Sérgio Godinho
( O Fado do 31 ) *
À porta da Brasileira
Dois tipos encontram dois
Juntam-se os quatro e depois
Lá começa a chinfrineira
Agrava-se a cavaqueira
Vai aumentando o zum-zum
Vem bomba, rebenta, pum
Depois agora os vereis
24, 26, 29 e 31
Ai...Ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
Ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
Mal amanhece, os tachados
Bebem vinho da botija
Mais um copinho da rija
De quatro em dois separados
Depois, assim engraxados
P´ra não ficar em jejum
Bebem dois copos de rum
Vai Carcavelos e Porto
E no fim está tudo torto
E rebenta o 31
Ai...Ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
---------------------------
* Melodias de Sempre.
Cantava-se, ainda, uma outra estrofe, mas agora não fica bem. Parece um incentivo à violência doméstica. Ora este espaço, prima pelo diálogo pacífico, pela benevolência, respeito e igualdade de direitos. Nada cá de machismos e supremacia masculina.
Era o que mais faltava!!
Mas vamos lá escrever a tal estrofe numa de galhofa.
Era assim:
"Um homem que quer sarilhos
Por um motivo qualquer
Discute com a mulher
E dá porrada nos filhos
A sogra nos mesmos trilhos
P'ra não ficar em jejum
Leva depois um fartum
Desata tudo ao biscoito
24, 28, 29 e 31"
=========================
-------------------------------------------------