sábado, 23 de maio de 2026

---FIM-DE-SEMANA SORRIDENTE__

 












DESEJO-VOS UM FELIZ 
FIM-DE-SEMANA
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quinta-feira, 21 de maio de 2026

__ TOMARA QUE OS MEUS BICHOS CARPINTEIROS NÃO ME TRAIAM!__



Dentro de poucas horas irei ao Hospital fazer uma ressonância magnética, pela primeira vez na vida. Todas as pessoas com quem tenho falado me dizem que o único senão é a paciente ter de se manter absolutamente  quieta...Estou aterrorizada porque isso para mim é algo impossível. Vou fechar os olhos e só temo não me vir ao pensamento algo que me provoque um ataque de riso...

Desejem-me boa sorte, por favor!

Quem já se meteu nestes trabalhos vá dizendo como vos correu, sim?

Depois vos contarei tudo!

Até mais!







terça-feira, 19 de maio de 2026

___TERÇAS-FEIRAS MUSICAIS___

 



Patxi Andion

"Amor Primero" 




Se me ha dormido un sueño en el café
vencido por el tiempo de nunca volver.
La tarde en el colegio y un corazón
clavado en el pupitre entre los dos.

Eras algo más rubia y, así de pie,
pareces aún más alta de lo que pensé.
Cuando tú eras la envidia y yo el por qué
que tu padre decía te iba a perder.

Quiero echar la vista atrás
donde se encuentran
mi plumier y mi compás
y tus trenzas.

Y volver a rebuscar por un solar,
yo, mis ganas de pelear, y yo, el susto
que me daba no verte más
a fin de curso.


Ay, amor, amor primero,
y de segundo, tercero y cuarto.
Ay, amor, te quise tanto,
cuando el beso era amor
y el amor canto.

Amor desde el gimnasio a la excursión,
desde la geografía, amor sin control.
Amor de tinta y tiza,
amor de portal,
amor de cada día y en cada lugar.

Amor que aún ahora guardo en la piel,
la párvula la caricia, el tope temblor.
Amor vestido, amor de nunca volver.
Camarero, por favor, otro café.

¿Donde están, donde se encuentran
mi plumier y mi compás
y tus trenzas?

Y volver a rebuscar por un solar,
tú, las ganas de pelear, y tú, el susto
que me daba no verte más
a fin de curso.

Ay, amor, amor primero,
y de segundo, tercero y cuarto.
Ay, amor, te quise tanto,
cuando el beso era amor
y el amor canto.

Ay, amor, amor primero,
y de segundo, tercero y cuarto.
Ay, amor, te quise tanto,
cuando el beso era amor
y el amor canto.


❤❤❤❤❤❤❤

domingo, 17 de maio de 2026

BATENDO NA MESMA TECLA!

 Para encerrar este tema do besouro, que me deixou um trago amargo de frustação e alguma tristeza, manipulei - não sei se este termo será adequado - a foto que se segue, como se elaborasse um desenho explicativo de algo que não se entende logo à primeira vista.



O sol, ao invés de amarelo, ficou inexplicavelmente azul, o semi-círculo branco marca o sitio onde está o besouro!

*

Só espero que a emenda, tipo desenho, não seja pior do que o soneto

*

Para terminar isto com alguma classe, deixo-vos com um sábio e metafórico provérbio:



"Quando surgem ventanias de mudança, uns erguem muros, outros fazem moinhos de vento"


Provérbio chinês.


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sexta-feira, 15 de maio de 2026

___O BESOURO E AS FLORES___






Entre as flores cor-de-rosa.
Um pequeno besouro se infiltrou
como segredo subtil e delicado
que a natureza me quis oferecer.

As pétalas dançam na varanda,
Tocadas pela luz da tarde,
e entre cores tão suaves
há vida que teima em acontecer.

Quase ninguém se apercebe.
Mas ele está ali - silencioso,
visitando flor a flor
como quem leva pólen 
e poesia nas asas.

