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| Foto minha. |
Temo que a minha ausência e desventura
Vão na tua alma, docemente acesa,
Apoucando os excessos da firmeza.
Rebatendo os assaltos da ternura.
Temo que a tua singular candura
Leve o tempo fugaz, nas asas presa
Que é quase sempre o vício da beleza,
Génio imutável, condição perjura.
Temo; e se o fado meu, fado inimigo
Confirmar impiamente este receio,
Espectro perseguidor que anda comigo,
Com rosto, alguma vez de mágoa cheio,
Recorda-te de mim e diz contigo:
"Era fiel, amava-me e deixei-o."
Soneto de Manuel Maria Barbosa du Bocage
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