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quinta-feira, 1 de julho de 2021

BRAÇOS QUE ENLAÇAM __ TARDES DE JULHO. [ Com Adenda ]

 


Foi n'uma tarde de Julho.

Conversávamos a medo,

_ Receios de traição

Um tristissimo segredo.


Sim, duvidávamos ambos:

Ele não sabia bem

Que o amava loucamente

Como nunca amei ninguém.

E eu não acreditava

Que era por mim que o seu olhar

De lágrimas se toldava...


Mas, a duvida perdeu-se;

Falou alto o coração!

_ E as nossas taças

Foram erguidas

Com infinita perturbação.


Os nossos braços

Formaram laços.


E, aos beijos, ébrios, tombámos;

_ Cheios d'amor e de vinho!


(Uma suplica soava:)


«Agora... morre comigo,

Meu amor, meu amor... devagarinho!...»


António Botto, in "Canções"
Fotos minhas

ADENDA: Volto para explicar aos meus Caros Leitores para não confundirem as pérolas que vos deixo com as pedrinhas que encontramos no caminho. O belo poema de António Botto é um bónus. Pois se assim  não fosse o que estariam aqui a fazer a hortelã e a melancia? Hummm?  Cocktails de Verão não vos diz nada? 
Obrigada!

                                                             

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Para terminar o dia em beleza....




....Ofereço-vos, meus Amigos, esta bela canção dos meus tempos de juventude , com sabor a sal e mar! Desfrutem!!