Foi n'uma tarde de Julho.
Conversávamos a medo,
_ Receios de traição
Um tristissimo segredo.
Sim, duvidávamos ambos:
Ele não sabia bem
Que o amava loucamente
Como nunca amei ninguém.
E eu não acreditava
Que era por mim que o seu olhar
De lágrimas se toldava...
Mas, a duvida perdeu-se;
Falou alto o coração!
_ E as nossas taças
Foram erguidas
Com infinita perturbação.
Os nossos braços
Formaram laços.
E, aos beijos, ébrios, tombámos;
_ Cheios d'amor e de vinho!
(Uma suplica soava:)
«Agora... morre comigo,
Meu amor, meu amor... devagarinho!...»
António Botto, in "Canções"
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| Fotos minhas |
ADENDA: Volto para explicar aos meus Caros Leitores para não confundirem as pérolas que vos deixo com as pedrinhas que encontramos no caminho. O belo poema de António Botto é um bónus. Pois se assim não fosse o que estariam aqui a fazer a hortelã e a melancia? Hummm? Cocktails de Verão não vos diz nada?
Obrigada!

