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sábado, 10 de agosto de 2024

VERÃO, CALOR & HAIKUS

 



[ Haikus de Matsuo Bashô ]


VERÃO


Vozes das aves.

Nessas horas, um poeta

Não tem mais mundo.

(1681 e 1683)

*

Na minha casa

pernilongo pequeno

é o que ofereço...

(1690)

*

Chuva de Verão:

perna de garça

agora fica curta.

(1681)

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Penso, ou melhor, tenho a certeza que todos quantos por aqui passam já leram algo sobre estes poemas inventados ou criados, melhor dizendo,  no século XVII por Bashô, um poeta japonês. São poemas curtos de apenas três versos com a particularidade de terem 5-7-e 5 silabas, respectivamente no 1º 2º e 3º versos.

Eu própria tenho a honra e o privilégio de ter um, muito bonito, ali na lateral do meu blogue, que me foi oferecido por um bom amigo espanhol, o Disancor, do blog: "Cachos de Vida", também ele especialista nestes deliciosos poemas. Há quem os conheça também por Haicais, eu prefiro Haikus.

E pronto. Qualquer dúvida ou informação irão sendo esclarecidas e adicionadas, na medida em que eu o souber fazer,  durante a interação que sempre vou mantendo com quem me visita.

(Fonte da imagem)


A TODOS DESEJO UM BOM 

FIM-DE-SEMANA

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quinta-feira, 21 de junho de 2018

DO VERÃO.





“E no meio de um inverno eu finalmente
aprendi que havia dentro de mim
um verão invencível.
”


[Albert Camus]











segunda-feira, 20 de junho de 2016

CAMINHOS PARALELOS.


Tela de Hugues Merle -  DAQUI -


A nossa Vida é um livro
que se escreve sozinho.
Nós somos
personagens de romance
que nem sempre compreendem
bem o que o Autor quer.

 Citação de : Julien Green





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segunda-feira, 27 de julho de 2015

O VERÃO MAIS QUENTE...

...Aconteceu em 1975!!
As temperaturas subiram várias vezes acima dos 35 graus. A água faltava com frequência e, nas cidades, a população procurava abrigo e conforto nas sombras dos jardins.
ESTA IMAGEM NÃO É DESSE ANO; MAS DE OUTRO
DAQUI

As temperaturas altas propiciaram o primeiro grande incêndio na Serra de Sintra.


Na televisão, Vasco Granja apresentava desenhos animados polacos, na RTP.
Apesar da monotonia do P&B, a série do detective Columbo (Peter Falk) ou os Monty Python, eram lufadas de ar fresco!



No grande ecrã, os filmes de Bruce Lee ou Papillon, cujos cartazes apresentavam em letras garrafais o sugestivo título,
 "O Grito da Liberdade", levavam muita gente aos Cinemas, mas foi o filme "Emmanuelle" que bateu os recordes das vendas de bilheteira, em Lisboa e no Porto.


Ermelinda Duarte, foi a criadora do maior sucesso musical dos últimos meses "Somos Livres" 
mais conhecido pelo verso inicial «Uma gaivota voava, voava...», a canção foi um fenómeno de popularidade.




Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo, popularizaram "Força, Força, Companheiro Vasco", canção de propaganda que foi tocada em doses maciças, levando os ouvintes à beira da exaustão!!

         



Zeca Afonso e Sérgio Godinho, ocupavam, permanentemente, os tops de vendas de discos.



                                                     
Com o passar das semanas, a música nacional foi sendo varrida do hit parade. O público consagrava Demis Roussos, Juan Pardo e Camilo Sesto.
José Niza, crítico musical e autor de várias canções vencedoras de festivais da RTP, atribuiu o facto à «rejeição provocada pelo autêntico massacre sonoro a que a Rádio e a TV submeteram os ouvidos dos portugueses no pós 25 de Abril».

Segue-se a pergunta sacramental, meus amigos:
Quantos de vós vos lembrais deste Verão Quente?

Se se lembrarem de algo que tenha ficado esquecido, a caixa de comentários é vossa!!
Obrigada.





segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Para o meu neto João.


A Praia

O João é um menino traquina e irrequieto, como aliás são todas as crianças. Mas este menino tinha um sonho. Um sonho que crescia no seu peito, à medida que ele crescia.
Como nascera numa pequena aldeia no interior de Trás-os-Montes, e nunca de lá tinha saído, o João não conhecia o mar. Conhecer o mar! Esse era o grande sonho do João.
- Ó mãe – perguntava ele - Quando é que vamos ao Porto ver a minha avó?
-Ai meu filho, as vezes que tu já me fizeste essa pergunta - respondia a mãe já cansada de o ouvir - No próximo fim - de - semana, se Deus quiser, vamos.
-E podemos ir à praia, mãe? - Tornou o João não cabendo em si de contente - Podemos?
-Mas é claro - retorquiu a mãe pacientemente e com ternura na voz - Pois se tu não tens falado noutra coisa há uma série de dias!
Depois de feita a viagem e se terem instalado em casa da avó do João, no Domingo de manhã bem cedinho, rumaram à Foz do Douro. Quando lá chegaram, o João mal deu tempo à madrinha de estacionar o carro junto ao paredão. Saltou para o passeio e quedou-se, extasiado, a olhar.
Que bonitas eram aquelas barracas - pensava ele - Todas seguidinhas umas às outras e tão coloridas, com aquele pano às riscas largas, vermelhas e brancas e outras mais estreitinhas atrás, brancas e verdes.
-João, não fiques aí especado a olhar – disse-lhe a avó. Vem buscar a tua mochila, que já vamos todos para a praia.
Desceram os degraus do passeio que davam acesso à Praia da Luz e ao chegar ao areal, o João não se conteve e correu em direcção ao mar. Mas não se aproximou demais, não, que aquela imensidão de água metia respeito.
Nesse dia a maré estava calma, e as ondas vinham morrer, de mansinho, aos pés do menino deixando-os branquinhos de espuma.
-Então meu querido? - Era a voz da mãe que chegou sem que ele se apercebesse - Estás contente?
-Muito mãezinha, muito!
E o João corria, para lá e para cá, batia com os pés na água e ria de felicidade. Durante o dia fez desenhos na areia, chapinhou na água, jogou à bola e o tempo foi passando. Até que chegou a hora de regressar a casa. Enquanto a mãe e a avó guardavam as toalhas e fechavam o guarda-sol, o menino sentado num banco em frente ao mar, vendo as ondas desfazerem-se em espuma de encontro às rochas, descobriu o que iria ser quando crescesse. Fixando o olhar, lá longe, na linha do horizonte, o João disse baixinho:
-Quando for grande, vou ser marinheiro!