*


Hoje, ao ver por entre a vidraça da marquise, entre a brisa que agitava as mesmas flores, vi dois besouros à volta delas. Acerquei-me devagar e com cautela redobrada, pois sou alérgica às picadas de abelhas, quanto mais à dos besouros que, diz quem sabe, sete, matam um cavalo. Livra!
A minha intenção era fazer um vídeo onde se pudesse observar o labor destes seres incansáveis.
Lá filmar eu filmei, inclusivamente, o voo entre uma flor e outra, porém, ao visualizar o dito vídeo, dos besouros nem sombras. 
Será que algum de vós, com a vista mais apurada do que a minha, os consegue ver?

Aviso que isto não se trata de nenhum desafio.
Sou eu que, encarecidamente, vos peço ajuda.

*

Fosse eu mais hábil nestas minudências informáticas, e seria o "Voo do Moscardo" a música que eu gostaria que acompanhasse estes voos invisíveis. Para vós! Eu juro que os vi.



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terça-feira, 12 de maio de 2026

___TERÇAS-FEIRAS MUSICAIS___

 



Jorge Fernando

"Lágrima"





Gosto muito de ouvir este fado na voz de Amália Rodrigues, depois de ouvir esta versão, cantada pelo Jorge Fernando, decidi publicar esta.
  *
Desta vez não se justificava colocar a letra, uma vez que vem incluída no vídeo.
Sei que muitos dos meus leitores vão considerar este fado triste, mas não serão todos os fados tristes? O Fado, canta o lado doloroso da vida...Só que na vida real, por muito que seja a dor e a tristeza de um amor não correspondido,  ninguém se deixaria matar ou morreria, por uma lágrima do ser amado. No coração ninguém manda...
Como cantava uma cantora brasileira:

"Quem eu quero não me quer, quem me quer eu mando embora e por isso já não sei o que será de mim agora..."

FIQUEM BEM, AMEM E QUE SEJAM AMADOS! 



Para vós, quero sempre o melhor.

Eis, então, toda a dor na voz única de Amália.

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sábado, 9 de maio de 2026

___HUMOR ALENTEJANO___

 






Por agora e até terça-feira, é tudo!


BOM  FIM-DE-SEMANA!


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terça-feira, 5 de maio de 2026

___TERÇAS-FEIRAS MUSICAIS__

 



Sara Correia

[Quero é Viver]




Vou viver

Até quando eu não sei

Que me importa o que serei?

Quero é viver


Amanhã

Espero sempre um amanhã

E acredito que será mais um prazer


A vida é sempre uma curiosidade

Que me desperta com a idade

Interessa-me o que está pra vir


A vida, em mim é sempre uma certeza

Que nasce da minha riqueza

Do meu prazer em descobrir

Encontrar, renovar, vou fugir ou repetir


Vou viver (e amanhã?)

Até quando eu não sei

Que me importa o que serei?

Quero é viver


Amanhã (e amanhã?)

Espero sempre um amanhã

E acredito que será mais um prazer


A vida, é sempre uma curiosidade

Que me desperta com a idade

Interessa-me o que está pra vir


A vida, em mim é sempre uma certeza

Que nasce da minha riqueza

Do meu prazer em descobrir

Encontrar, renovar, vou fugir ou repetir


Vou viver

Até quando eu não sei

Que me importa o que serei?

Quero é viver


Amanhã (e amanhã?)

Espero sempre um amanhã

E acredito que será mais um prazer


E amanhã?

E amanhã?






sábado, 2 de maio de 2026

MAIAS DE MAIO

 Maio de Minha Mãe.


O primeiro de Maio de minha Mãe

Não era social, mas de favas e giestas.

Uma cadeira de pau, flor dos dedos do Avô

Polimento, esquadria, engrade, olhá-la ao longe 

Dava assento a Florália, o meu primeiro amor.


