As incógnitas deveriam ficar incógnitas para sempre.
Tantas questões nunca esclarecidas,
tanta revolta, tanto anseio em revolver um passado distante, no tempo e no
espaço, a fim de encontrar respostas. Tanta dor e sentimento de exclusão,
talvez infundado, porém sentido, marcado a ferro e fogo na alma. Quando
finalmente lhe são colocadas, frente a frente, bem diante dos seus olhos, como
sempre havia sonhado, as respostas pretendidas, constata, sem dor, sem
ressentimento nem raiva, que o tempo não
só desvaneceu como apagou todas as emoções que julgava ir sentir, na hora da descoberta
da verdade. Perplexa, vê que nada, nada mesmo, absolutamente nada, já nada lhe diz…Solta um suspiro fundo e fica-lhe um sentimento de alívio. Tão pouco…para
tanta expectativa.
A duas fotos, referentes a essa figura
pública, ligada ao mundo do espectáculo, nada têm de comum com este texto e a sua autora, tão-somente a coincidência de ambos
terem nascido na mesma localidade.
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Nesta rua e numa destas casas, nasceu quem o texto escreveu.
A quem quiser comentar só peço que se refira à beleza e limpeza que há nas ruas e nas casinhas simples do Alentejo! Melhor; a tudo o que desejarem, menos ao texto. Obrigada.
:)