Mostrar mensagens com a etiqueta Dia das Bruxas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dia das Bruxas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Yo No Creo, Pero...


Vamos brincar em dia de bruxas?




Nesta terra, neste País
De dez milhões de habitantes
Não haverá um só, unzinho
Que me faça companhia
Para não me sentir sozinha
Em noite de bruxaria
Mesmo que esteja distante?

Poderias até ser tu, ó bruxinho!

Precisava de um amigo
Fosse ele de um género ou d’outro
Tinha de ser verdadeiro
de falsidade não quero.
Disso estou eu já farta

Poderias ser tu, ó bruxinho!

Tenho tanta coisa boa
Sou alegre, sou meiguinha
Dizem que sou boa pessoa
dizem que estou ficando velhinha…

Oh, já não queres ser tu, bruxinho?
E tu?... Ó seu diabinho?

******

AH AH AH AH AH AH AH AH AH
EHEHEHEHEHE

----------------------------------------




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Vão ver é por isso que não gosto do meu nome...!




Era uma vez uma menina que estava presa na torre mais alta de um castelo.
Ela era uma princesa, mas não lhe valia de nada, porque perdera os seus pais e o reino, numa guerra que o dono do castelo, já se vê, é que ganhara.
Ainda era o tempo das fadas. Por isso a menina disse, para que as paredes ouvissem:


- Se uma fada me salvasse, fosse boa, má ou assim-assim, eu repartia a meias com ela o tesouro do meu perdido reino, que só eu sei onde está enterrado.


As paredes toda a gente diz que têm ouvidos. Estas ouviram, passaram palavra e daí a nada uma velha fada apareceu na sala.



- Vou dar volta à tua vida — disse a fada.
- És uma fada boa? — perguntou a menina.
- Nem por isso — respondeu a fada.



Era uma fada assim-assim e para provar que não era das melhores, mas também não era das piores, impôs, à partida, uma condição. Salvava a menina, mas, antes, ela tinha de adivinhar-lhe o nome. E avisou logo que não tinha um nome muito mimoso.


- Serafina — disse a menina.



Nem pensar. Não era Serafina nem Leopoldina nem Marcolina, nem Eufrásia nem Tomásia. Nem Quitéria nem Pulquéria, nem Aniceta nem Eustáquia nem Teodósia nem Venância nem Bonifácia nem Gregória. Nem sequer Capitolina.
A princesa esgotou os nomes mais esquisitos que conhecia. E a fada sempre com a cabeça a dizer que não. Até que propôs o seguinte negócio:



- Salvo-te, mesmo que não descubras o meu nome, mas fico com o tesouro só para mim. Todinho!



A menina concordou. Não tinha outro remédio. Vai daí a fada pronunciou umas palavras mágicas e ela e a princesa atravessaram as paredes da prisão.
Uma vez em liberdade, a princesa ensinou o local onde estava escondido o tesouro....

Pronto! A história acaba aqui.

E o nome da fada-bruxa?
Também a menina quis saber.


- Chamo-me Joaninha — respondeu a fada-bruxa, baixando os olhos, envergonhada.
- Mas Joaninha é um nome bonito — estranhou a princesa.
-Eu não acho — disse ela. — Gostava mais de ser Virgolina Zebedeia !...

 
Vá lá a gente entender o gosto das bruxas!
 

( António Torrado  “in O Gosto das Bruxas” )



                         FELIZ HALLOWEEN PARA TODOS!
                                                      
                 :)
 
**************************************************************************************************
**********************************************************************