Já não se usa poesia descritiva,

Mas como hei-de falar da Maromba de Maio

Ou, se era macho, do litro de vinho na sua mão?

O primeiro de Maio nas Ilhas, morno como uma rosa,

Algodoado de cúmulos, lento no mar e rapioqueiro

Como Baco em Camões,

Límpido de azeviche

E, afinal de contas, do ponto de vista proletário,

Mais de mãos na algibeira do que Lenine em Zurich.

(Porque foi por esta época: eu é que não sabia!)


A minha Maromba tinha barriga de palha como as massas

E a foice roçadoira da erva das cabras do Ribeiro

Que se pegou, esquecida, no banco do martelo de meu Avô

Cujas quedas iguais, gravíficas, profundas


Muito prego em cunhal deixaram,

Muita madeira emalhetaram,

Muita estrela atraíram ao bico da foice do Ribeiro

Nas noites de luar em que roçava erva às cabras.

Favas de Maio do meu tempo!


Havia poder popular

Nas mãos de minha mãe, que as descascava como flores

E flores eram de si, na flórea abada

Como se já guardassem flor de laranjeira e açaflor

Nas suas intenções de Maio 1918, para as depor

(Nem pensada sequer) na fronte à minha amada.


Vitorino Nemésio, in 'Antologia Poética'




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quinta-feira, 30 de abril de 2026

MODA MASCULINA...

 ... SEM ESPARTILHOS, MAS COM APERTOS!






No tempo em que o homem era bruto,

Usava ferro, lombo e luto.

A armadura pesava um quintal,

Para parecer valente e triunfal.

Se a dama olhava, ele nem via,

Sufocado na própria lataria.


Depois veio o nobre, todo de seda,

Com meia calça e peruca na moda, que queda!

Um brocado aqui, um laço ali,

Parecia um bolo, vamos por aí.

O espelho era o melhor amigo,

E a vaidade, o maior perigo.


A Revolução Industrial chegou,

E a cor do homem sumiu, acabou.

Terno preto, cinza, cinza e preto,

Para esconder o tédio e o afeto.

O homem virou um poste padrão,

Com o paletó sempre na mão.


E o século XX trouxe a ruptura,

Com calça boca de sino, que tortura!

Ombreiras que davam asas pra voar,  e gravatas que ninguém sabia amarrar.

O terno reinou, sem tédio diziam,

Mas todo mundo igual, que agonia.


 Hoje o homem moderno é um mistério,

Usa ténis caro e fala sério.

Calça rasgada, barba desenhada,

Parece que saiu de uma batalha...sem nada.

A evolução é um ciclo, enfim:

Do ferro ao algodão, pra ficar assim:



 

De todos estes rapagões o que mais 
me enche as medidas é o 

Jake Gyllenhaal.




(Já o Rui Unas ficou a destoar.)

E vós, amigas, qual preferiam?

Sim, porque

dizer preferem,

 seria pura ilusão!!

😄😄😄

E vós amigos, com qual destes moços

se identificam?


😉 😉 😉 😉

segunda-feira, 27 de abril de 2026

___AINDA SOBRE A LIBERDADE__

 




'O SUMIÇO DA ROUPA' *


No tempo da avó, que horror, que aperto!

A dama era um vaso, um ser disfarçado.

O espartilho, monstro, em aço coberto,

Deixava o pulmão todo maltratado.


Baleias morriam para a cintura afinar,

Se a mulher respirasse… o laço ia estourar!

Era um quilo de pano, bordado e rendado,

Para esconder o corpo, coitado.


Veio o século vinte, a moça libertina,

Cortou o cabelo, soltou o soutien.

A saia subiu, já se vê a coxa menina,

O "passa-caldo" virou calcinha também.


A perna de fora, que escândalo santo!

O vigário na igreja já perde o encanto.

Do algodão rústico ao nylon sedutor,

A intimidade virou um primor.


Agora, meu Deus, a evolução chegou ao topo!

A roupa íntima é um fio, uma fantasia.

