janita

janita

sábado, 30 de Abril de 2011

AMOR INFINITO..


Quis o calendário, que este ano coincidisse o primeiro Domingo do mês de Maio, em que se celebra o Dia da Mãe, com o Dia do Trabalhador. Para nós, mães trabalhadoras, será uma dupla celebração.

A todas as Mães, de todas as fachas etárias, etnias ou credos, desejo um 

FELIZ DIA DA MÃE.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 


"Para Sempre "

Por que Deus permite
que as mães vão embora?

Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não se apaga
quando sopra o vento
e a chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.

Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

 Carlos Drummond de Andrade
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

sexta-feira, 29 de Abril de 2011

FÉNIX RENASCIDA.



"FALANDO COM DEUS"


Só Vos conhece, amor, quem se conhece
Só Vos entende bem quem bem se entende
Só quem se ofende a si, Vos não ofende
E só Vos pode amar quem se aborrece.

Só quem se modifica em Vós floresce
Só é senhor de si quem se Vos rende
Só sabe pretender quem Vos pretende
E só sobe por Vós quem por Vós desce.

Quem tudo por Vós perde, tudo ganha
Pois tudo quanto há, tudo em Vós cabe.
Ditoso quem no Vosso amor se inflama

Pois faz troca tão alta e tão estranha.
Mas só Vos pode amar o que Vos sabe,
Só Vos pode saber o que Vos ama.



Autor:Jerónimo Baía
( Poetas da Fénix Renascida )

 Dedico este poema ao meu  Amigo Poeta Sandrio Cândido, com o desejo de muita Luz e Paz no seu caminho.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

terça-feira, 26 de Abril de 2011

CICLO INVERTIDO...











“A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para frente.
Nós deveríamos morrer primeiro.

Livrarmo-nos logo disso…!

Depois vivermos num Lar, até ser mandados embora por estarmos muito novos.Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.

Então, trabalhar 40 anos até ficar novo o bastante para poder aproveitar bem a aposentação.





A seguir aproveitar a vida ao máximo. Beber bastante álcool, andar de festa em festa, dançar rir e cantar.

Entrar na faculdade.Frequentar o Liceu. Ter várias namoradas/os. Tornar-se
criança. Não ter nenhuma responsabilidade.

Tornar-se um bebezinho de colo, voltar para o útero da mãe, passar os últimos nove meses de vida flutuando....

E, por fim, terminar tudo, com um óptimo orgasmo!

Assim…não seria perfeito…?"








Fonte: recebido por e-mail.



Quem me enviou este texto, diz desconhecer o autor/a. Se alguém o souber, agradeço a informação.






~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~









"A VIDA E A MORTE"




O que é a vida e a morte
Aquela infernal inimiga
A vida é o sorriso
E a morte da vida, a guarida

A morte tem os desgostos
A vida tem os felizes
A cova tem as tristezas
E a vida tem as raízes

A vida e a morte são
O sorriso lisonjeiro




E o amor tem o navio
E o navio… o marinheiro.


(Florbela Espanca)


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~




~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

quarta-feira, 20 de Abril de 2011

ENCANTOS & DESENCANTOS!!!





" DESENCANTO"


Eu faço versos como quem chora
De desalento…de desencanto…
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente…
Tristeza esparsa…remorso vão…
Dói-me nas veias. Amargo e quente
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.




















Poema de Manoel Bandeira










Que dedico ao meu estimado Amigo Rogério Pereira



do blog "Conversa Avinagrada".











A todos desejo uma Santa e Feliz Páscoa.








Se Deus quiser, voltarei na próxima semana.










---------------------------------------------------------------------------------------------------------------



--------------------------------------------------------------



































sábado, 16 de Abril de 2011

O MEU JEITO DE SER













"O MELHOR DE MIM"



Não quero deixar de ser criança

Quero sorrir quando me der vontade

Gargalhar de mim, dos outros e da vida

Olhar em frente sem perder a esperança

Viver com alegria e felicidade


Quero ter a liberdade de sentir

Que a vida pode ser

Do jeito que eu quiser

Sem mentiras nem

Falsas quimeras

Venha este, aquele

Ou quem vier.


