sábado, 20 de fevereiro de 2010

OS MIMOS QUE DÃO LUZ À MINHA VIDA.





Recebi via e-mail este carinho do meu neto João, que já é um expert nestas coisas da net.

Obrigada meu querido. Vou publicá-lo no meu blog para que saibam o neto maravilhoso que eu tenho.


Beijinhos da avó que te ama muito.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

SEM GENERALIZAR....







Lembram-se das palavras da jovem Inês no final do "Auto de Inês Pereira" de Gil Vicente?
Pois é!...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Porquê sofrer?








Porquê lamentar o dia cinzento, se amanhã o sol retornará luminoso?

Porquê entristecermo-nos com o rigor do Inverno se a Primavera está à espreita para colorir os nossos dias?








Porquê viver repisando as más lembranças do passado, se a vida está aí à nossa frente para ser vivida e aproveitada?



Porquê fechar o coração a novas conquistas, se nascemos para amar, amar...e amar?



Porquê insistir no frio da solidão e não desfrutar do calor de um abraço?


Porquê isolarmo-nos do mundo em vez de nos abrirmos à saudável convivência de amizades verdadeiras?

Basta de solidão! Quero viver... abrir o meu coração e partilhar sentimentos.















quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Nostalgias

Há muito tempo que não escrevo neste blogue! Hoje senti uma vontade irresistível de o fazer.
Mas, sinto-me triste, apática e ainda não estou totalmente preparada para pensar em algo realmente interessante, que me dê prazer partilhar com quem estiver com a paciência, suficiente, para me ler.
De qualquer modo, lembrei-me de lhes lançar um desafio: vou transcrecer um curto texto de um livro que li há uns anos atrás e ando agora a reler. Se alguém descobrir a que livro se refere deixe o seu comentário.
" Foi então que Alberto se apercebeu de quanto Matilde se tinha tornado importante para ele. Com o jardineiro e Celestino, munidos de tochas, deu uma volta pela colina, desceu até à aldeia e percorreu a margem do lago. Tremia com a ideia da rapariga se ter afogado, praguejava contra aqueles idiotas dos filhos e hesitava em denunciar o desaparecimento às autoridades. Ao seu chamamento respondeu um latido. Alberto orientou o feixe de luz para esse latido, que se repetia, e viu os focinhos dos cães aparecer por detrás de uma moita. Os animais, no entanto, não se mexeram. Ao fundo, Matilde dormia enroscada, ao lado de Saladino e Kabiria. Alberto estava dividido entre a cólera e a alegria. Pegou na rapariga ao colo e, seguido pelos cães, regressou a casa. Não disse uma palavra, não fez comentários. Pousou-a na cama, tirou-lhe os sapatos e cobriu-a. A empregada apercebeu-se que o patrão estava comovido.
-Amanhã de manhã sou eu que a vou levar à escola-disse simplesmente, e saiu do quarto em bicos de pés."

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Crianças: Televisão Q.B.