Um pedaço de pano que mal cobre o corpo,

Mais parece um erro de alfaiataria.


A tanga invisível, o fio dental,

É o triunfo da moda, o fim do final!

Veste-se por dentro para nada esconder,

Pois com tanta liberdade...quase não há o que ver!


 * Autor desconhecido. Se houver alguém que saiba quem escreveu estes versos, diga, eu lhe darei o devido crédito.

😊

Como o tema é sobre a evolução do vestuário íntimo da mulher, é de bom tom saber como evoluiu o vestuário de uma maneira geral. No entanto, não vejo por aqui a mini-saia da Mary Quant...Ora vejamos:





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sábado, 25 de abril de 2026

A TUA LIBERDADE VAI ATÉ ONDE COMEÇA A MINHA.

 


Cravos, cor de sangue

de angústia 

e de suor.

A tua Liberdade conta

mas a minha, 

não é menor!




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sexta-feira, 24 de abril de 2026

___O PACÓVIO QUE ACREDITA SER ESPERTO___

 😋😋😋😋😋😋😋




...e a propósito de visitas!




Ainda será assim?




🫢 🤫  🫢 🤫

terça-feira, 21 de abril de 2026

__PROVÉRBIOS__

    🌳 🌳  🌳


Fotos de flores do meu jardim, excepto a primeira, que fui captando ao longo dos anos, 
e me foram agora oferecidas pelo Google Fotos


Árvore que cresce devagar

é a que cria

raízes mais fortes.


 [Provérbio chinês]


🌳 🌳  🌳 🌳 🌳  🌳


Oferta de um Amigo que não vejo há muitos anos
e de quem sinto muitas saudades.
Que estejas bem, querido RR.


domingo, 19 de abril de 2026

__ BÁRBARA, A ESCRAVA__

 

Luís de Camões - retrato pintado em Goa em 1581 *



Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
Fosse mais fermosa.

Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.

Uma graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.

Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.

Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E pois nela vivo,
É força que viva.

ENDECHAS A BÁRBARA ESCRAVA ]
  
De Luís Vaz de Camões

* A fotografia, que desta vez não me saiu lá muito bem, foi captada de um livro muito, muito antigo.
Não, não consta nos Lusíadas.


Este painel, encontrei-o na Net.





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quinta-feira, 16 de abril de 2026

__ CITAÇÕES__ #11

 


***

A escrita exige solidões e desertos.

E coisas que se vêem como quem

 vê outra coisa.
.
[Sophia de Mello Breyner Andresen]

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A fotografia exige atenção e cuidado,
se desejamos perfeição.
 Jamais clicar à balda

(Janita - autocrítica)
.
Porém, todavia e contudo, isso foi antes de eu aprender a fotografar com (mais) qualidade:



E esta, hein?

Devagarinho, chegarei lá...


😊






terça-feira, 14 de abril de 2026

__TERÇAS-FEIRAS MUSICAIS__

 



"Brasa Doirada"

Senhora Cegonha



Lá traz a cegonha
No bico um raminho
De meia encarnada
Vem dando chegada
Ao seu velho ninho.

Senhora cegonha
Como tem passado?
Não há quem a veja
Já vai prá igreja
Pousar no telhado.

No seu velho ninho
Ponha ovos, ponha
Que seja bem-vinda
Branquinha, tão linda
Lá vem a cegonha.

Vem chegando agosto
Um bando levanta
Anunciando a hora
De se ir embora
Levou a meia branca.

Senhora cegonha
Como tem passado?
Não há quem a veja
Já vai prá igreja
Pousar no telhado.

No seu velho ninho
Ponha ovos, ponha
Que seja bem-vinda
Branquinha, tão linda
Lá vem a cegonha.

Que seja bem-vinda
Branquinha, tão linda
Lá vem a cegonha.



Que bem cantou o chinês
O belo Cante Alentejano
O amor não tem Nação
E quem canta por paixão
Canta o Cante sem engano

🫶