Quero ser sempre criança

Digam os outros o que entender.

Não ter mais mágoas na vida

Não sofrer com despedidas

E seja o que Deus quiser.


Não quero ser triste nem mesquinha

Quero ser pura, crédula, sem maldade.

Quero aprender tal qual uma criança

A descobrir a vida com curiosidade.


Ter pureza nos gestos e sentimentos

Acreditar na vida e no Destino.

Meu Deus; como são tristes aqueles

Que deixaram de ter fé… e ser meninos…


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

quarta-feira, 13 de Abril de 2011

TERRA NEGRA..

Imagem recolhida na Net





"CANÇÃO DO SEMEADOR"



"Na terra negra da vida

Pousio do desespero

É que o Poeta semeia

Poemas de confiança.



O Poeta é uma criança

Que devaneia.



Imagem recolhida na Net


Mas todo o semeador

Semeia contra o presente.

Semeia como vidente

A seara do futuro.


Sem saber se o chão é duro

E lhe recebe a semente. "


Ainda...porque sim...

e porque

ele é o Cravo d' Abril

para mim...


Miguel Torga


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

sexta-feira, 8 de Abril de 2011

POR ESSE RIO....


"À proa dum navio de penedos,

A navegar num doce mar de mosto,

Capitão no seu posto de comando,

S. Leonardo vai sulcando

As ondas da eternidade,

Sem pressa de chegar ao seu destino."

" Ancorado e feliz no cais humano,

É num antecipado desengano

Que ruma em direcção ao cais divino."


"Lá não terá socalcos

Nem vinhedos

Na menina dos olhos deslumbrados."

"Douro desaguados


Serão charcos de luz

Envelhecida

Rasos, todos os montes

Deixarão prolongar os horizontes

Até onde se extinga a cor da vida."

"Por isso, é devagar que se aproxima

Da bem-aventurança."
"É lentamente que o rabelo avança

Debaixo dos seus pés de marinheiro."
"E cada hora a mais que gasta no caminho

É um sorvo a mais de cheiro

A terra, a Rio e a rosmaninho! "




Poema de Miguel Torga

Inspirado no Rio Douro.


Numa singela homenagem

Dedico este post ao meu Amigo Jorge

Com todo carinho


Recordação de um passeio pelo Rio Douro


**************************************************



terça-feira, 5 de Abril de 2011

PALAVRAS SOLTAS.

Imagem recolhida na NET


Há um provérbio oriental, creio que chinês, que diz: há três coisas que nunca podemos recuperar: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida. Assim como se diz que “O silêncio é de ouro e a palavra é de prata”. Logo, e no que respeita à palavra, seja ela pronunciada ou escrita, calar será mil vezes preferível do que falar.

Concordo, mas com a ressalva no caso das palavras que entendemos não serem levianas nem ofensivas e muito menos ditas com intenção de contrariar, gratuitamente, a opinião de outrem.

Todos temos o direito de manifestar aquilo que acreditamos ser a nossa verdade. Contudo, devemos aceitar que existem outras verdades, para além da nossa.

Foi muito gratificante para mim, constatar, recentemente, que ainda existem pessoas capazes de compreender a necessidade e o direito, daqueles que não conseguem optar pelo ouro do silêncio.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~



"As Palavras"

São como um cristal,

as palavras.

Algumas, um punhal,

um incêndio.


Outras, orvalho apenas.

Secretas vêm,

cheias de memória.

Inseguras navegam:

Barcos, ou beijos,

as águas estremecem.


Desamparadas, inocentes, leves.

Tecidas são de luz e são a noite.

E mesmo pálidas verdes

paraísos lembram ainda.


Quem as escuta?

Quem as recolhe,

assim, cruéis, desfeitas,

nas suas conchas puras?


Poema de Eugénio de Andrade


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~