O efeito da televisão nas crianças, principalmente nas mais pequenas, é um assunto bastante controverso. Todos os anos surgem novos estudos e estatísticas sobre os hábitos de televisão das crianças e alguns deles parecem ser bastante alarmantes dado que, nalgumas famílias, os pais demitem-se, por vezes, da sua função de educadores e deixam por conta da televisão a função de distrair e ocupar os seus filhos.
Os complexos desafios que se apresentam para a educação, nos dias de hoje, estão frequentemente vinculados à ampla influência dos meios de comunicação social nos nossos dias. Com efeito, algumas pessoas afirmam que a influência formativa dos meios de comunicação social concorre com a da escola e, talvez mesmo, da família. A relação entre crianças, meios de comunicação social e educação pode ser considerada a partir de duas vertentes: a formação das crianças por parte dos mass media e, paralelamente, a formação das crianças, para que respondam apropriadamente a esses meios de informação. Sobressai um tipo de reciprocidade que indica as responsabilidades dos meios de comunicação como indústria e a necessidade de uma participação activa e crítica dos educadores, enquanto espectadores e ouvintes.
Nesta perspectiva, formar-se no uso apropriado dos meios de comunicação social é essencial para o desenvolvimento cultural e moral das crianças. Contudo, há que salvaguardar e promover o bem comum. Educar as crianças a serem criteriosas no uso dos meios de comunicação é uma responsabilidade que cabe aos pais e à escola. O papel dos pais é de importância primordial. Eles têm o direito e o dever de assegurar o uso prudente dos meios de comunicação social, formando a consciência dos seus filhos a fim de que expressem juízos sadios e objectivos que, sucessivamente, há-de orientá-los na escolha ou rejeição dos programas disponíveis. Ao agir deste modo, os pais deveriam contar com o encorajamento das escolas.
A educação através dos mass media deveria ser positiva. As crianças expostas ao que é estética e moralmente aceite são ajudadas a desenvolver o apreço, a prudência e as capacidades de discernimento. Aqui, é importante reconhecer o valor fundamental do exemplo dos pais na selecção prévia daquilo que as crianças devem, ou não, ver.
A televisão é, sem dúvida, o meio de comunicação mais visto e apreciado pelas crianças e um aparelho omnipresente em todos os lares que influencia sob diversos âmbitos, a vida de crianças e adultos. Hoje, tudo é divulgado pela televisão.
Qualquer criança antes mesmo de frequentar a escola, já passou várias horas em frente ao ecrã de um televisor. Para elas é absolutamente fascinante ver robots que falam, naves espaciais, a capacidade de transformar e se transformarem em seres de outros planetas, as lutas do bem contra o mal e o terror de monstros e vampiros. Hoje em dia, uma criança de quatro anos que vai ao supermercado com os pais, sabe perfeitamente tirar da prateleira o iogurte que quer e sabe dizer o seu nome. Sabe que aquelas sapatilhas são desta ou daquela marca porque está muito familiarizada com esses nomes, através dos anúncios publicitários. Conhece símbolos de lojas, e de artigos. Enfim, sabe identificar os nomes e as marcas. As crianças são alfabetizadas pelas imagens, através da televisão, sem nenhum professor.
As mensagens audiovisuais exigem pouco esforço e envolvimento por parte do receptor. É usada uma linguagem concreta facilmente assimilável e um ritmo acelerado que mexe com a imaginação. No mundo actual, a criança passa muito mais tempo com os seus heróis da televisão do que com os pais. Algumas tentam, até, suprir a falta que sentem deles com a televisão, sempre presente e de fácil acesso. Por sua vez, os pais preferem que as crianças fiquem em frente ao televisor caladas e quietas porque, desta forma, dão menos trabalho e preocupação.
O lado negativo desta forma de comunicação está no facto de todas as crianças terem uma forte inclinação para imitarem tudo o que vêem e ouvem e, como todos sabemos, longe vão os tempos dos desenhos animados da Heidi, do Marco e da Abelha Maia. Hoje, quase todos os filmes ou desenhos animados destinados a crianças, têm cenas de heróis com comportamentos violentos e agressivos e a criança, ao interagir com outras crianças, acha normal ter um comportamento idêntico, onde a violência é premiada. Pior, ainda, é o desejo de sair vencedor das lutas sem olhar a meios para alcançar os fins e, assim, a criança vai crescendo sem aprender os princípios éticos da solidariedade e do respeito pelos outros.
Pais e educadores, não devem esquecer que, apesar das evoluções pelas quais a família tem passado, esta continua sendo a primeira fonte de influência comportamental, emocional e ética na criança. A família devia aproveitar a grande influência que a televisão exerce na criança de maneira correcta, seleccionando os programas a que ela pode assistir, já que esta influência poderá ser determinante para a sua visão do mundo.
Para muitas crianças que vivem em apartamentos nas cidades, a televisão pode ser a única forma de entretenimento e evasão.
Cabe aos pais encontrar outras actividades alternativas de lazer, dentro e fora de casa. O incentivo à leitura, seria uma excelente opção. Além de entender a importância da educação familiar e do ambiente escolar, é preciso que se dimensione o papel desempenhado pela exposição da criança aos estímulos e à influência dos meios de comunicação.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS



Com o filme “Uma Verdade Inconveniente”, Al Gore prémio Nobel da Paz em 2007, tentou despertar a atenção do Mundo para o problema gravíssimo que nos afecta já a todos e num futuro bem próximo poderá ter resultados catastróficos, se não forem tomadas a tempo as medidas, urgentes e necessárias, para travar o perigo que ameaça toda a Humanidade.
O sobreaquecimento global, provocado pelo efeito de estufa devido ao excesso de gases poluentes enviados para a atmosfera e o abate sistemático de árvores, são a principal causa das alterações climáticas que podem levar ao degelo dos glaciares, elevando o nível dos oceanos e provocando inundações desastrosas, para milhões e milhões de pessoas.
No filme é apresentado um gráfico que nos mostra a subida de temperatura global nos últimos 150 anos. A subida brutal que ocorreu nos últimos 20 anos deu-nos uma visão absolutamente assustadora dos perigos que espreitam a Humanidade, e não podemos dizer que este é um assunto da competência dos “senhores” que governam o Mundo. Ele diz respeito a todos nós porque é neste Planeta que nós habitamos e já começámos a sentir na pele as consequências das alterações climáticas. Cada vez há mais vagas de calor, incêndios e secas logo seguidas de tempestades e inundações.
O maior paradoxo é que sendo os EUA responsáveis pela emissão de um quarto do total mundial de gases indutores do efeito de estufa e sofrendo este País as naturais consequências disso com: tufões, furacões e inundações ou vagas de calor intenso em que perdem a vida milhares de pessoas, não ter assinado o Tratado de Quioto e ser um cidadão ex-político norte-americano, a lançar este alerta mundial.
No meio de tudo isto há uma boa notícia. Os países do G8 decidiram reduzir em 50% as emissões de CO2, até 2050.
Tal como Al Gore comentou, no filme, se foi possível minimizar o problema do buraco na camada do ozono vamos ter esperança que, com a cooperação à escala mundial, consigamos reverter a situação do aquecimento global.

