e surpreendente, foi ver a resistente cameleira que, sem mimo nem cuidados, se encheu de lindas camélias incentivada pelo cálido sol primaveril neste Inverno vestido de Primavera.




Registei o momento e segui em passo mais vagaroso até casa. A imagem da velha senhora, sempre diligente e apressada, seguiu comigo. Quando abri o meu portão e entrei no jardinzito, olhei à minha  volta.
Um pensamento ensombrou o meu olhar.
Tomara que um dia os meus não se desentendam…

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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

DOS CAMINHOS DA VIDA.




Vou calando a saudade que já sinto

               Por saber que um dia te afastarás.

Estou evitando, filho meu, esse caminho

                 Fico aqui e tu nunca saberás


     Que o meu coração fica a chorar baixinho.


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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Obras...mas poucas!


Em tempo de crise e com um orçamento curto, as obras de remodelação deste espaço resumiram-se a um pintar de paredes e colocar umas telas que já estavam na arrecadação, mas sempre presentes no meu coração. Digamos que fiz uma repescagem em prol do meio ambiente: reduzi, reciclei e reutilizei.
Espero que gostem, pois a mão-de-obra foi toda caseira, sem arquitectos nem mestre de obras a orientar.
 

 
As imagens foram oferta de uma querida Amiga.
 


 
O vídeo é uma relíquia de um 'velho' ídolo: Georges Moustaki, numa bela canção cantada em português:'O Estrangeiro'.
 
 
Um grande abraço de amizade para todos vós.
 
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Caminhos Que Percorremos.

Foto captada por mim do interior de uma Unidade Hospitalar.
Caminho que percorri vezes sem conta.

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 Cada vez mais desesperado. Olho, olho, e só vejo negrura à minha volta. Fé? Evidentemente... Enquanto há vida, há esperança — lá diz o outro. Mas, francamente: fé em quê?

Num mundo que almoça valores, janta valores, ceia valores, e os degrada cinicamente, sem qualquer estremecimento da consciência?
 Peçam-me tudo, menos que tape os olhos. Bem basta quando a terra mos cobrir! — Ah! Mas a humanidade acaba por encontrar o seu verdadeiro caminho — dizem-me duas células ingénuas do entendimento. E eu respondo-lhes assim:

Não, o homem não tem caminhos ideais e caminhos de ocasião. O homem tem os caminhos que anda…

(…)
Miguel Torga  

(O Cinismo dos Valores )  

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domingo, 17 de agosto de 2014

Envoltos em Nevoeiro...

"Quando o Nevoeiro Desce a Montanha"
Autor: José Silva
 DAQUI

 
 
NEVOEIRO
 
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
 
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer
Brilho sem luz e sem arder
Como o que o fogo - fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)

Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje, és nevoeiro...

É a hora!
 
[Fernando Pessoa in “Memória”]

Nota: Se o autor da foto manifestar qualquer parecer desfavorável à sua publicação neste blog, a mesma será retirada de imediato.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Les Uns Et Les Autres...


Conhecemos pessoas que vêm e que ficam. Outras que vêm e passam. Existem aquelas que vêm, ficam, e depois de algum tempo se vão…




Mas existem aquelas que vêm e que vão, com uma enorme vontade de ficar………Essas, voltam sempre!
                             Sorriam...é tudo o que vos peço.:)

                                               
E agora...não é só para dançar o tango que são precisos dois...!
Para dançar o Bolero, também!! Ouçam, entendam e continuem a sorrir, sim?
:) :)

 
Sem deixar de sorrir continuem a ouvir o som do vento que passa.:)
 
                                             
O caminho faz-se caminhando...!!
 
Beijinhos e Abraços.
 
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sábado, 15 de setembro de 2012

NUNCA MAIS!


Vítimas e Vencidos
A ilusão constante da Revolução está em acreditar que as vítimas da força, estando inocentes das violências que se exercem, se lhes colocássemos na mão a força, a manuseariam com justiça.
Mas à excepção das almas que estão bastante próximas da santidade, as vítimas são maculadas pela força como os carrascos. O mal que se encontra no punho da espada é transmitido para a ponta. E as vítimas, chegadas assim a este ponto e inebriadas pela mudança, fazem tanto mal ou mais ainda, e de imediato reincidem.
(...) O socialismo consiste em atribuir o bem aos vencidos, e o racismo aos vencedores. Mas a asa revolucionária do socialismo serve-se daqueles que, ainda nascidos em baixo, são por natureza e por vocação vencedores, e assim conduz à mesma ética.

( Simone Weil )
 
 
Tudo neste post pode parecer-vos não fazer sentido.
Para mim, não só faz todo o sentido do mundo, como está tudo interligado.
Pois! Coisas minhas...
 
 
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

DESENCONTROS.

Imagem da Net


"Encruzilhadas"


Na encruzilhada da vida
A dúvida bate tão forte
Que a gente até perde o norte,
A recta, a rota e o rumo...
Perde o equilíbrio, o prumo
O tino, o jeito, e o porte.
Perde o fio da meada
E para encontrar a estrada,
É preciso muita sorte.



A razão com seu jeitinho
Fala para gente baixinho
Qual o caminho mais certo
Qual o atalho mais perto
Onde fica o paraíso!

Aí vem o coração
Cheio de sonho e paixão
A discordar do juízo...



A incerteza aparece.
Nosso peito então padece,
Sem saber a quem ouvir.

E para a gente se encontrar,
Aonde devemos ir?

Autor desconhecido






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