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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

CBO...


Cidadão do Mundo,blogger, jornalista... amado ou odiado, mas nunca, nunca, 
indiferente!

nem esquecido ]

Carlos Barbosa de Oliveira.
[ 24.10.1949 - 29.10.2018]



Onde quer que se encontre, sei que estará com 

E é para lá, e daqui, que lhe mando o meu Abraço, Carlos.





Porque, como escreveu no "on the rocks",  a sua Cidade merece.

Fotografia do "crónicas on the rocks"


Perdoe-me,  Carlos. 
Para Todo o Sempre, irei preferir lembrá-lo neste dia. Mesmo sabendo que não gostava.

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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Para Mitigar A Saudade.





Nas minhas frequentes deambulações pelo CR (Crónicas do Rochedo) vou percorrendo os caminhos já muitas vezes percorridos. Desta vez detive-me demoradamente nos postais incluídos na etiqueta:
«Há Poesia no Rochedo» 
Gostei tanto deste poema, que pensei estar a lê-lo pela primeira vez.
Só depois, ao ler os comentários, verifiquei que o conhecia desde que o li, naquela publicação, vai para mais de sete anos.
Hoje, partilho-o também convosco, porque o acho muito, muito bonito.


"Poema melancólico não sei a que mulher"


Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.

Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão...

( Miguel Torga)

Obrigada, CBO.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Até Sempre CBO.


Assim nasceu o blogue Crónicas do Rochedo

Esta é a minha sentida homenagem ao seu autor, que nos deixou fisicamente, mas que permanecerá para sempre na nossa memória.

Este é o Rochedo inicial do CR

"Numa tarde de Setembro refugiei-me num rochedo a olhar o mar do Guincho. Foi a necessidade de curtir mágoas por uma namorada que se despedira ou fora roubada, pouco importa, que me levou até lá.
Contemplar aquelas águas azul-turquesa devolveu-me a tranquilidade. Foi há muitos anos, mas desde esse dia tomei aquele rochedo como meu. Voltei lá com frequência. Primeiro com um caderninho de apontamentos, depois com o portátil, tão anódino e desinteressante como uma folha de papel em branco, sobre os joelhos.
Foi ali, a olhar o imenso mar azul, que nasceram centenas de crónicas, muitas das quais nunca viram a luz do dia.
Hoje, sentado no meu rochedo habitual, sem papel nem computador, senti vontade de cumprir uma vez mais o destino e partir à descoberta de uma nova experiência: navegar sozinho no espaço virtual.
Este blog será o meu novo rochedo. Sem mar, sem pôr-do-sol, nem linha de horizonte como fundo.

Aqui haverá espaço para reflectir sobre tudo. Sem dia nem hora marcada. Sem temas pré-definidos. Apenas com a vontade de comunicar através da escrita."



Aos amigos que desejem ver e ler algo mais sobre aquele que foi um cidadão do Mundo, que muito viveu, amou e sofreu, um homem de profundas e controversas convicções, um jornalista de opiniões próprias que jamais se vergou a nenhum poder que não fosse o da sua consciência, podem ler AQUI esta sua entrevista.


Descanse em Paz, Carlos! TODOS nós, bloggers e leitores, seus amigos, jamais o esqueceremos!


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