Como acordar
sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir,
dia seguinte, após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como
proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demência?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Uma equipa de vídeo acompanhou três bloguers de moda noruegueses
durante um mês no Cambodja, onde trabalharam numa fábrica têxtil que produz
roupas para as grandes cadeias de fast-fashion. O resultado está a tornar-se
viral.
Três
jovens bloguers de moda noruegueses passaram das festas privadas em Oslo, para
a dura realidade da vida de um trabalhador de uma fábrica têxtil no Cambodja. O
desafio foi lançado por uma equipa que pretendia fazer um documentário sobre as
condições de vida destes trabalhadores, chamando a atenção directa dos
consumidores finais dos produtos que eles fabricam: roupa para grandes cadeias
de moda como a H&M ou Mango.
O
documentário pretendeu ser uma experiência social com o objectivo de mostrar os
bastidores do fabuloso mundo da moda que, em muitos casos, é sustentado por
histórias trágicas vividas em fábricas de países do terceiro mundo.
Os
produtores pretendemfazer todos aqueles que vêem o
documentário pensar duas vezes antes de comprar uma peça de roupa nas cadeias
de fast-fashion, que oferecem preços baixos à custa da exploração de milhares
de pessoas.
Esta é uma canção homenagem a todos quantos lutam para ter uma vida digna numa fuga à condição de escravatura no seu próprio país. Sem documentação, explorados, e deslocando-se em condições sub-humanas, muitos acabam por perder a vida e os que conseguem sobreviver, são repatriados.Somos todos iguais, mas uns são mais iguais do que outros.
...O estudante de medicina que, para além de saber o que era o esternocleidomastóideo, pretendia curar as chagas de carácter social! Ah, grande Vasquinho!...
Passam , hoje, cento e dezassete anos sobre o nascimento de um dos maiores actores portugueses de todos os tempos: Vasco Santana. Haverá alguém que pergunte:
"(...) Adorado pelo povo português, Vasco
Santana será, para todo o sempre, um marco incontornável da arte da
representação. Actor genial, ao nível dos maiores do mundo, marcou para sempre
a comédiaà portuguesa. De enorme sensibilidade, dotado de invulgares técnicas teatrais,
transformou-se num mito do cinema nacional."
Para todos quantos se consideram e considero meus amigos, dedico este poema de amizade!
"A Um Amigo"
Fiel ao costume antigo,
Trago ao meu jovem amigo
Versos próprios deste dia.
E que de os ver tão singelos,
Tão simples como eu, não ria:
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.
Que sobre a flor de seus anos
Soprem tarde os desenganos;
Que em torno os bafeje amor,
Amor da esposa querida,
Prolongando a doce vida
Fruto que suceda à flor.
Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.
A estreia ao vivo, deste supergrupo, aconteceu a 09 de Junho
de 2014 no Festival Encontro de Culturas, em Serpa.
Nesta altura, ainda se vivia na expectativa se o Cante Alentejano viria a ser escolhido pela UNESCO, para fazer parte do Património Imaterial da Humanidade. O que veio a acontecer, para gáudio nacional, especialmente, do povo alentejano.
“Olha a
Noiva Se Vai Linda”
Celina já te casaste
Já o laço te apanhou
Deus queira que sempre digas
Se bem estava,
Se bem estava melhor estou
Olha a
noiva se vai linda No dia do seu noivado Também eu queria ser Também eu queria ser Também eu queria Também queria
ser casado
Ser
casado e ter juízo Acho que é bonito estado Também eu queria ser Também eu queria ser Também eu queria Também queria
ser casado
Tua boca é uma rosa
Os teus dentes as folhinhas
E essas tuas faces mimosas
São duas,
São duas lembranças minhas
João
Gil, Sebastião Santos, Jorge Palma, Celina da Piedade, Tim, Paulo Ribeiro,
Vitorino e Serafim (humor), juntos, formam o colectivo “Tais Quais”resgatando
das memórias a experiência dos antigos, unida ao talento dos novos autores. Que sigam em frente, somando ao Cante Alentejano, a vontade de dar a conhecer ao Mundo a nossa Cultura Popular.