domingo, 5 de abril de 2009

Igualdade de Direitos

A Declaração Universal dos Direitos Humanos é uma Carta de princípios, que foi aprovada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas a 10 de Dezembro de 1948.
A Declaração surgiu como um alerta à consciência humana, depois de todas as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial. Nela, são enunciados os direitos fundamentais civis, sociais e políticos de que devem usufruir todos os seres humanos, sem discriminação de sexo, nacionalidade, etnia, crença religiosa, condição social e ideologia política. Em suma, Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Todos os artigos são igualmente importantes, mas tendo em conta o que se passa no nosso país, vou destacar o 23º e o 26º.
A 2ª alínea do Artigo 23º diz: “Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual”. Mas, todos sabemos que, salvo raras excepções, no mercado de trabalho, seja em que sector for, a mulher é ainda discriminada em relação ao homem, auferindo salário inferior por trabalho igual.
O artigo 26º diz: “ Toda a pessoa tem direito à educação.” Mas educar não é apenas instruir. Ser educado é saber, em qualquer altura ou circunstância, onde estão os limites da liberdade de cada um. Em Portugal a instrução tem vindo a progredir, mas no que se refere à Educação estamos muito mal e com tendência a piorar. A violência e a anarquia, já chegaram às nossas escolas e os professores sentem-se impotentes para repor a ordem e a disciplina. Por outro lado, há jovens de famílias humildes com real vontade de aprender e estudar mas, terminada a escolaridade obrigatória, têm de ir trabalhar para ajudar no orçamento familiar.
Apesar de algumas melhorias neste sentido, agora, como antigamente, o direito à educação cabe a quem pode e não a quem merece.
Na minha opinião, não basta proclamar princípios há, também, que aplicá-los. A ganância, sede de poder e a luta de interesses económicos, são os principais motivos porque muitos dos países que assinaram a Declaração Universal, ainda não respeitem alguns desses princípios.
Ainda não há muito tempo, na guerra no Afeganistão e mais recentemente no Iraque, os media não se cansaram de mostrar ao mundo, fotos de prisioneiros em condições degradantes, sendo vítimas de humilhações, torturas e atentados contra a sua dignidade e religião. Crimes perpetrados por militares de uma das maiores potências mundiais, proclamadora da defesa dos Direitos Humanos.
Também, em alguns países da Europa como a França e Alemanha, os fortes preconceitos raciais e homofóbicos, levam a que sejam violados os direitos à diferença de etnia e opção sexual.
Os neonazistas vieram para ficar e não vislumbro forma do mundo caminhar para melhor.
A não ser que toda a Humanidade conseguisse pôr em prática a antiga “Regra de Ouro”: “Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti”.

Uma visita à Lipor 1

A Lipor é um Serviço Intermunicipalizado de gestão de resíduos do Porto e responsável pela recuperação e destino final dos resíduos sólidos urbanos produzidos pelos oito Municípios que a integram.
Ao chegar fomos recebidos, de forma muito simpática, pelo Dr. Nuno Barros que nos conduziu a um pequeno auditório e nos explicou como é processado o tratamento dos resíduos e aonde foi exibido um filme dando conta da utilidade e vantagens da separação dos mesmos.
De seguida, vestimos um colete verde fluorescente e fomos ver as instalações.
Passámos pelo centro de triagem onde são separados os resíduos que são recolhidos dos Ecopontos e passam em dois tapetes rolantes.
Das embalagens plásticas são separadas as garrafas verdes das brancas e as metálicas que não foram atraídas pelo íman, como acontece com as latas. Depois de prensadas e enfardadas são encaminhadas para as empresas de reciclagem. Estes resíduos são retirados do contentor amarelo.
Com uma tonelada de plástico reciclado pode poupar-se 130Kg de petróleo.
O mesmo acontece ao papel e ao cartão, retirados do contentor azul. A máquina de enfardar está equipada com um computador que selecciona automaticamente a pressão a exercer sobre cada tipo de resíduo. Dos vidros recolhidos do contentor verde são separadas as tampas metálicas.
Os resíduos orgânicos, ao chegar à Lipor, são depositados numa fossa com capacidade para seis dias. Esta fossa fica no interior de um edifício equipado com um sistema que evita a propagação de odores. Estes resíduos passam depois por todo um processo de tratamento e são transformados em energia eléctrica.
Os resíduos indiferenciados, recolhidos porta a porta vão para a Lipor 2 para ser incinerados e as cinzas e escórias, provenientes da incineração, são depositados no aterro sanitário. As cinzas são misturadas com cimento e ficam em forma de blocos, para evitar a propagação de matéria poluente na atmosfera.